Por: Katia Muniz cronicaskatia@live.com
Mais chinelo. Menos sapato.
Mais espreguiçadeira. Menos cadeira de escritório.
Mais suco. Menos café.
Mais mala. Menos pasta de trabalho.
Mais pincel. Menos caneta.
Mais ilha. Menos cidade.
Mais paz. Menos guerra.
Mais O2. Menos CO2.
Mais bicicleta. Menos carro.
Mais coco verde. Menos refrigerante.
Mais flores. Menos arma.
Mais árvores. Menos postes.
Mais pássaros. Menos avião.
Mais amor. Menos luta.
Mais família. Menos tevê.
Mais real. Menos virtual.
As palavras acima não são minhas. São de Guilherme Tizzot, jovem empresário, com empreendimento na Ilha do Mel.
Tive um bate-papo rápido com Tizzot. Boa parte elogiando o texto acima, que no original, não compõe palavras e, sim, desenhos representando cada item, que estão entalhados num pedaço de madeira.
Achei muito criativo e, segundo o autor, ele teve a ideia porque na Ilha se tem tempo suficiente para pensar.
Não duvido, mas hei de acrescentar que se você não nasceu abonado, há de usar muito sapato, antes de descansar os pés no chinelo. E com exceção dos itens arma e guerra, fará uso da coluna “menos” com muito mais frequência, para quem sabe, ainda assim sem garantia, poder alcançar a coluna “mais.”
E como vivemos num país com tanta desigualdade social, menos é menos para muitos e mais são para alguns.
E enquanto tentamos alcançar o equilíbrio do mais e do menos, a gente segue a vida trabalhando e sonhando com merecidas férias, porque sonhar é para todos, é livre, e nesse quesito, ainda bem, não há nenhuma medida.
