Água foi religada depois de reunião com a empresa, sete vereadores e direção da escola
A CAB Águas de Paranaguá cortou o abastecimento de água da escola de surdos Nydia Moreira Garcez no dia 09 de setembro. Desde então, professores e direção da escola têm levado água de casa para minimizar o problema.
O corte foi feito porque a escola, mantida pela Organização Não-Governamental (ONG) Aceda, tem uma dívida de mais de 24 mil reais referente a dois períodos: um de 2004 a 2008 e outro mais recente. A notícia foi divulgada no Diário do Comércio da última quarta-feira (18) e mobilizou o vereador Arnaldo Maranhão a promover uma reunião entre as partes, já que tanto a empresa quanto a escola haviam apresentado propostas consideradas “inviáveis” por ambas as partes. A reunião realizada na CAB Águas de Paranaguá contou com a presença do gerente geral, Sérgio Bovo, da diretora da escola, Fátima de Souza Gonçalves e sete vereadores que são: Arnaldo Maranhão, Márcio Costa, Ricardo, Laryssa Castilho, Adriano Ramos, Elto Arcega e o próprio presidente da Câmara, Marquinhos Roque.
Depois de muita conversa e entendimento total da situação, ficou definido que a dívida que passava dos R$ 24 mil teve um abatimento e ficou em R$ 18 mil que será dividido em 11 parcelas. “Vamos conclamar os demais vereadores para participar com uma cota de R$ 100,00 por mês e assim quem vai pagar a conta são os vereadores da cidade. A única escola de surdos de Paranaguá e de todo o Litoral não pode passar por uma situação dessas”, disse Maranhão.
Ficou definida também o retorno do fornecimento de água para a escola que tem 67 alunos estudando em período integral. Na sessão da Câmara de ontem, o vereador Maranhão, tratou do assunto e pediu a ajuda dos vereadores. A proposta apresentada é de que o valor de R$ 100,00 por vereador, caso todos aceitem, será descontado no contracheque de cada vereador e o cheque com valor total poderá ser retirado pela escola na própria Câmara para saldar cada parcela.
A empresa, inclusive, se pronunciou pela redução do valor deixando a diferença de R$ 6 mil como contribuição da CAB para a ONG Aceda, mantenedora da escola Nydia Moreira Garcez. Ficou determinado que haverá assinatura individual da autorização do débito.
