A Terminais Portuários da Ponta do Félix (TPPF), de Antonina (PR), fechou contrato pioneiro com uma das maiores empresas produtoras de cloreto de potássio do mundo, de Belarus, que permitirá à companhia driblar gargalos logísticos no Brasil e agilizar a venda do insumo com crescente demanda no país, disse um executivo da TPPF à Reuters.
O contrato prevê que o terminal, no complexo portuário de Paranaguá, no litoral paranaense, poderá operar como um entreposto para receber o cloreto de potássio (KCl) vindo da ex-república soviética.
“É um ‘upgrade’ de um contrato que nós já possuímos… É uma extensão que é resultado, obviamente, de um posicionamento estratégico da empresa no mercado brasileiro”, disse o diretor comercial operacional da TPPF, Cícero Simião, em entrevista.
O executivo, porém, não quis mencionar o nome da companhia de Belarus, citando impedimentos contratuais.
O produto poderá ficar armazenado em Antonina à espera de compradores, ainda sendo considerado propriedade da companhia estrangeira, por um ano.
Esse prazo pode ser prorrogado por mais um ano e neste período as cargas devem ser vendidas no Brasil, sendo desembaraçadas gradualmente.