Amarradores fazem vigília na frente do Porto de Paranaguá hoje

A gente não sabe se o governador sabe da situação que estamos passando aqui”, disse o presidente do Sindicato dos Amarradores

5.1-IMG_7853Os trabalhadores do Sindicato dos Amarradores fazem uma vigília hoje à noite na frente do Porto de Paranaguá. E ganharão adesão de outras categorias, além de outros segmentos.

Sócios, amigos, familiares, representantes de igrejas, enfim, vários segmentos foram convidados para participar. O objetivo é revindicar espaço de trabalho na orla portuária. A vigília começará às 22h.

O presidente do Sindicato dos Amarradores, Erick Mendes, esteve no plenário da Câmara para pedir ajuda dos vereadores. Ele afirmou que os trabalhadores estão passando fome e denunciou que a diretoria do porto está discriminando a categoria.

Na tarde da última quinta-feira (30), os amarradores tomaram conhecimento de que os crachás- que permite a entrada na área portuária- haviam sido retirados dos trabalhadores e que o cadastro de novos associados não havia sido permitido.

Estamos lutando pelo trabalho, mas não sabemos se o governador sabe o que está ocorrendo aqui em Paranaguá. Nós vamos fechar a entrada do porto para chamar a atenção e vamos contar com apoio das demais categorias”, disse ao repórter Larry Cesar, em entrevista à Rádio Difusora de Paranaguá.

Se não der resultado, nós vamos fazer uma mobilização na frente da Assembleia Legislativa, na frente do Palácio do Governo, no Centro Cívico. Vamos fazer qualquer coisa porque a gente está desesperado, porque tem família passando necessidade, passando fome”, reforça Erick Mendes.

De acordo com Erick Mendes, o porto diz que não estamos incluídos na Lei 12.815, porém o grupo executa o trabalho há mais de 10 anos. “Se for usar a Lei, as empresas que estão fazendo o serviço também não estão incluídas na Lei”, defende Mendes.

Percebemos que é uma situação direcionada e que atinge, diretamente, os trabalhadores”, diz o presidente. Segundo ele, são 700 pais de família que estão passando necessidade, “em virtude dos desmandos no Porto de Paranaguá”.

Estamos sendo discriminados. Estamos tentando resolver de forma civilizada, mas estamos no limite”, completou.

Diante de toda esta situação, os trabalhadores confirmam que existe a possibilidade de paralisação no Porto de Paranaguá. “Se usam política suja para nos atingir, nós vamos usar a mobilização para atingi-los”, confirma.

O sindicato foi fundado em 30 de setembro de 2003 e trabalha na atracação e desatracação de navio do Porto de Paranaguá. Eles fazem a amarração para evitar que o navio saia do píer do costado.

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