As últimas eleições para a Presidência da República foram realizadas em 2010. Naquele ano, menos de dez milhões de brasileiros possuíam perfis no Facebook. Em quatro anos, o número de usuários do Brasil na principal rede social do mundo subiu para os 83 milhões.
Pesquisas apontam, ainda, que, atualmente, um em cada dez brasileiros utilizam o Twitter e pelo menos 20% dos internautas do país têm o WhatsApp instalado em seus smartphones.
Os responsáveis pelas campanhas dos pré-candidatos ao próximo pleito – marcado para outubro deste ano – já perceberam a importância da internet na angariação de votos e no monitoramento do pensamento do eleitorado. Levantamento feito pela reportagem do Bonde mostra que os três principais pré-candidatos à Presidência da República – Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) – possuem juntos na rede quase cem endereços eletrônicos. Já os possíveis postulantes ao Governo do Paraná – Beto Richa (PSDB), Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB) – têm, cada um, pelo menos oito perfis ou páginas no Facebook.
Os pré-candidatos são, ao mesmo tempo, amados e odiados pelo internauta brasileiro. Mais da metade dos sites desfere críticas pesadas contra eles. Os demais endereços são oficiais ou comandados por militantes partidários e eleitores simpatizantes.
Os perfis ‘fake’ são o destaque na rede. Criadas por hackers com o único propósito de complicar a vida dos adversários, as páginas vão ganhar atenção especial da Justiça Eleitoral nas eleições deste ano. O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) informou via assessoria de imprensa que não pode realizar campanhas preventivas para evitar a proliferação dos perfis ‘fake’. Iniciativas do tipo, de acordo com o órgão, configurariam censura prévia. A assessoria de imprensa do TRE garantiu, entretanto, que o órgão está aberto para o recebimento de denúncias.
O Tribunal Regional Eleitoral informou, ainda, que, até agora, duas páginas foram retiradas da internet por conter ofensas contra a senadora Gleisi Hoffmann, pré-candidata do Partido dos Trabalhadores ao Governo do Paraná. A retirada foi determinada pela Justiça no final do ano passado. Uma das páginas era justamente um perfil ‘fake’ do Facebook.













