Ordem de serviço para dragagem dos portos do Paraná foi assinada

Obras iniciam na próxima semana. Durante a dragagem, não haverá restrições de navegação no estuário e nem para as atividades de pesca

Dragagem no Porto de Paranaguá.  Foto - Arnaldo Alves / SECS Paranaguá, 01/02/11

Dragagem no Porto de Paranaguá.
Foto – Arnaldo Alves / SECS
Paranaguá, 01/02/11

Ordem de serviço para dragagem nos Portos do Paraná foi assinada pelo governador nesta semana e as obras já podem ser iniciadas na próxima semana, com a autorização.

A área dragada será de 7,3 milhões de metros cúbicos – o equivalente a nove estádios do Maracanã – e vai restabelecer a profundidade de projeto dos canais e berços. O prazo de execução da obra é de 12 meses e será feito pela empresa DTA Engenharia.

O investimento, explicou o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino, terá reflexo direto na competitividade do terminal portuário paranaense. “A obra é fundamental para que o porto continue recebendo grandes navios que fazem o comércio de cargas ao redor do mundo”, disse.

O número de navios com mais de 300 metros de comprimento que chegam aos portos paranaenses, anualmente, aumentou de 17, em 2011, para 151 em 2014. Hoje, o Porto de Paranaguá recebe linhas semanais regulares de navios com 336 metros de comprimento por 51 metros de largura.

Durante a dragagem, não haverá restrições de navegação no estuário e nem para as atividades de pesca. A entrada e saída dos navios também permanecerão inalteradas, apenas obedecendo alguns cuidados adicionais de segurança, conforme orientações da Marinha.

Navios passam por monitoramento da água de lastro

noticia_265543_img1_agualastro3A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) está contribuindo para o monitoramento ambiental da baía de Paranaguá. Desde o início do ano, 270 navios receberam equipes técnicas da Appa para avaliar a salinidade e procedência da água de lastro da embarcação. Até o momento, não houve nenhum registro de navios em desconformidade com a legislação. A medida tem como objetivo evitar a contaminação do ecossistema marinho natural com espécies exóticas – trazidas juntamente com a água de lastro das embarcações vindas de outros países. A água de lastro é utilizada para dar estabilidade ao navio, por meio do preenchimento de reservatórios específicos com água do ambiente em que se encontra.

O que diz a Lei
De acordo com legislação da Marinha do Brasil (Normam 20), ao chegar em um Porto o navio equipado com água em seus lastros deve realizar a troca oceânica desta água. A troca deve ser feita, no mínimo, a 200 milhas náuticas da costa e em águas profundas com, pelo menos, 200 metros de profundidade. A fiscalização é realizada pela Capitania dos Portos da Marinha do Brasil. De acordo com Capitão dos Portos do Paraná, Comandante Renato Pericin Rodrigues da Silva, uma das grandes atribuições da autoridade marítima é a prevenção da poluição hídrica produzida por navios.

Frente Intersindical entrega documento com reivindicações ao Ministro dos Portos

Ao  receber as reivindicações, o Ministro abriu espaço para que ele possa atender a Frente Intersindical com lideranças de Paranaguá em Brasília. Audiência deve ser marcada para falar sobre poligonal


O presidente da Frente Intersindical de Paranaguá, João Lozano, juntamente com a diretoria da entidade sindical, entregou ao Ministro dos Portos, Helder Barbalho documento com reivindicações.

A entrega ocorreu nesta terça-feira, dia 03 de novembro, na sede da Appa por ocasião da solenidade de assinatura do contrato para dragagem no Porto de Paranaguá.

Leia na íntegra o documento entregue ao ministro dos Portos:

“Considerando-se o anúncio de que a Appa pretende investir cerca de R$ 40 milhões na construção de cinco viadutos sobre a Avenida Ayrton Senna da Silva, principal via de acesso ao Porto e a Paranaguá;

Considerando-se a existência de Resolução específica da Antaq estabelecendo a necessidade de autorização prévia do Poder Concedente para a utilização de recursos de origem tarifária a serem aplicados nas vias externas de acesso ao porto;

Considerando-se a informação veiculada na imprensa de que “O porto de Paranaguá está no segundo lote de leilões dos portos, que devem ser realizados no primeiro semestre de 2016” e que “Dos seis terminais previstos para o porto paranaense, cinco são áreas livre e um possui um arrendatário em regime de contrato de emergência”, os quais, irão gerar conjuntamente, segundo parâmetros definidos pela legislação municipal, a movimentação adicional de aproximadamente 500 caminhões/dia;

Considerando-se a decisão do Tribunal Regional Federal que manteve a suspensão da consulta sobre as poligonais, em razão da inexistência de documentos prévia e amplamente divulgados;

Solicitamos que Vossa Excelência leve em conta as seguintes reivindicações:

a- Que seja viabilizado junto a esse Ministério e à Antaq, com a brevidade possível, o instrumento legal previsto na legislação para que esses importantes investimentos relativos aos viadutos posam ser efetivados no município;

b- Que as áreas a serem arrendadas levem em conta a necessidade da criação de espaços de estacionamento para atendimento dessa demanda;

c- Que seja realizados os estudos sobre a viabilidade econômica, social, concorrencial e ambiental decorrente da alteração das poligonais, inclusive faça à movimentação projetada para os arrendamentos já anunciados pela SEP para o Porto de Paranaguá, e, por derradeiro, em que se conformando a prefalada viabilidade;

d- Que sejam criadas cláusulas sociais assegurando o mercado de trabalho aos TPA’s”.

Assinaram o documento os representantes de 12 entidades que são: a Frente Intersindical de Paranaguá, Sindicato dos Estivadores, Sindicato dos Arrumadores, Conferentes, Vigias Portuários, Consertadores, Sindicato dos Trabalhadores do Bloco, dos Transportadores Autônomos, dos Práticos, Trabalhadores Portuários de Paranaguá, da APP Sindicato de Paranaguá e da Câmara, por meio dos vereadores Adalberto Araújo e Adriano Ramos.

Ao receber as reivindicações,  o Ministro Helder Barbalho abriu espaço para que ele possa atender a Frente Intersindical com lideranças de Paranaguá em Brasília. Audiência deve ser marcada para falar sobre poligonal

 

Contrato para dragagem no Porto de Paranaguá será assinado hoje

dragagemSerá assinado hoje, o contrato no valor de R$ 394 milhões para obras de dragagem de aprofundamento dos canais de acesso aos Portos de Paranaguá e Antonina. O horário da solenidade, que estava previsto para 11h30, foi antecipado para 10h30.

A solenidade acontece no auditório da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA). O contrato será assinado com a empresa DTA Engenharia, vencedora da licitação realizada pela Secretaria Especial de Portos (por meio de Regime Diferenciado de Contratação (RDC), SEP/PR número 02/2014) para dragagem de aprofundamento do canal de acesso ao porto paranaense.

Estarão presentes para assinatura do contrato o ministro da Secretaria de Portos da Presidência da República, Helder Barbalho e o governador do Paraná, Beto Richa.

SERVIÇO: Assinatura do Contrato de dragagem de aprofundamento dos portos do Paraná.

Data: 03 (terça-feira).

Horário: 10h30.

Local: Auditório Emir Roth – Palácio Taguaré – Sede da APPA.

Endereço: Avenida Ayrton Senna da Silva, 161- D. Pedro II – Paranaguá – PR.

 

Cais da TCP poderá atender navios com maior capacidade

Dragagem foi realizada pela autarquia portuária e empresa pediu estabelecimento de novo calado operacional

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Para continuar recebendo grandes navios, a TCP- empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá passou por uma dragagem de manutenção no berço 217.

O objetivo era dessassorear a área para que fosse restabelecida a capacidade total do berço de atracação.

Anteriormente, o berço 217 estava com 13 metros de profundidade e, por questões naturais, estava operando com aproximadamente 11 metros.

“Essa é uma operação padrão que precisa ser realizada regularmente já que o processo de assoreamento é um fenômeno natural e quando ocorrem reduz a  capacidade operacional do Terminal”, explica Juarez Moraes e Silva, diretor Superintendente e Comercial da TCP.

Moraes e Silva explica que a operação é importante para que o Terminal possa continuar recebendo grandes navios com segurança, sem perder a agilidade nas operações portuárias. “A restrição de profundidade do Terminal faz com que exista uma restrição de calado e, consequentemente, uma  redução na capacidade de carga. Mantendo a profundidade do canal, conseguimos manter a alta produtividade do Terminal no berço que é equipado com os mais modernos equipamentos do mercado mundial”, enfatiza.

A operação para a retirada dos sedimentos foi realizada pela APPA, e teve a duração de um dia. Após a operação, a TCP realizou uma batimetria (medição da profundidade da área) e encaminhou pedido para às autoridades portuária e marítima, pedindo o estabelecimento de novo calado operacional.

 

Poligonal: Ilha da Cotinga e Ilha Rasa são retiradas em mudança na área portuária

Discussão sobre mudança da poligonal continua sob judice, mas SEP veio falar sobre a situação aos indígenas de Paranaguá

normal__MG_0010Em uma iniciativa inédita, as comunidades indígenas do litoral participaram do processo de consulta pública para a alteração da poligonal dos portos do Paraná. Os encontros aconteceram na Ilha da Cotinga nos dias 14 e 15 de setembro e contaram com a presença de índios da própria ilha e índios sambaquis, além de representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai), da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) e advogados que representam alguns indígenas. O encontro foi conduzido pela Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP).

Segundo Ricardo Burg, responsável pelo processo de alteração da poligonal na coordenação geral de Licenciamento Ambiental da Fundação Nacional do Índio (Funai), esta é a primeira reunião específica para ouvir os índios no que se refere a alteração da poligonal dos portos no Brasil. “Muitas comunidades sequer falam português, então é fundamental que eles tenham uma atenção especial em que possam tirar suas dúvidas e até mesmo perguntar na sua língua os impactos das alterações”, afirma.

normal_IMG_0019As reuniões têm como objetivo apresentar aos índios como funciona o processo legal de revisão da área da poligonal do porto. Os técnicos do ministério também tiraram dúvidas e prestaram esclarecimentos aos moradores das ilhas. “Este é um processo absolutamente transparente e a ideia é que as comunidades indígenas tirem todas as suas dúvidas no que diz respeito à proposta de alteração da poligonal que a Secretaria de Portos formulou”, afirma o diretor-presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino.

ALTERAÇÃO

A proposta apresentada pela SEP retira a Ilha da Cotinga e Ilha Rasa da Cotinga da área da poligonal. Segundo o critério estabelecido pela SEP, devem ser excluídas da poligonal áreas particulares, áreas públicas que não são destinadas para a atividade portuária e áreas de preservação ou de reserva indígena, como é o caso da ilha da Cotinga.

“Já existem normativas que garantem os direitos destas comunidades caso aconteça alguma obra em um raio de oito quilômetros de distância das ilhas. Mesmo fora da área da poligonal, eles continuarão sendo ouvidos”, afirma a diretora do Departamento de Revitalização e Modernização Portuária da Secretaria de Portos, Rita de Cássia Vandanezi Munk.
Fonte: Appa

Como fica a segurança na zona alfandegada?

Armas foram retiradas dos guardas portuários em janeiro deste ano e, só neste mês, será aberta licitação para curso de capacitação

Os integrantes da Guarda Portuária do Porto de Paranaguá estão passando por um programa de treinamento em uso de revólver, tiro prático e exames psicológicos para renovação do porte de armamento, junto à Polícia Federal. Foto: Orlando Kissner/AENotícias

Foto: Orlando Kissner/AENotícias

A Guarda Portuária de Paranaguá tem 27 anos de formação e seus guardas sempre tiveram porte de arma após passar por capacitação e treinamento e testes psicológicos.

Mas neste ano a situação mudou. As armas foram retiradas porque os guardas portuários não passaram pelo treinamento e capacitação que devem passar de 3 em 3 anos. A última renovação deveria ser feita em setembro de 2014. A Polícia Federal deu mais quatro meses de prazo para que a capacitação pudesse ser feita. Como não houve realização do procedimento necessário, em janeiro deste ano, as armas foram retiradas das mãos dos guardas.

E quem é responsável por garantir que a corporação tenha a capacitação e, consequentemente, o porte de arma?

A responsabilidade é da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina.

Sem armas

Em março deste ano, a reportagem do DC encaminhou e-mail para a assessoria de imprensa da Appa com o objetivo de obter informações sobre a situação.

Em resposta, foi confirmada que não havia a intenção de renovar o porte de armas uma vez que “a Appa acredita que segurança se faz com normas e procedimentos de rotina e não com armas”, destacou a autarquia. “Por isso, a nova Guarda Portuária da Appa será composta por um grupo de inteligência, um grupo de operações e uma brigada para prevenção de acidentes. Além disso, a Appa está fazendo a revisão do seu Plano de Segurança Portuária que incluir mais câmeras, sistema de monitoramento, sistema de automação e componentes de inteligência artificial que irão registrar e possibilitar ações integradas e pontuais”, disse a Appa em notas.

“Em caso de eventos potencialmente letais, a Appa contará com o pronto atendimento da Polícia Militar”, garantiu a nota.

Os guardas portuários vivem clima de tensão pela falta de arma, pois o trabalho coloca estes profissionais em confronto direto com bandidos que, facilmente, encontram-se armados de forma ilícita.

“Corremos risco de vida cada dia que vamos para o trabalho. Não queremos arma para atirar, mas para ser usada corretamente. Seu uso ou só a presença dela, pode salvar vidas”, disse um guarda que preferiu não ter seu nome divulgado para evitar represálias.

 Licitação

Porém, a posição da Appa já não é a mesma da abertura de licitação que deve ocorrer no próximo dia 21 de julho para contratação de empresa de serviços especializados em formação, capacitação e treinamento com armamento e tiro, bem como avaliação psicológica para os componentes da Guarda Portuária.

A Administração portuária abriu licitação no valor de R$ 189.200 para capacitação dos 90 guardas que compõe a Guarda Portuária de Paranaguá.

Muitos guardas procurados pela reportagem do DC, preferiram não se manifestar, mas confirmaram que a falta da arma dificulta a realização do trabalho que é feito pela corporação. A Guarda Portuária é responsável pelo controle de acesso ao porto, controle de equipamentos e veículos, atende ocorrências nas áreas portuárias, previnem e atendem em casos de assaltos a caminhoneiros e dão assistência nos casos de invasão de terminais.

Os guardas atuam durante 24 horas para garantir a segurança do Porto de Paranaguá, seja dos trabalhadores ou do patrimônio público.

Com a falta do armamento, os guardas chamam a Polícia Militar nos casos de abordagens. Um dos atendimentos que a cidade lembra foi de um portuário que foi assassinado a socos por um homem que acabou sendo preso pela Guarda Portuária há alguns anos.

Estes guardas são responsáveis pela área de fronteira internacional que é o porto.

 Unidade de Segurança

Outro assunto considerado com muita seriedade pelos guardas portuários de Paranaguá refere-se à criação da Unidade Administrativa de Segurança Portuária.

Conforme informações obtidas, a Portaria 149/2015, que cria esta unidade, promove, ao mesmo tempo, a extinção da nomenclatura da  Guarda Portuária, dos inspetores e guardas portuários.

O tema foi cobrado pela senadora Gleisi Hoffman, durante a reunião da poligonal, já realizada em Paranaguá.

A Guarda Portuária existe há 27 anos no Paraná e, em 2014, completou oficialmente, 100 anos no Brasil. Mas no Porto de Paranaguá, a situação parece andar na contra-mão da história com a possibilidade de terceirização de postos da guarda através da licitação que será aberta no dia 27.

Guardas portuários lembram que no Espírito Santo, o porto recebeu multa por tentar efetivar a terceirização da categoria. No Rio Grande do Sul, a administração portuária resolveu nem entrar na briga judicial, mas iniciar concurso para chamamento de novos guardas.

Polícia Federal mantém sigilo do processo
A situação foi questionada junto à Polícia Federal que é responsável pela liberação do porte de arma.
De acordo com o delegado da Polícia Federal, Sérgio Luís Stinglin de Oliveira, as questões envolvendo o porte de arma da Guarda Portuária estão diretamente relacionadas à Segurança do Porto Organizado e, dessa forma, são sigilosas.
“O prazo de validade e as condições para o porte de armas por parte dos Guardas Portuários são regidos pela legislação pertinente”, reforçou o delegado em resposta ao DC.

Plano Nacional de Segurança Pública

O Plano Nacional de Segurança Pública Portuária (PNSPP) deixa claro o papel da Guarda Portuária na segurança dos portos quando diz que, compete a Administração Portuária, por meio de sua Guarda Portuária:

  • Promover a vigilância e a segurança no porto organizado. Na zona primária do porto organizado, a vigilância será levada a efeito com o objetivo de garantir o cumprimento da legislação que regula a entrada, a permanência, a movimentação e a saída de pessoas, veículos, unidades de carga e mercadoria;
  • Prestar auxílio às autoridades que exerçam suas atribuições no porto, sempre que requisitada. Portanto, a Guarda Portuária deverá colaborar com os órgãos de segurança pública e demais autoridades que atuam na área portuária para manutenção da ordem e a prevenção de ilícitos no interior daquelas instalações;
  • Exercer o policiamento interno das instalações do porto;
  • Zelar pela segurança, ordem, disciplina e fiel guarda dos imóveis, equipamentos, mercadorias e outros bens existentes ou depositados na área portuária, sob a responsabilidade da administração portuária; deter, em flagrante delito, os autores de crimes ou contravenções penais e apreender os instrumentos e objetos que tiveram relação com o fato, entregando-os à autoridade competente;
  • Registrar a ocorrência, quando constatadas atividades ilícitas, acidentes de trabalho, sinistros ou avarias em equipamentos e veículos ou atividades irregulares que venham a prejudicar o andamento das operações portuárias, mantendo a preservação do local do delito, efetuando os levantamentos preliminares e encaminhando-os à autoridade competente.
  • Adotar as seguintes providências, quando da ausência da autoridade competente, em caso de sinistro, acidente, crime, contravenção penal ou ocorrência anormal:
  • Remover os feridos para o pronto-socorro ou hospital, comunicando, de imediato, o setor de segurança do trabalho;
  • Isolar o local para a realização de verificação e perícias, sempre que possível sem a paralisação das atividades portuárias;
  • Acionar o grupo de combate a incêndio, sempre que necessário.
  • Buscar a integração dos órgãos que compõem a CESPORTOS, para uma ação mais coordenada na prevenção e repressão aos atos ilícitos.

Resolução da ANTAQ autoriza correção das tarifas dos Portos

O reajuste de 23,20% não atinge os terminais da Cattalini, Volkswagen e Terminal de Conteineres de Paranaguá (TCP), devido a questões específicas estabelecidas nos contratos

5.2-imagens2015_006Desde o dia 01 de junho, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina está aplicando reajuste linear de 23,20% sobre os valores das atuais tarifas portuárias praticadas pela APPA. A medida acontece em cumprimento a Resolução da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) nº 4093/2015 de 07/05/2015. O último reajuste na tarifa portuária ocorreu em 2008.

Levando em conta os índices econômicos de preços, o IGPM de 53,78%, no período de 2008 a 2015, e o INPC de 56,48% no mesmo período, o reajuste da tarifa portuária foi menor do que a metade da inflação entre 2008 e 2015.

O impacto no preço final dos serviços portuários pagos pelos usuários do Porto, será de aproximadamente 0,65% para os graneis líquidos, 1,72% nos granéis sólidos para exportação e 1,47% nos granéis sólidos para importação. O reajuste de 23,20% não atinge os terminais da Cattalini, Volkswagen e Terminal de Conteineres de Paranaguá (TCP), devido a questões específicas estabelecidas nos contratos.

A edição completa da tarifa portuária pode ser acessada através do link: http://www.portosdoparana.pr.gov.br/arquivos/File/OS_092_15.pdf

Paranaguá, Santos e Rio Grande são candidatos a concessões em dragagem

images-cms-image-000401766A próxima fase do programa de concessões em infraestrutura, que o governo prepara no que está sendo chamado de segunda etapa do programa econômico do governo federal, poderá contemplar um novo tipo de concessão: o de dragagem nos portos. Nele, empresas assinarão contratos de longo prazo para manter a profundidade dos portos.

“Estamos levando em conta dois fatores”, disse o ministro dos Portos, Edinho Araújo. “Onde há maior incidência de assoreamento e onde há grande movimentação de carga.” Essas são, segundo o ministro, condições necessárias para atrair o interesse das empresas em arrematar as concessões.

Nessa descrição do ministro se enquadra o Porto de Santos, que precisa de um trabalho contínuo de dragagem. Mas também são candidatos os portos de Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS).

Os três têm, atualmente, processos de licitação abertos para contratar serviços de dragagem. Mas os prazos não são muito longos. Depois, se tudo correr como o programado, entrarão as concessões.

O governo quer, porém, testar a viabilidade desse instrumento e o interesse do setor privado. Por isso, a ideia é submeter proposta de concessões a uma audiência pública, segundo informou o ministro. Para, inclusive, receber sugestões.

Outra frente de parceria com a iniciativa privada são os arrendamentos de áreas em portos públicos cujos contratos já venceram ou estão por vencer. O governo tenta, há mais de um ano, obter o sinal verde do Tribunal de Contas da União (TCU) para licitar os lotes nos portos de Santos e Pará.

Sofreu nova frustração esta semana, porque o processo não foi votado devido ao pedido de vista do ministro Vital do Rego. No voo em que foram juntos nesta quinta-feira, 12, ao Rio, Dilma orientou Araújo a prosseguir no diálogo com o TCU e prestar todas as informações solicitadas.

As concessões em dragagem portuária fazem parte da nova etapa do Programa de Investimentos em Logística (PIL). Ainda está em curso uma reforma do marco regulatório da cabotagem.

Porto de Paranaguá promove simulado de atendimento a emergência ambiental

A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) promove nesta quinta-feira (26), às 9 horas, um exercício simulado de atendimento a emergência ambiental.

A APPA possui uma equipe especializada no combate aos acidentes ambientais. O objetivo da ação é avaliar, em caso de acidente, a qualidade da comunicação para os órgãos competentes, assim como o tempo de resposta para o atendimento e a eficiência da equipe de combate ao acidente.

O simulado – que será coordenado pela Diretoria de Meio Ambiente da Appa e observado por uma equipe do IBAMA – é uma das ações previstas no Plano de Emergência Individual (PEI), condicionante da Licença de Operação obtida pelo Porto em 2013.

O cenário do exercício prevê a queda de um tambor – que será içado por um navio atracado. O tambor deverá conter 200 litros de um líquido natural que irá simular óleo lubrificante.

Atenção imprensa:

O acesso à faixa portuária será realizado apenas com veículos oficiais da Appa. Por isso, os jornalistas e demais profissionais de comunicação interessados em cobrir o simulado de acidente ambiental devem confirmar presença, com nome, RG e CPF, ainda nesta quarta-feira (25).

Na quinta-feira, os profissionais da imprensa devem chegar no Centro Administrativo da Appa até 8h45.

SERVIÇO

Simulado de atendimento a emergência ambiental

Data: quinta-feira (26)

Horário: 9hs

Local: Porto de Paranaguá

Endereço: Avenida Ayrton Senna da Silva, 161- Paranaguá

Telefone para contato: 41 3420-1198