Audiência pública apresenta estudos ambientais sobre novo acesso à Antonina

Audiencia Publica Antonina

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Cerca de 500 pessoas participaram nesta quinta-feira (16), em Antonina, da primeira audiência pública para apresentação do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e do Relatório de Impacto Ambiental (Rima) para a construção do novo acesso rodoviário ao Porto de Antonina – a PR-340. A próxima reunião será em 6 de julho, em Morretes.

A estrada, que será construída pelo Departamento de Estadas de Rodagem do Paraná (DER), ligará Antonina à BR-277 e contará com ciclovia em toda sua extensão. O Governo do Estado deve investir R$ 170 milhões na obra.

A expectativa é que o fluxo de caminhões mais que duplique com a nova estrada, subindo dos atuais cerca de 420 por dia para em torno de mil veículos diariamente.

Documentário do Varadouro será lançado no Litoral

A história da abertura do canal mais importante entre Paranaguá (PR) e Cananéia (SP)

CARTAZ VARADOURO FINAL  menorAconteceu no Teatro do Clube Curitibano o lançamento oficial do documentário “Canal do Varadouro: História,Cultura e Natureza”. A iniciativa foi da empresa curitibana GPR Vídeos, que tem à frente os sócios Paulo Roberto Macedo Junior e Pedro Cesar Prosdócimo. O documentário foi possível graças à ideia e esforço dos sócios e com o apoio da Lei Rouanet. “Depois de três anos entre ideia, produção e finalização, estamos muito felizes em poder lançar esse trabalho. Afinal, esse documentário vem mostrar os principais aspectos históricos, culturais e ambientais de uma região muito importante e ainda pouco conhecida”, diz Paulo Roberto Macedo Jr.

Aberto artificialmente pelo homem, o Canal do Varadouro, localizado em um antigo istmo que levava o mesmo nome, no estuário do Lagamar, na Mata Atlântica paranaense, foi uma exigência muito antiga de moradores e comerciantes das cidades de Paranaguá, no Paraná, e Cananéia, em São Paulo, que necessitavam dessa via de acesso, no século XVIII, para o transporte de produtos e passageiros.

Informalmente, o Canal começou a ser aberto por moradores locais com pás e enxadas em meados de 1820. Mas só mais tarde, sob análise dos governantes, as obras de construção do Canal tiveram início de verdade em 1950 e foram até 1958. Vale ressaltar que estamos falando de aproximadamente 6 km de extensão. Sua abertura originou a Ilha artificial de Superagui, onde hoje se localiza o Parque Nacional e um dos cinco mais importantes ecossistemas do planeta. Embora exista um projeto do governo para a reativação da linha fluvial de transporte de passageiros e este esteja paralisado, atualmente o Canal do Varadouro é utilizado para fins turísticos e esportivos, fator que contribui para a preservação ambiental e a sustentabilidade dos moradores da região.

Além do lançamento oficial, serão feitas exibições futuras nas cidades próximas ao Canal do Varadouro, além de serem disponibilizadas cópias do documentário para as escolas locais da região estudada.

As datas de lançamento no Litoral serão divulgadas pelos empreendedores.

Sobre o documentário:

A região sul do litoral e atual estado de São Paulo, na divisa com o Paraná, caracterizou-se como sendo umas das primeiras regiões de colonização portuguesa na América. O Tratado de Tordesilhas, de 1494, propos­to pelo Papa Alexandre VI aos reinos de Portugal e Espanha, e que visava à divisão das terras descobertas e a desco­brir por ambas as Coroas fora do território europeu, possuía como área limite a atual cidade de Cananéia em São Paulo. Em tempos remotos, a principal via de comunicação existente entre as regiões de Paranaguá, no PR, e Cananéia, em SP, era, a partir de Paranaguá, a navegação pela Baía dos Pinheiros até o istmo do Varadouro e, do lado Cananeense, a nave­gação do canal do Ararapira até a chegada e travessia do mesmo istmo.

Com aproximadamente seis quilômet­ros de extensão, a travessia do Istmo do Varadouro levava cerca de uma hora de marcha. O nome Varadouro se deu da necessidade dos viajantes ou comerciantes o “vararem”, arrastando ou carregando as canoas de um rio ao outro.

O primeiro documento oficial sobre a necessidade de abertura de um canal que comunicasse a nave­gação entre Paranaguá e Cananéia, data do ano de 1804. Tra­ta-se de um ofício da Câmara de Cananéia ao Governador Geral da Capitania de São Paulo, informan­do-o sobre a urgência da abertura de um canal que possibilitaria a passagem para a Vila de Paranaguá.

Vale destacar ainda que, com a elevação do Paraná à condição de Província, em 1853, tanto a cidade de Iguape, quanto a cidade de Cananéia deveriam pertencer à nova circunscrição administrativa do Império, o que de fato não ocorreu. Por sua vez, a linha divisória entre as duas províncias cortava o istmo exatamente ao meio, o que, de certa forma, obstruiu a abertura do canal, pois, segundo os comerciantes que habitavam a recém-criada Província, a fim de conservar sua pre­ponderância comercial no litoral sul, não havia mais nenhum interesse por parte dos paulistas na conclusão da referida obra.

Foi em 1920, durante a presidência de Epitácio Pessoa, é que finalmente foi consolidada a área limite entre os Estados do Paraná e São Paulo, quando se fixou a linha do rio Ararapira como divisa natural entre os estados da federação. Dessa forma, o istmo do Varadouro ficou completamente situado do lado paranaense, permitindo, dessa forma, a retomada das discussões sobre a abertura do Canal do Varadouro.

Ex-presidente da Câmara de Morretes recebe 7 multas por contratação irregular

câmara de MorretesO Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) multou o ex-presidente da Câmara Municipal de Morretes, Maurício Porrua (gestão 2010-2011) em R$ 4.352,88, devido à terceirização ilegal dos serviços do poder Legislativo. A Câmara contratou duas empresas para a prestação de serviços de consultoria e assessoria de acompanhamento de gestão, os quais deveriam ser executados por servidores efetivos.

Por isso, o ex-presidente deverá pagar também multa de 30% sobre os valores repassados as essas duas empresas. O montante naqueles dois anos foi de R$ 83.300,00 – o que daria uma multa de R$ 24.900,00. Esses valores serão atualizados, com juros e correção monetária, entre os repasses até a efetiva devolução, após o trânsito em julgado do processo.

A Segunda Câmara de Julgamentos do TCE-PR aprovou a tomada de contas extraordinária na CM de Morretes, nos exercícios financeiros de 2010 e 2011. As contratações violam o Prejulgado nº 6 do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR). A decisão foi tomada por unanimidade, na sessão de 4 de maio.

De responsabilidade de Maurício Porrua, as contratações, pela Câmara Municipal, das empresas AWM Serviços de Assessoria e Consultoria Ltda. (Contratos nº 004, 005 e 006/2010), no valor de R$ 51.540,00, e Melo Ferreira & Cia Ltda. (Contratos nº 001, 002 e 003/2011), no montante de R$ 83.300,00, ferem expressamente a Constituição Federal.

O Prejulgado 6 admite a contratação de consultorias jurídica e contábil para a prestação de serviços que exijam notória especialização, desde que seja demonstrada a singularidade do objeto ou demanda de alta complexidade. O relator do processo, conselheiro Nestor Baptista, seguindo o entendimento da unidade técnica e do Ministério Público de Contas (MPC), considerou que não ficou demonstrado que as empresas contratadas executaram tarefas singulares, incomuns ou de alta complexidade, o que evidencia a impropriedade das contratações. Para o relator, ficou caracterizada a afronta ao Prejulgado 6, pois se trata de terceirização indevida de serviços típicos da administração municipal.

A tomada de contas extraordinária foi julgada procedente e as contas consideradas irregulares. O gestor à época, Maurício Porrua, recebeu seis multas administrativas (artigo 87, III, “f”, da Lei Complementar Estadual nº 113/2005) no valor de R$ 725,48 cada, pelos contratos nº 004, 005 e 006/2010 e nº 001, 002 e 003/2011, considerados irregulares. E também multa proporcional ao dano, prevista no artigo 89 da LC nº 113/2005, no montante de 30% do valor pago às duas empresas, devidamente atualizado.

Cópia dos autos será encaminhada ao Ministério Público Estadual, para ciência e tomada das providências que esse órgão entender cabíveis. Em 2 de junho, Maurício Porrua recorreu da decisão expressa no Acórdão nº 1851/16 – Segunda Câmara. O recurso de revista (Processo 417712/16), que tem como relator o conselheiro Fernando Guimarães, será julgado pelo Tribunal Pleno.

Fonte: Tribunal de Contas do Estado do Paraná

Prefeitura de Pontal do Paraná realizará mais um circuito da Caminhada Internacional da Natureza

As inscrições para Circuito Graciosa já estão abertas

CIRCUITO GRACIOSAA Prefeitura de Pontal do Paraná, através do departamento de Turismo da Secretaria de Desenvolvimento, com o apoio da Emater, Anda Brasil, Caminhadas na Natureza Paraná, Sanepar e Federação Internacional de Esportes Populares e Inclusão Social, realizará no próximo dia 19 mais um circuito da Caminhada Internacional da Natureza.

Desta vez o local escolhido foi o Circuito Graciosa, localizado no entorno das futuras instalações do Hotel Fazenda Estância da Graça no Balneário Praia de Leste, e pretende reunir um grupo grande de caminhantes e fãs da natureza.

Durante o percurso, os caminhantes poderão desfrutar dos mimos que a mata atlântica oferece. Desde bromélias, orquídeas, e com sorte, os participantes podem se deparar com bandos de papagaios e macaquinhos.

Em alguns trechos também se fará presente a calma bucólica do Rio Peri e tanques de peixes, local de futuras instalações de um pesque e pague.

Para os organizadores, os 10 km do Circuito Graciosa reservam agradáveis surpresas. Outra atração única, é que depois de caminhar, os participantes poderão observar a paisagem da Serra do Mar no terraço do terceiro andar do futuro hotel.

Como em todas os circuitos das Caminhadas, o artesanato local e o tradicional Café Caiçara do Guaraguaçu também serão comercializados no local a partir das 8h.

O Café é produzido com produtos típicos da região como os deliciosos bolos de aipim e banana, pães de aipim, abóbora e sementes, sucos naturais entre outros e custará R$ 10,00 por pessoa. As reservas podem ser feitas antecipadamente com a Dona Conceição pelos telefones: (41) 9639-8134 e (41) 9843-4833, ou pelo e-mail: conce.vrc@gmail.com.

Para participar, é possível fazer a inscrição antecipadamente pelo: http://www.caminhadas.info, ou no próprio local, e no dia do evento levar um quilo de alimento não perecível, exceto sal. “A arrecadação dos alimentos é importante para ajudarmos as famílias carentes da nossa cidade que estão cadastradas no Provopar Municipal”, esclarece o secretário municipal de Desenvolvimento, Jaime Cousseau.

 

Opção de almoço

Para quem quiser saborear uma delicioso almoço ao final do percurso, será comercializado no local uma deliciosa costela fogo de chão, que deverá ser reservada antecipadamente pelo telefone: (41) 3458-6000, com Daiane ou Márcio. “Todos que optarem pelo almoço devem levar pratos e talheres”, ressaltou a turismóloga do Município Luciana Goldschmidt Costa.

Valores:

A costela será vendida ao valor de R$ 32,00/ kg (o quilo)

Acompanhamentos como: arroz, mandioca e salada serão vendidos à R$6,00 por pessoa.

Também haverá venda de bebidas no local.

Serviço:

Caminhada Internacional da Natureza – Circuito Graciosa

Local: Futuras instalações do Hotel Fazenda Estância da Graça – Jd. Jacarandá e Praia de Leste.

Maiores informações pelo telefone: (41) 3975-3102 – Departamento de Turismo

Inscrições: http://www.caminhadas.info

 

 

Prefeitura de Pontal do Paraná iniciará este mês a implantação das promoção e progressões dos servidores

prefeitura pontal do Paraná Acabou a espera para os servidores municipais de Pontal do Paraná que haviam dado entrada no processo de promoção e progressão de salários.

A partir do próximo dia 30, a prefeitura de Pontal do Paraná implantará os benefícios aos servidores que deram entrada nos seus respectivos processos a partir de junho de 2015.

A promoção e progressão salarial é um benefício concedido aos servidores efetivos por meio do Plano de Cargos Carreiras e Vencimentos, desde que cumpridos os requisitos constantes no mesmo.

“Graças as medidas administrativas tomadas pela Prefeitura de Pontal do Paraná durante o último ano, a implantação dos benefícios torna-se realidade”, comemorou o prefeito Edgar Rossi.

De acordo com o gestor, foi feito um planejamento financeiro para poder fazer a implantação dos benefícios. “Essa é uma reinvindicação dos servidores, e muito justa”, disse o prefeito.

Para implantar o benefício, a administração seguirá um calendário que iniciará em 30 junho e findará em 30 de novembro. O secretário municipal de Administração, Paulo Ricardo Silva, faz um pedido aos servidores: “Se por acaso, algum servidor não encontrar seu nome e número de processo, ou então esse processo estiver com data diferente, pedimos que eles entrem em contato diretamente com a secretaria de Administração.”

“Assim que terminarmos as implantações referentes a 2015, serão implantados os benefícios referentes a 2016, e quanto ao pagamento dos retroativos, estamos estudando a melhor forma para sua implantação”, concluiu o prefeito.

Confira abaixo o calendário para implantação do benefício:

30/06/2016: serão implantados os processos com datas até 31/07/2015.

30/07/2016: serão implantados os processos com datas até 31/08/2015.

30/08/2016: serão implantados os processos com datas até 30/09/2015.

30/09/2016: serão implantados os processos com datas até 31/10/2015.

30/10/2016: serão implantados os processos com datas até 31/11/2015.

30/11/2016: serão implantados os processos com datas até 31/12/2015.

Os 11 mitos do Aedes aegypti

aedes_do_bem_header-1170x808No país do futebol, com o aprofundamento das epidemias de dengue, Zika e chikungunya, o Aedes aegypti tomou conta do noticiário e já aparece quase tanto quanto a bola. Agora, além de o Brasil abrigar 200 milhões de técnicos, também tem 200 milhões de entomólogos – nome dado aos especialistas em insetos. Esse fenômeno popular ajuda que o inseto seja conhecido e discutido pela sociedade, mas gera margem para que algumas informações incorretas se disseminem. Por isso, o portal Aedes do Bem! convidou os entomólogos Cecília Kosmann e Guilherme Trivellato, da Oxitec, para detonar 11 mitos que vêm circulando no embalo das redes sociais. Veja abaixo quais são eles.

MITO Nº 1 – O Aedes aegypti não representa perigo fora da época de chuva

Não é verdade. O perigo até se reduz, mas continua presente. É verdade que fatores como o desenvolvimento, o comportamento e a sobrevivência dos mosquitos – assim como a dinâmica de transmissão de doenças – são fortemente influenciados pelo clima. Temperatura, precipitação e umidade são especialmente importantes. No Brasil, a estação chuvosa coincide com a época de temperaturas mais elevadas, então nessa época o país apresenta a combinação perfeita para a disseminação do mosquito: clima quente e abundância de criadouros.

Como o inverno brasileiro é uma estação mais seca e com temperaturas mais amenas, nessa época o número de criadouros tende a ser reduzido, diminuindo também a quantidade de mosquitos. Apesar de ser menos quente que o verão, nosso inverno não é frio o suficiente para interromper o ciclo de vida do mosquito, que continua a picar – e a transmitir doenças – mesmo fora da estação chuvosa.  Um exemplo disso foi a epidemia de dengue ocorrida na cidade de Campinas no interior do Estado de São Paulo no inverno de 2015.

MITO Nº 2 –  A picada do Aedes aegypti não dói nem deixa marca

Isso não vale como regra geral. Ao longo da sua evolução, o Aedes aegypti desenvolveu um coquetel salivar composto por basicamente três tipos de moléculas: anticoagulantes, vasodilatadoras e antiagregantes de plaquetas. Essas moléculas dificultam que o hospedeiro – no caso, o ser humano – perceba a picada, facilitando a ingestão de sangue por parte do mosquito. Apesar de diminuir a irritação, porém, esse coquetel molecular não é 100% eficiente em produzir uma picada indolor. A inoculação de saliva no tecido dérmico pode causar reações na pele, que variam desde pequenas irritações a grandes edemas, dependendo do grau de sensibilidade da pessoa e do tempo e intensidade da picada.

MITO Nº 3 –  O voo do Aedes aegypti não produz zumbido

Não é verdade. O que ocorre é que os mosquitos da espécie Aedes aegypti voam principalmente durante o dia, enquanto os pernilongos são mais ativos durante a noite. Como estamos deitados e parados, é mais fácil para o pernilongo do gênero Culex se aproximar de nós e, consequentemente, ouvimos seu zumbido com mais frequência.  Durante o dia estamos mais ativos, o que dificulta a chegada do mosquito Aedes aegypti até perto de nossos ouvidos. Para diversas espécies de insetos, o zumbido que ouvimos é o barulho das asas batendo e cada animal tem uma frequência de som específica. Essa diferença é tão marcante que existem equipamentos capazes de identificar a espécie do mosquito por meio do som que ele emite durante o voo.

MITO Nº 4 –  O Aedes aegypti só põe ovos em água limpa

É um mito. Comparado com os pernilongos do gênero Culex, o Aedes aegypti tem uma preferência maior, não absoluta, por água limpa, com menor teor de matéria orgânica e sais. Apesar de sabido que um aumento na salinidade da água reduz a oviposição – ou seja, diminui a incidência de ovos colocados pelas fêmeas do mosquito – alguns países asiáticos já registraram o desenvolvimento de larvas em água salobra. No Brasil sabemos que pequenas doses de bactéria na água a tornam ainda mais atraente para as fêmeas do Aedes aegypti. É importante destacar esse comportamento, já que normalmente a população está condicionada a procurar e eliminar somente os potenciais criadouros compostos por água limpa, dificultando o controle do mosquito.

MITO Nº 5 –  A mudança climática está deixando o Aedes aegypti mais “forte” e mais “longevo”

Não é bem assim. O aquecimento global pode alterar a forma de expansão das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti no sentido de que o aumento da temperatura em uma região pode ampliar a área de distribuição do mosquito. Por exemplo: se uma região é muito fria para que o mosquito se estabeleça, um aumento de temperatura no local pode fazer com que ele venha a se estabelecer.  Mas não há evidência de que a mudança climática tenha mudado o comportamento da espécie como um todo.

A temperatura da água pode influenciar o tempo total de desenvolvimento da larva do mosquito. Criadouros com temperaturas mais altas tendem a conter larvas que irão se desenvolver mais rapidamente do que aqueles com temperaturas mais baixas, o que não quer dizer que o mosquito irá viver mais tempo ou ser mais “forte”

 MITO Nº 6 –  Gotinhas de água sanitária matam a larva do mosquito em vasos de plantas

De todos os mitos, esse é o menos “mito”. Quando colocados na água, certos produtos podem afetar o desenvolvimento das larvas. Apesar de a água sanitária ser uma dessas substâncias – e das mais eficientes – vale lembrar que o sucesso desse método varia conforme a concentração do produto em questão. Ao adicionarmos substâncias à água, estamos aumentando a sua concentração de sais. Quando criada em um ambiente com maior concentração de sais do que a encontrada em seu próprio corpo, a larva perde água para o meio até o momento em que é dessecada e morre de tanto perder umidade.

MITO Nº 7 – O plantio de flores crotalárias afasta o mosquito

Esse é um dos mitos mais nocivos sobre o combate ao Aedes aegypti. As flores de diversas espécies de plantas do gênero Crotalaria apresentam coloração amarela e são atrativas para inúmeras espécies de insetos polinizadores. Dentre eles, as libélulas.  Ninfas (estágio da libélula entre o ovo e a fase adulta) ocorrem em lagoas e outros cursos d´água e são predadoras naturais de larvas de mosquitos em geral. Em tese, elas poderiam ajudar no combate às larvas, mas os criadouros de ninfas são sempre naturais; eles não são encontrados em ambientes artificiais, como pratinhos de vasos de plantas ou caixas d’água. Em outras palavras, as ninfas comedoras de larvas estariam ausentes justamente no tipo de habitat preferido pelo Aedes aegypti, inseto que está sempre perto de humanos, encontrado quase que exclusivamente dentro ou ao redor de moradias. Apesar de o encontro entre libélulas e Aedes aegypti ser improvável de acontecer no ambiente urbano, cidades do interior de São Paulo, como Sorocaba e Capivari, já criaram projetos de lei que previam o uso de recursos públicos no cultivo de crotalárias, mesmo sem que sua eficácia no combate ao mosquito fosse comprovada.

MITO Nº 8 –  O Aedes aegypti não frequenta lugares com mais de 1,5 metro de altura

Frequenta, sim. Mosquitos preferem colocar ovos em alturas de até 1,5m. Isso é um fato. Porém, quando surge a necessidade de buscar alimentos e parceiros para a cópula – ou até mesmo a necessidade de colocar ovos –, eles podem ser encontrados em locais mais altos. A prova disso é que não é difícil encontrar criadouros em caixas d´água e calhas, bem acima de 2,5 metros de altura. Algumas pessoas dizem ainda que apartamentos em andares mais altos estão livres da presença do Aedes aegypti, mas isso também é um mito, já que que o mosquito pode subir pelo elevador.

MITO Nº 9 –  O ar-condicionado mata o Aedes aegypti

Não é verdade. Insetos são organismos pecilotérmicos, ou seja, animais de sangue frio que têm a temperatura do corpo regulada pelo ambiente. Locais mais frios diminuem a sua atividade, fazendo com que eles voem menos e, consequentemente, piquem menos – até o crescimento das larvas pode ser atrasado em um ambiente frio. Apesar disso, a temperatura de um ambiente climatizado por um ar-condicionado dificilmente será suficiente para matar o Aedes aegypti.

MITO Nº 10 – O Aedes aegypti só pica durante o dia

Não é verdade. O Aedes aegypti habita áreas urbanas e sempre fica perto de sua principal fonte de sangue: o homem. Ele é um mosquito doméstico, altamente associado com o ser humano,  e vive dentro ou ao redor de casas e outros locais frequentados por pessoas, como estabelecimentos comerciais e escolas. Suas picadas se concentram durante o dia pois ele se alimenta do sangue humano ao amanhecer e ao entardecer. Ele pode, porém,  picar à noite também já que nesse período o ser humano está menos ativo e o acesso do mosquito ao sangue é facilitado. Outro fator que motiva a atividade noturna do Aedes aegypti em áreas urbanas é a grande quantidade de luz elétrica, fato que estende o período de atividade da espécie.

MITO Nº 11 –  Todo mosquito pica

Não é verdade. Seja qual for a espécie do mosquito, somente as fêmeas irão picar humanos, pois precisam do sangue para maturação de seus ovos. Machos se alimentam de soluções vegetais açucaradas e, mesmo se quisessem, não poderiam picar: ao contrário do aparelho bucal das fêmeas, os machos não apresentam total desenvolvimento das peças básicas para penetrar a pele do hospedeiro, fato que os impede de perfurar tecidos animais e vegetais. É por isso que eles se limitam a sugar líquidos açucarados, como o néctar das flores.

As perguntas foram respondidas por Cecília Kosmann e Guilherme Trivellato, supervisores de produção e ensaios de campo da Oxitec.

Fonte: http://aedesdobem.com.br/ciencia/os-11-mitos-do-aedes-aegypti/?utm_campaign=Aedes&utm_medium=Link&utm_source=Facebook&utm_content=Ciencia&utm_term=Brasil

Audiências públicas apresentam estudos ambientais sobre novo acesso à Antonina

normal_pr340corteO Governo do Estado promove na próxima quinta-feira (16) a primeira de duas audiências públicas em que serão apresentados o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (Rima) da construção do novo acesso rodoviário ao Porto de Antonina. A primeira audiência será às 19 horas, no Theatro Municipal de Antonina. Em 6 julho, também às 19 horas, acontece a segunda reunião, desta vez com os moradores de Morretes.

As duas reuniões têm o objetivo de esclarecer os moradores sobre os impactos que a obra vai causar nos dois municípios, além de coletar sugestões da população.

A nova ligação rodoviária será construída pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) e passará pelos dois municípios. A expectativa é que o fluxo de caminhões mais que duplique com a nova estrada, subindo dos atuais cerca de 420 por dia para em torno de mil veículos diariamente.

As audiências serão coordenadas pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP). O novo trecho da PR-340 terá 10,3 quilômetros, o que inclui também a ponte sobre o Rio Nhundiaquara. A nova ligação rodoviária iniciará nas proximidades do km 24 da BR-277 (Marta) e seguirá até o complexo Portuário de Antonina.

RETIRAR PESADOS – A intenção do Governo do Estado com o novo acesso é retirar os veículos pesados das regiões centrais das cidades históricas de Morretes e Antonina, melhorando também o acesso ao complexo Portuário de Antonina. A nova rodovia proposta contará com ciclovia em toda sua extensão. A estimativa é investir R$ 170 milhões na obra.

O Estudo Ambiental que será mostrado nas audiências públicas destaca o melhor traçado para a rodovia. No documento, são apontados os impactos com a construção da estrada, as medidas ambientais e as ações mitigatórias.

O EIA/RIMA sobre o novo acesso a Antonina pode ser consultado nos sites do IAP, DER-PR, Administração dos Portos de Antonina e Paranaguá (Appa) e da Secretaria de Infraestrutura e Logística . Leia o documento: www.infraestrutura.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=479

Após as audiências públicas, o IAP vai avaliar a emissão da Licença Prévia para a obra e o DER-PR estará apto a contratar o projeto de engenharia e demais estudos ambientais necessários para a construção do novo acesso.

MP propõe ação contra vereadores, ex-vereadores e servidores da Câmara Municipal de Matinhos

camara-matinhosgogglestreetO Ministério Público do Paraná, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Matinhos, no Litoral do Estado, ajuizou nesta quinta-feira, 9 de junho, ação civil pública contra três vereadores (gestões 2009–2012 e 2013–2016), quatro ex-vereadores (gestão 2009–2012) e 33 servidores da Câmara Municipal da cidade. Todos são requeridos por ato de improbidade administrativa, em função do desvio indevido de diárias pagas com dinheiro público. A ação é amparada em investigação conduzida pelo Grupo de Apoio Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MP-PR.

De acordo com a ação, entre os anos 2009 e 2011, os 40 denunciados – além de outro vereador, já falecido – teriam desviado de R$ 642.950,00 (valores não atualizados) dos cofres municipais a título de pagamento de 460 diárias para participação em cursos e palestras. Ocorre que as empresas responsáveis por esses eventos eram de fachada, conforme apurou o Gaeco.

Como destaca a 2ª Promotoria de Justiça na ação, “as práticas dos edis e dos servidores ora demandados, além de acarretarem danos ao erário, na forma do disposto no artigo 10 da Lei de Improbidade Administrativa, violaram os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições, nos termos do artigo 11 do mesmo Diploma Legal”. O MP-PR requer a condenação de todos por ato de improbidade administrativa, com ressarcimento integral do dano ao erário, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos e multa.

Festival de Inverno da UFPR em Antonina terá 23 oficinas

festival de antoninaO Litoral se prepara para o 26º Festival de Inverno da UFPR, em Antonina.

O Festival de Inverno da UFPR tem sido, por mais de 25 anos, uma ação para a cultura e arte que mobiliza as populações do Litoral de Paraná, promovendo a descentralização das práticas e produções artísticas e culturais das diversas modalidades e seguimentos artísticos de concerto (erudito) e popular.

Este ano, embora haja uma visível instabilidade no cenário político e econômico brasileiro, a UFPR entende que a partir da arte e da cultura é possível encontrar os caminhos para superar mais estes desafios que a realidade impõe.

Ao defender tais políticas, no entanto, “não podemos negar que o cenário econômico, com as dificuldades de financiamento de projetos, nos obrigou a reduzir a programação. Isso não significa que a qualidade das propostas esteja comprometida, porque as propostas aprovadas passaram pelo crivo de uma banca formada por especialistas na área”, reforçam os organizadores.

Foram 296 propostas de oficinas submetidas, o que mostra a vitalidade do projeto, e 23 aprovadas.

A relação dos proponentes pode ser acessado no site: http://www.proec.ufpr.br/festival2016/