Sobre Luciane Chiarelli

Luciane Chiarelli Jornalista e Blogueira

5 mil trabalhadores cruzaram os braços em Paranaguá

Estivadores e trabalhadores de outros sindicatos paralisaram serviços hoje

Estivadores e trabalhadores de outros sindicatos paralisaram serviços hoje

Acordo entre os sindicatos e o governo federal, feito agora a pouco, determina o fim da greve. Os trabalhadores portuários concordaram contanto que não haja nenhum lançamento de edital de licitação até o dia 15 de março.

A paralisação foi feita em protesto à Medida Provisória 595 que envolve a licitação de terminais privados em portos brasileiros. “Vão acabar com a nossa mão-de-obra. Se nascer portos novos, nós não vamos entrar pra ser a mão-de-obra”,  disse o secretário do Sindicato dos Estivadores, Oziel de Souza.

Crise no SAMU do Litoral: presidente do Cislipa renuncia

Untitled-1A crise no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) do Litoral não é novidade.

A novidade do dia, infelizmente, é a renúncia do cargo de presidente do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Litoral (Cislipa)  que é o prefeito de Antonina, João Domero.

Ambulâncias em conserto nas cidades do Litoral, salários atrasados de funcionários e médicos está fazendo com que o problema se torne ainda maior. De acordo com a reportagem da RPC TV que foi ao ar, hoje, no horário do almoço.

Em Paranaguá, as três ambulâncias estão na oficina. Um atendimento que poderia ser iniciado de 5 a 8 minutos, atualmente só pode ser feito até uma hora. Entre os problemas está a falta de leis que autorizam o envio dos recursos.

O próprio Consórcio está incompleto, sem alguém no setor de tesouraria e no setor jurídico para regulamentar as licitações. O secretário de Saúde de Antonina, Manuel Medeiros Machado, confirmou esta situação.

Ministério Público Estadual e o MP Federal já foram comunicados da situação.

Matéria no link: http://g1.globo.com/videos/parana/paranatv-1edicao/t/edicoes/v/funcionarios-do-samu-no-litoral-do-estado-reclamam-das-condicoes-de-trabalho/2419556/

Sete sindicatos devem aderir à greve no porto

Em Paranaguá, todas as sete categorias sindicais, além da Cooperativa de Transportes e da Coopadubo, devem aderir ao movimento.

_MG_6172Em atendimento à definição da plenária nacional – realizada pelas três federações que congregam os trabalhadores do setorportuário brasileiro – os trabalhadores portuários de todo o país decidiram por realizar uma greve geral nos portos do país. A paralisação será realizada por seis horas nesta sexta-feira (22) e novamente uma nova paralisação, de também seis horas, deverá ocorrer na próxima terça-feira (26).A greve será realizada para demonstrar a insatisfação dos trabalhadores com relação à medida provisória n. 595/12, editada pelo Governo Federal em dezembro do ano passado.

A decisão de paralisação ocorreu antes da instalação da Comissão do Congresso Nacional que irá avaliar as mais de 600 emendas apresentadas por parlamentares de quase todos os partidos, sendo pelo menos 1/3 delas apresentadas por representantes dos trabalhadores.

Em Paranaguá, todas as sete categorias sindicais, além da Cooperativa de Transportes e da Coopadubo, devem aderir ao movimento, decisão esta que certamente irá prejudicar as operações nos Portos do Paraná.

A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) está apreensiva com o movimento uma vez que existe uma programação de navios a serem atracados para carregar ou descarregar produtos e, com uma mobilização desta natureza, atrasos e prejuízos serão gerados.

“Num período em que a movimentação de granéis é grande por conta do período de safra, paralisações desta natureza podem gerar diversos problemas e prejuízos. Estamos preocupados com as consequências deste movimento, pois o produtor agrícola esta no momento da colheita da safra e muito precisa da operação portuária. Por outro lado, estamos confiantes que as partes chegarão a um consenso benéfico para o país”, afirmou o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino.

Por outro lado, o superintendente pondera que o movimento grevista pode ser um tanto precipitado, uma vez que nem se começou a discutir as emendas apresentadas. “Os procedimentos para inicio dos trabalhos da comissão começaram na quarta-feira (20) e seria razoável primeiramente analisar a condução dos trabalhos da comissão e, em caso de fortes divergências, se justificaria uma manifestação que não necessariamente precisaria ser a paralisação de um sistema logístico tão importante para o país”, afirma.

A organização do movimento está sendo coordenada pela Federação Nacional dos Portuários, a Federação Nacional dos Conferentes e Descarga, Vigias Portuários, Trabalhadores de Bloco, Arrumadores e Amarradores de Navios e pela Federação Nacional dos Estivadores.

25 áreas em Paranaguá são anunciadas para arrendamento

Das 25 áreas anunciadas pela SEP para arrendamento em Paranaguá, 11 correspondem a arrendamentos vencidos ou a vencer e 14 de novas áreas

O plano de arrendamento divulgado nesta semana, pelo Governo Federal, prevê a concessão de áreas novas e já existentes no Porto de Paranaguá que permitirão aumentar ainda mais a movimentação de cargas pelo terminal. Das 25 áreas anunciadas pelo governo federal para novas concessões em Paranaguá, 11 correspondem a arrendamentos vencidos ou a vencer e 14 são correspondentes a áreas novas.

Os contratos vencidos são: Bunge (2 contratos), Cargill (3 contratos), Centro Sul, União Vopak e Volkswagen. As demais novas áreas anunciadas seriam destinadas a diferentes finalidades: carga geral, granéis sólidos importação e exportação, veículos, área de apoio náutico e terminal de passageiros.

O cronograma de realização das licitações está em discussão na SEP, sendo que a expectativa é que todos editais sejam publicados até o segundo semestre de 2013.

Os valores de investimento para todos os empreendimentos só poderão ser definidos após a elaboração dos Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEAs), dos quais a Appa já elaborou 16. Estima-se para todo o conjunto de 159 arrendamentos anunciados pelo Governo Federal, um investimento total da ordem de R$ 16,7 bilhões.

Sindicatos ameaçam realizar greve contra MP dos portos

Porto-de-ParanaguáTrabalhadores portuários marcaram paralisações em portos de todo o Brasil na sexta-feira e na terça-feira da próxima semana para protestar contra mudanças que o governo quer implementar nos portos por meio da Medida Provisória 595.

Nove categorias de trabalhadores portuários devem alterar hoje mesmo os trabalhos no porto de Santos.

A oposição dos trabalhadores à medida provisória ocorre porque ela permite que terminais instalados fora dos portos públicos tenham um modelo diferente de contratação e gestão de mão de obra.

Pela MP, editada em 5 de dezembro, eles poderão contratar todos os funcionários a partir da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas).

Para os terminais que operam dentro dos portos públicos (como os de Santos, Paranaguá e Rio de Janeiro), a regra é outra: eles são obrigados a contratar mão de obra avulsa para movimentar cargas dentro dos navios. Funcionários efetivos só podem trabalhar em terra.

O temor dos manifestantes é que a diferença nas regras torne os portos privados mais vantajosos que os públicos. Com isso, os trabalhadores avulsos perderiam serviço.

MODELO

Essa “reserva de mercado” tem origem há várias décadas e provocou distorções.

Até 1993, os sindicatos exerciam o poder de definir quem, quando, quantas vezes e onde um trabalhador avulso seria escalado.

Nesse ano, foi promulgada a lei nº 8.630, que tentou eliminar essa influência exigindo que a mão de obra avulsa fosse contratada apenas por meio de um órgão específico, o Ogmo (Órgão Gestor de Mão de Obra). Segundo o Ministério Público do Trabalho, o efeito foi nulo: os sindicatos continuaram exercendo influência sobre o Ogmo.

O MPT afirma que grande parte dos atuais 23 mil trabalhadores avulsos (eram 40 mil em 1993) recebe um salário mínimo por mês, enquanto um pequeno grupo é beneficiado com remuneração de até R$ 30 mil mensais.

São cifras que superam em muito valores pagos a profissionais valorizados, como os operadores de guindaste ou de empilhadeira, cuja renda é de R$ 5.000 por mês.

Os privilégios acontecem porque há “fraude no rodízio dos trabalhadores”, segundo Maurício Coentro, coordenador nacional de trabalho portuário e aquaviário do MPT. Alguns poucos são escalados sempre para funções mais bem remuneradas, enquanto a maioria fica com funções menos valorizadas.

Em 2012, o MPT tentou impor um sistema eletrônico de rodízio, com jornada de 6 horas e descanso de 11 horas. O sistema garantiria isonomia: todos trabalhariam nos terminais de contêineres (onde a remuneração é melhor) e nos de sacarias de açúcar (onde ela é pior). Uma reação dos sindicatos, no entanto, impediu a adoção do sistema.

Porto de Paranaguá pode ser concedido à iniciativa privada

IMG_0799A Secretaria de Portos da Presidência da República divulgou, nesta semana, a lista de 159 terminais em Portos Marítimos Organizados que poderão ser licitados dentro das condições previstas na Medida Provisória 595.

A MP dos Portos, em tramitação no Congresso, trata, entre outros itens, da concessão dos portos à iniciativa privada.

A relação traz terminais como Belém-Miramar, na Região Norte; Aratu, Cabedelo e Suape, no Nordeste; Santos, no Sudeste; e Itajaí e Paranaguá, no Sul.

Segundo o ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos, Leônidas Cristino, as licitações serão feitas em blocos e a primeira incluirá pelo menos dez áreas de arrendamento já vencidas nos portos de Santos (SP) e do complexo de Belém (PA). “A ideia é fazer essa licitação no primeiro semestre”, disse Cristino, após reunião com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.

Entre os 159 terminais que o governo quer licitar, 42 são novos e o restante são áreas existentes cujos contratos de arrendamento já venceram ou vencem até 2017. As licitações serão obtidas por quem oferecer o menor preço para transportar a maior quantidade de carga.

Os empreendimentos foram agrupados em quatro blocos –Norte, Nordeste, Sudeste e Sul– e incluem, por exemplo, a “Área do Meio”, terreno de 245 mil metros quadrados em Itaguaí (RJ), alvo do interesse de empresas como as siderúrgicas Usiminas e ArcelorMittal para escoar produção de minério de ferro. Segundo o ministro, esse terminal deve ser leiloado até o fim deste ano.

Pelo plano de investimento de 54,2 bilhões de reais em portos anunciado pelo governo no fim do ano passado, os contratos de concessão de portos organizados e arrendamentos de instalação portuária terão prazo de até 25 anos, prorrogáveis por uma única vez por igual período.

A lista de empreendimentos pode ser acessada em: http://www.portosdobrasil.gov.br/evteas

23 escolas estaduais receberão novos alimentos para merenda

Este é o primeiro ano que o Programa contempla escolas da rede estadual de ensino em nossa cidade, são 23 escolas beneficiadas, sendo 20 no perímetro urbano e três nas Ilhas dos Valadares, do Mel e da Cotinga

agricultura-familiar-na-merenda-escolarA equipe da Secretaria Municipal de Agricultrura, Pesca e Abastecimento (Semapa) começou a atender os alunos da rede estadual de ensino através do Programa Nacional de Alimentação Escolar desde hoje.

No início do mês Cintia Maria Lopes dos Santos Oliveira, secretária da pasta esteve reunida com os produtores rurais do município para elaborar a agenda de fornecimento de produtos para 23 escolas da rede estadual de ensino de Paranaguá.

De acordo com a secretária este fornecimento deve-se ao convênio firmado entre a APRUMPAR – Associação dos Produtores Rurais de Paranaguá (que conta com 48 associados) e Secretaria de Estado de Educação, através do PNAE – Programa Nacional de Alimentação Escolar, com apoio da Semapa e Emater.

“Este é o primeiro ano que o Programa contempla escolas da rede estadual de ensino em nossa cidade, são 23 escolas beneficiadas, sendo 20 no perímetro urbano e três nas Ilhas dos Valadares, do Mel e da Cotinga”, explica Cintia. “Para a realização do Programa na cidade contamos com o apoio da Emater também”, continuou.
Cintia destaca que serão feitas entregas semanais para os estabelecimentos de ensino.

“Entregaremos uma vez por semana frutas,hortaliças, temperos, produtos transformados – pães, bolos, doces, macarrão e bolachas, aipim, nhame e legumes”, disse a secretária.

“Este programa tem como objetivo o fortalecimento da agricultura familiar, e Paranaguá é o pólo no litoral”, finaliza Cintia.

Novos ônibus devem reduzir reclamações dos usuários de ônibus

Reunião com Viação Rocio foi feita para cobrar melhora no atendimento evitando atrasos e lotação nos horários de pico

Reunião e coletiva de imprensa

Reunião e coletiva de imprensa

Sete novos ônibus devem entrar em operação Paranaguá até o final de março deste ano, conforme o que foi anunciado durante a reunião entre o prefeito da cidade, Mário Manoel das Dores Roque e os diretores da Viação Rocio, que opera o sistema de transporte coletivo na cidade.

Roque citou várias reclamações de usuários, entre elas atrasos nos horários e ônibus lotados nos horários de pico. Para resolver esses problemas e atender melhor a população que utiliza o ônibus como principal meio de transporte nos deslocamentos entre os bairros e o Centro, o prefeito determinou que a empresa coloque em operação pelo menos sete ônibus novos nas principais linhas.

Participaram da reunião com o prefeito os executivos da Viação Rocio Paulo Francisco Marchioro, gerente de tráfego, e Ângelo Gulim Neto, diretor geral. Também estiveram presentes o secretário municipal de Serviços Urbanos, Marcelo Roque – responsável pela fiscalização do transporte – o presidente da Câmara, vereador Marquinhos Roque, e o vereador Arnaldo Maranhão, além de jornalistas e repórteres de rádio, jornais e veículos de internet.

Ângelo Gulim Neto, diretor da Viação Rocio, disse que a empresa segue planejamento feito pela empresa Logitrans, contratado pela administração anterior. O executivo se comprometeu a adquirir sete veículos novos que passarão a operar até o final de março, junto com um micro-ônibus já disponível para a linha turismo que percorrerá os principais pontos históricos de Paranaguá.

Abertas as inscrições para o processo seletivo para a Escola de Aprendizes-Marinheiros

Escola de Aprendizes MarinheirosA Capitania dos Portos do Paraná informa que até o dia 15 de março estão abertas as inscrições para o processo seletivo para a Escola de Aprendizes-Marinheiros da Marinha do Brasil. São 2,2 mil vagas para candidatos do sexo masculino, solteiros, que concluíram o Ensino Fundamental e tenham idade entre 18 e 22 anos até o início do curso de formação, ministrado em regime de internato, no período de um ano letivo (48 semanas). As inscrições custam R$ 15 (quinze reais). Informações nos sites www.ensino.mar.mil.br ou www.ingressonamarinha.mar.mil.br).
Já as inscrições para o Concurso de Admissão ao Curso de Formação de Soldados Fuzileiros Navais (Turmas I e II/ 2014) estarão abertas até o dia 18 de março. Estão sendo ofertadas 1.620 vagas para todo o Brasil. As inscrições podem ser feitas pelo site www.mar.mil.br/cgcfn e custam R$ 20,00 (vinte reais).

Apenas um navio foi alvo de sindicância após medidas de segurança no porto

IMG_4151Em 2006, a Associação Nacional de Exportadores de Cereais (ANEC) registrou a insatisfação de seus representados com o cenário de aparentes diferenças entre o peso manifestado da carga e o recebido no destino.

Com isso, Paranaguá viu muito de seus clientes procurarem outros portos para escoarem seus produtos. As seguradoras internacionais levantaram os prêmios das apólices dos produtos escoados pelo Porto de Paranaguá. Além disso, governos de alguns países importadores registraram queixas junto ao governo brasileiro buscando coibir diferenças entre o que compravam e o que recebiam.

Hoje, o cenário em Paranaguá é completamente diferente. Os prêmios das seguradoras  estão em níveis padrão; há grande procura para embarcar no Corredor de Exportação e nenhuma reclamação mais foi registrada por diferenças de cargas – sejam elas da parte de governos, agentes ou armadores.

O superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Henrique Dividino, explica ainda que os trabalhos para coibir os problemas de diferença de cargas continuam. “Não paramos somente nestas ações, estamos trabalhando, junto com o Instituto de Pesos e Medidas (IPEM-PR), no desenvolvimento de novos componentes na área de automação das balanças de fluxos, denominados “Sistema Antifraude”, que têm por finalidade ampliar os critérios e regimes de confiabilidade dos sistemas”, explica.

Tanto a APPA como a Associação dos Operadores do Corredor de Exportação de Paranaguá (AOCEP), trabalharam num projeto de pesquisa nos embarques.

Foram acompanhados os embarques de 1.655 navios que embarcaram grãos em Paranaguá, de oito diferentes terminais, para aferir as eventuais diferenças entre a carga programada para carregamento e a carga realmente embarcada nos navios. Do universo estudado, 1.655 navios, apenas quatro apresentaram diferença de carga superior a 1%, o que representa 0,24% do total.

Do universo de 1655 navios, apenas quatro apresentaram diferenças superiores aos limites estabelecidos. É importante lembrar que estes limites são estabelecidos mundialmente em função das características da operação “embarque a granel”.

 Dos quatro navios que apresentaram diferença de carga superior a 1%, apenas um deles ocorreu em 2012. Com a edição das novas medidas, este foi o primeiro navio a ser alvo de sindicância. Os resultados do processo foram imediatamente encaminhados à Receita Federal e Policia Federal, a quem cabe as providencias legais pertinentes.

De acordo com a AOCEP, este trabalho de recuperação da credibilidade do Porto perante o mercado internacional explica a intensa procura por Paranaguá para a exportação de grãos.