Sobre Luciane Chiarelli

Luciane Chiarelli Jornalista e Blogueira

Deputados da CPI entenderam como funciona o Porto de Paranaguá

Quatro deputados que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que está investigando possíveis irregularidades nos portos de Paranaguá e Antonina estiveram na última quinta-feira, (07) em Paranaguá. O presidente da comissão, deputado Douglas Fabrício, o relator Fernando Scanavacca (PDT) e os deputados Jonas Guimarães (PMDB) e Stephanes Jr. (PMDB) integraram a comitiva que foi recebida pelo superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Airton Vidal Maron e pela diretoria da Appa.
“O objetivo desta visita é vir buscar informações, entender detalhes do funcionamento dos portos. O que teve de errado a Polícia Federal está investigando, o que teve de ação criminal o Ministério Público está cuidando disso e o nosso papel enquanto deputados é fazer um diagnóstico e propor melhorias para não deixar acontecer de novo os mesmos erros”, disse o deputado Douglas Fabrício.
 “A visita técnica foi muito proveitosa para entendermos o funcionamento das atividades. Estamos levando documentos que serão analisados. Saímos daqui informados tecnicamente e isso é muito importante”, disse Douglas Fabrício.
De acordo com o deputado Douglas Fabrício, a CPI tem prazo de quatro meses para concluir seus trabalhos. Após esta visita técnica ao Porto de Paranaguá e em posse da documentação que foi entregue, os parlamentares vão aguardar outros documentos relativos aos portos que serão entregues pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, mas que ainda estão sob segredo de justiça.

TJ anula toque de recolher em Paranaguá

TJ-PR anula “toque de recolher” imposto a crianças e adolescentes em Paranaguá
O Tribunal de Justiça do Paraná determinou a anulação de uma portaria do Juízo da Comarca de Paranaguá, no litoral do Estado, que impunha “toque de recolher” a crianças e adolescentes da cidade. A decisão, da 11ª Câmara Cível do TJ-PR, foi à unanimidade e atende apelação do Ministério Público do Paraná, que sustentava que a medida ia contra dispositivos do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei Federal 8069/90) e da Constituição Federal. O MP-PR foi notificado nesta semana do acórdão. O relator do caso foi o desembargador Ruy Muggiati.
Em fevereiro de 2009, a juíza da Vara da Infância e Juventude de Paranaguá baixou uma portaria judicial impondo um “toque de recolher” a crianças e adolescentes da comarca. A portaria foi retificada pela mesma juíza no ano passado. Conforme o documento, essa faixa da população ficava proibida de circular em determinados locais, ainda que acompanhada dos pais ou responsáveis, no período noturno. Ao questionar a imposição no TJ-PR, o MP-PR sustentou, entre vários argumentos, que “as crianças e adolescentes, como titulares de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, também tem direito à liberdade”. Além disso, “que a expedição de portarias judiciais está claramente restrita às hipóteses elencadas no artigo 149 do Estatuto da Criança e do Adolescente, não podendo mais a autoridade judiciária expedir portarias sem limites ou restrições, sujeitas apenas ao seu arbítrio, como previsto antigamente no malfadado Código de Menores”. Ou seja – que o Judiciário não teria como fixar um “toque de recolher” sem justificativa fundamentada ou que não atendesse ao previsto no ECA (ver íntegra do artigo ao final).
A tese foi aceita pelos desembargadores, que destacam no acórdão:
“Como se vê a edição de Portarias pelos Juízes da Infância e da Juventude deve observar os estritos limites previstos no artigo 149 da Lei Federal 8069/90. Determinações de caráter genérico não fundamentadas caso a caso não devem ser admitidas por absolutamente ilegais que são”.
Art. 149 do Estatuto da Criança e do Adolescente
Compete à autoridade judiciária disciplinar, através de portaria, ou autorizar, mediante alvará:
I – a entrada e permanência de criança ou adolescente, desacompanhado dos pais ou responsável, em:
a) estádio, ginásio e campo desportivo;
b) bailes ou promoções dançantes;
c) boate ou congêneres;
d) casa que explore comercialmente diversões eletrônicas;
e) estúdios cinematográficos, de teatro, rádio e televisão.
II – a participação de criança e adolescente em:
a) espetáculos públicos e seus ensaios;
b) certames de beleza.
§ 1º Para os fins do disposto neste artigo, a autoridade judiciária levará em conta, dentre outros fatores:
a) os princípios desta Lei;
b) as peculiaridades locais;
c) a existência de instalações adequadas;
d) o tipo de freqüência habitual ao local;
e) a adequação do ambiente a eventual participação ou freqüência de crianças e adolescentes;
f) a natureza do espetáculo.
§ 2º As medidas adotadas na conformidade deste artigo deverão ser fundamentadas, caso a caso, vedadas as determinações de caráter geral.
Informações para a imprensa com:
Assessoria de Comunicação do TJ e PUBLICADO NO JORNAL DIÁRIO DO COMÉRCIO/PARANAGUÁ DE 06/07/2011

Amanhã termina prazo de vacinação contra poliomielite

Último balanço feito pelo Departamento de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde aponta que 80,79% da meta foi atingida. Foram imunizadas 9.645 crianças

Será encerrada nesta quinta-feira (dia 30) a primeira etapa da vacinação contra poliomielite em Paranaguá.
As gotinhas estão sendo aplicadas nas unidades básicas de saúde, incluindo a do bairro Serraria do Rocha, exceto nos centros municipais de Especialidades (CME) e de Diagnósticos (CMD) e nas 24 horas Divineia e Balduína Lobo (Baduca).
Dados do Departamento de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde da última quarta-feira (22) apontavam que 80,79% da meta tinha sido atingida. Foram 9.645 imunizações das 11.937 previstas.
Para a enfermeira Isabele Antoniacomi, do Departamento de Epidemiologia, é importante que pais ou responsáveis por crianças de zero a menos de cinco anos procurem os postos de saúde, por Paranaguá ser cidade portuária.
“A pólio é controlada só nas Américas. Em países da África e Ásia, não é. Devido ao porto corremos risco de receber pessoas que estejam doentes vindas de outros países e que estejam nos navios ou até os caminhoneiros”, alertou.

O último caso de poliomielite registrado no Paraná foi em 1981, que inclusive era importado. O Brasil recebeu em 1994 a certificação de erradicação de transmissão autóctone (no próprio país) da doença. A segunda etapa de vacinação vai ser iniciada no dia 13 de agosto. A DOENÇA
A poliomielite é caracterizada por ser uma doença infecciosa e altamente contagiosa. Além de afetar o sistema nervoso central, leva a pessoa a ter paralisia com deformidades, podendo levar a morte. A transmissão ocorre por meio de fezes de pessoas contaminadas, vias respiratórias, ou alimentos e água contaminada. (Publicado no Jornal Diário do Comércio- Paranaguá- 29/06/2011)

Cadeia pública de Paranaguá será assunto de reunião hoje

Está marcada para acontecer hoje uma nova reunião, desta vez com a presença da Secretária de Justiça e Cidadania do Estado do Paraná, Maria Tereza Uille Gomes, para tratar da cadeia pública de Paranaguá.
A reunião acontece hoje, no auditório da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Paranaguá (Aciap), a partir das 19h. A última reunião realizada sobre o assunto aconteceu no início de junho reunindo lideranças da cidade para apresentar uma proposta do governador Beto Richa sobre a cadeia.
A proposta não inclui a construção do mini-presídio, mas a transformação da atual delegacia numa “delegacia modelo” com capacidade para, aproximadamente, 20 vagas, e ainda inclui a abertura de 350 vagas num presídio que será construído na região metropolitana de Curitiba. Numa terceira etapa, aconteceria a construção de uma Colônia Penal Industrial em Paranaguá num regime aberto, onde os presos só ficam durante o dia e à noite iriam para casa.
A proposta provocou opiniões diferentes para segmentos da comunidade. Para a presidente da OAB- Litoral, Dora Schüller, a proposta é boa. “Ninguém quer um mini-presídio, mas claro que queremos uma solução e esta parece ser boa”, destacou Dora naquela ocasião. Segundo ela, a construção do mini-presídio estaria sendo descartada porque o custo é alto e a área é de preservação ambiental, além de já “nascer” defasada pois o projeto era para 250 presos e o Litoral tem 280 detentos atualmente.
Já para a presidente do Conselho de Segurança de Paranaguá, Sueli Cooper, a questão é delicada. Outros, como o secretário de Defesa Social do município, Paulo Emmanuel do Nascimento, defendem a construção do mini-presídio para que o Litoral possa ser atendido e para que não haja uma delegacia no centro de Paranaguá.  (Publicado no Jornal Diário do Comércio- Paranaguá- 29/06/2011)

Diretor geral do Dnit autoriza recuperação da avenida Airton Senna

Entrada da cidade é de responsabilidade do governo federal, mas a manutenção sempre acabou sendo feita pelo município 

Representantes do governo estadual, da administração dos Portos de Paranaguá e Antonina e da prefeitura de Paranaguá estiveram ontem, em Brasília para discutir sobre assinatura dos termos de recuperação e do projeto da avenida Ayrton Senna- entrada da cidade.
A reunião aconteceu na sede do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Com a definição da responsabilidade e intervenção do governo federal – real responsável pela entrada da cidade de Paranaguá – o município fica livre dos recursos sempre usados para recuperação da malha viária com operações tapa-buracos e até uso de asfalto a quente em alguns trechos.
O diretor geral do Dnit, Luiz Pagot, confirmou a autorização para recuperação da avenida Ayrton Senna e contratação de um projeto para recuperação e melhorias na via pública em 2012.
A avenida Ayrton Senna é o mais importante acesso ao município de Paranaguá e necessita de uma recuperação total. E o autorização confirmada, ontem, em Brasília é resultado do encontro já realizado em Curitiba, na secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística no dia 23 de maio com o secretário Pepe Richa, o prefeito José Baka Filho, o deputado federal Alex Canziani; o superintendente regional do Dnit no Paraná, José da Silva Tiago; o diretor administrativo da Appa, Carlos Roberto Frisoli e o assessor de planejamento do porto, Juliano Elias. Estes, também participaram da reunião em Brasília.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) é responsável pelo trecho, porém, há muito tempo não executa manutenção ou recuperação. Com a falta de manutenção por parte do órgão do governo federal é a prefeitura que assume o trabalho. Operações tapa-buraco são realizadas constantemente, assim como a limpeza.
De acordo com o superintendente regional do Dnit, José Tiago, existe a possibilidade de o departamento ter pronto até fevereiro de 2012 o projeto de recuperação da avenida Ayrton Senna. Mas até que a obra comece são necessárias verbas do governo federal na ordem de R$ 20 milhões.
A possibilidade de ser restabelecido convênio entre a Prefeitura de Paranaguá e o Dnit para fiscalização por parte do poder público também foi comentada na reunião realizada em maio e o assunto foi retomado em Brasília.
A implantação de um acesso mais seguro e moderno ao porto e à cidade é uma reivindicação antiga da comunidade de Paranaguá e dos operadores portuários. No entendimento entre o Estado e o governo federal ficou definido que o projeto será elaborado de maneira a atender as novas áreas projetadas para o terminal marítimo. De acordo com o DNIT, o assunto será encaminhado de imediato à Casa Civil da Presidência da República e ao Ministério do Planejamento, visando agilizar o processo.
“É o governo do Estado, prefeitura e porto com mesmo discurso e quem ganha é a população com chegada de recursos”, destacou Juliano Elias, no twitter, ontem. (Jornal Diário do Comércio- Paranaguá- 29/06/2011)