Paranaguá não tem muitas ciclovias. Por outro lado, o número de ciclistas é expressivo.
O uso da bicicleta não é, somente, feita por gosto, mas por necessidade. São homens, mulheres que usam a “magrela” para ir trabalhar, para passear e até para compromissos. Enfim, é um meio de transporte muito usado pelo parnanguara.
Acontece que, mesmo onde há ciclovias, os ciclistas não têm colaborado e andam disputando as vias públicas com os motoristas.
De acordo com o Código Nacional de Trânsito, os ciclistas tem deveres no tráfego, assim como nos equipamentos. Por exemplo, o Código estabelece que são obrigatórios para as bicicletas a campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais, e espelho retrovisor do lado esquerdo. Nem todo mundo cumpre com as determinações.
Há outros deveres que os ciclistas precisam cumprir como não conduzir bicicleta em passeios onde não seja permitida a circulação desta, ou de forma agressiva, em desacordo com o disposto no parágrafo único do art. 59 do COTRAN. De acordo com o Código a infração é considerada média e tem multa. Como medida administrativa a bicicleta pode ser removida, mediante recibo para o pagamento da multa.
Mas há anos não se vê uma fiscalização intensa junto ao ciclista e toda a forma de desrespeito e imprudência é vista nas ruas de Paranaguá. Motoristas e motociclistas pedem às autoridades competentes que façam alguma coisa. “É fácil penalizar o motorista pois o carro, ônibus ou caminhão tem placa, mas a bicicleta não tem nada e muitas vezes, os ciclistas não respeitam as leis de trânsito e nada acontece”, desabafa um motorista que prefere não se identificar.
Um dos locais mais comuns para se verificar a falta de cuidado dos ciclistas é a rua Domingos Peneda. Ali, a ciclovia passou por obras, mas agora que já pode ser utilizada, os ciclistas são vistos com frequência do outro lado da via criando confusão e perigo.