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Serviço da balsa para Ilha dos Valadares é alvo de reclamações
Vereadora encaminha documento querendo explicações sobre contrato, termo de ajuste de conduta, entre outros
“Este é o primeiro passo para resolvermos a questão do péssimo serviço prestado pela empresa DFF Serviços e Construção Naval”, disse a vereadora Sandra Regina das Neves durante sessão na Câmara de Paranaguá.
A empresa presta serviços de transporte através da balsa do continente até a Ilha dos Valadares e vice-versa. Aprovado por unanimidade, o requerimento apresentado pela vereadora solicita os documentos necessários para análise, como cópia do contrato, cópia integral do processo licitatório e o termo de ajuste de conduta firmado entre o Município e a Promotoria Pública sobre este serviço.
“Queremos, com a análise, dar uma resposta à população sobre o que, de fato, impede que a empresa preste o serviço com maior qualidade. Saberemos qual a responsabilidade da empresa e qual a do poder público”, disse a vereadora na rede social Facebook junto com cópia do requerimento aprovado.
Segundo ela, o objetivo é reunir todos os envolvidos nesta questão, como Prefeitura Municipal Paranaguá, IBAMA, IAP, Secretaria de Meio Ambiente e Serviços Urbanos, vereadores, com o objetivo de defender os interesses dos usuários do serviço.
Uma das cobranças é um atracadouro que, nunca foi feito. Nesta semana, circulou na internet, um vídeo mostrando a chegada da balsa na Ilha dos Valadares. Os carros desciam no meio da água, porque o atracadouro não foi construído.
Municípios do Litoral recebem ICMS ecológico
ICMS é a sigla que identifica o imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias. O Imposto incide sobre diversos tipos de serviço como telecomunicação, transporte, importação, entre outros.
E os municípios que investem na preservação ambiental recebem o ICMS Ecológico. O administrador da Reserva do Salto Morato, Eros Amaral Ferreira, explica que o ICMS Ecológico é uma ferramenta de receita que os municípios que em seus territórios possuem unidades de conservação, recebem como um incremento do repasse do ICMS.
Quando um consumidor faz uma compra, por exemplo, e pede a nota fiscal, parte do recurso fica para o comerciante, o Governo do Estado absorve parte deste valor e repassa para o município. “É assim que o dinheiro do ICMS circula. Uma parte do governo do estado usa para seus programas e outra parte ele repasse para os municípios”,explicou o administrador. “Quem tem uma unidade de conservação em seu território, recebe um repasse maior”, lembrou Eros.
O Paraná adotou esse mecanismo e foi exemplo para outros Estados que também aderiram ao ICMS ecológico como forma de compensar e ajudar o município que ainda preserva áreas ambientais.
Atualmente, 240 cidades do Paraná, recebem o ICMS Ecológico e um montante que ultrapassa dos R$ 120 milhões por ano.
No Litoral, o município de Guaraqueçaba recebe em torno de 30% a mais de ICMS devido às unidades de conservação existentes. “Paranaguá é bastante privilegiada com relação a unidades de conservação com a Estação Ecológica do Guaraguaçu, Parque Estadual da Ilha do Mel e Estação Ecológica da Ilha do Mel”, informou Ferreira.
Quanto mais o município preserva, mais tem repasse deste imposto.
Paranaguá perdeu empresa italiana por falta de terreno
Questões ambientais continuam sendo entraves para desenvolvimento das atividades portuárias. A dragagem, por exemplo, ainda depende de autorização do IBAMA para começar
Paranaguá perdeu a oportunidade de ter instalada uma empresa italiana que faz cintas de aço utilizadas em pontes estaiadas. E perdeu pela falta de terreno.
A informação foi dada pelo deputado estadual, Alceu Maron Filho, durante reunião de diretoria da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Paranaguá (Aciap). Em contato com o secretário de Estado de Indústria e Comércio, Ricardo Barros, ele tomou conhecimento da intenção de investimento de uma empresa italiana, justamente, porque o material usado para fazer as cintas, chegariam pelo Porto de Paranaguá e por isso os italianos estavam interessados em instalar uma empresa na cidade.
A reclamação foi a falta de área, pois quem tem área, muitas vezes opta por investimento em estruturas de armazenagem que é mais barato e também é lucrativo.
O grupo italiano esteve no final de maio em Paranaguá avaliando as oportunidades e a viabilidade logística de estabelecer negócios no Estado. Os empresários italianos que visitaram o Porto de Paranaguá são de áreas como infraestrutura, grandes equipamentos, certificação e tecnologia portuária.
Mesmo com a diretoria portuária mostrando o potencial de investimentos, a instalação da empresa também teria esbarrado nas questões ambientais.
Nó do desenvolvimento
Na ocasião, o diretor da Câmara Setorial da Aciap, Juarez Morais e Silva, destacou que as questões ambientais continuam sendo um entrave para o desenvolvimento. Disse que a diferença do Paraná para outros Estados é grande e, prejudicial, para o próprio Porto de Paranaguá.
“O nó do desenvolvimento só tem uma variável e é a ambiental”, resumiu.
Diretores da entidade concordaram que o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) precisa ser fortalecido para que os licenciamentos possam ser acelerados.
Juarez lembrou que a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina divulga que tem 20 projetos e que esses 20 projetos precisarão de licenciamento. Caso o trabalho continue no ritmo atual, a demora na execução de cada projeto será enorme e prejudicial ao aumento da competitividade do Porto de Paranaguá.
“A dragagem do porto está parada porque o IBAMA não autoriza e daqui a pouco vai ter gente dizendo que o canal já está assoreado porque tem alguns meses que a dragagem (emergencial) terminou e o processo de assoreamento é agressivo e não temos essa autorização”, desabafou Silva.
Ele sugeriu a criação de uma força tarefa do governo do Estado em convênios com universidades para que se encontrem soluções, pois a liberação de um licenciamento, atualmente, sai de 2 a 5 anos, quando sai.
A comunidade portuária aguarda a movimentação política e técnica para que situações como essa possam ser resolvidas.
Concurso de culinária com inscrições prorrogadas
Quem tem uma receita com tainha pode participar do concurso fazendo inscrição na Fundação de Turismo até a próxima sexta-feira
O concurso de culinária que tem o objetivo de premiar a melhor receita de tainha do Litoral teve seu período de inscrições prorrogadas até a próxima sexta-feira, dia 28.
As inscrições devem ser feitas na Fundação Municipal de Turismo que fica na avenida Arthur de Abreu, 44.
O regulamento também deve ser retirado no local. A melhor receita ganhará um prêmio de R$ 1.000. Haverá prêmio em dinheiro para o segundo e terceiro lugar também.
Compartilhando Notícias e palpite para jogo do Brasil
Hoje, no programa Rede notícias, falamos sobre a falta de autorização para dragagem no Porto de Paranaguá e a oportunidade perdida da instalação de uma empresa por falta de terreno e os famosos entraves ambientais.
Falei do tijolo de crack encontrado no motor de um carro, a posse do novo prefeito de Paranaguá e de gente que é notícia na Coluna Conexão Social
Aproveitamos para falar da festa junina da Apae e ainda fazer um bolão para o jogo do Brasil que acontece nesta tarde. Confere ai!!!
Manchetes do DC
Crônica do Dia
Panelas de pressão
Por: Kátia Muniz
Eu havia preparado um tema ameno para a coluna, visto que o da semana passada, sobre o bolsa bandido, provocou burburinhos. Mas, não consegui fugir do assunto atual que sacode o país.
Era uma vez, um povo que acomodado em panelas normais, aceitava com certa tranqüilidade e passividade a chama que o fogão impunha.
O fogão sempre imponente, de inúmeras bocas prefere as panelas pequenas, e quanto mais simples melhor, pois essas, sem sombra de dúvidas, são as mais fáceis de serem manipuladas.
Na semana passada, boa parte da população descobriu o uso da panela de pressão. Com velocidade na fervura, soltou vaia pública direcionada à presidente do país. Aproveitou o ensejo de que o mundo está com os holofotes apontados para o Brasil, em virtude da Copa das Confederações, e resolveu aumentar o fogo.
O que vemos, são pessoas nas ruas protestando, primeiro pelo aumento de R$ 0,20 na tarifa da passagem de ônibus, mas isso foi somente o estopim para desencadear o chiado da panela que está a todo vapor. Com muito barulho, vociferam pessoas de todas as idades, lutando por um Brasil que trate seus filhos com o devido respeito e dignidade.
Pela primeira vez, vejo o país do futebol pouquíssimo preocupado com a seleção e aos brados reivindicando direitos que lhes são sonegados, e que ganharam força nas panelas de pressão que estão em profusão pelo país.
Manifestantes empunham faixas com dizeres sobre a educação, a saúde pública, a corrupção, o mensalão, o descontentamento com os bilhões gastos na construção de estádios majestosos, para sediar a Copa em 2014, e outras tantas indignações que ganharam voz, lotam avenidas em diversas cidades e mobilizam gritos, até então sufocados, e agora, devidamente, expulsos numa sintonia de revolta. Ao que parece o Brasil acordou.
É uma pena que alguns grupos foquem na violência, depredando órgãos públicos, queimando veículos, e desvirtuando o sentido do protesto.
Há dias presenciamos o chiado das panelas de pressão. Mas, é importante frisar que nada disso seria preciso se todos entendessem a importância, a responsabilidade, a conscientização e a parcela da nossa contribuição na hora do voto. É com o apertar de uma tecla que temos em nossas mãos o poder e o direito de promover mudanças. É bem mais forte o grito que se dá na frente da urna, em que cabem aos habilitados ao voto, de quatro em quatro anos, decidir que governo deve reger este país.
Projeto que já existe em Guaratuba, engatinha em Paranaguá
Em Paranaguá, tramita na Câmara Municipal de Paranaguá, um projeto de lei com o título de Tribuna Cidadã que tem o objetivo de abrir espaço para populares se pronunciarem na Câmara.
Em Guaratuba, chama-se Tribuna Livre e já foi implantado.
No início deste mês, o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Guaratuba (Acig), Vilmar Faria Silva, utilizou a Tribuna Livre, espaço destinado a manifestação de cidadãos na primeira sessão de cada mês.
O dirigente fez um resumo das atividades e realizações da associação, com destaque para a instalação na cidade de uma agência do Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil- Sicoob de um balcão do Sebrae – Serviço de Apoio à Pequena e Média Empresa e de um escritório da Junta Comercial, este último em conjunto com o governo estadual e a prefeitura.
Vilmar Faria também comentou os bons resultados na construção civil em função das alterações no Código de Obras, uma articulação conjunta entre Acig, Associação dos Corretores de Imóveis e Associação dos Engenheiros de Guaratuba com a administração municipal e a Câmara de Vereadores.



