Todos os municípios do Litoral têm focos do mosquito Aedes aegypti

Porém, só Paranaguá tem casos autóctones de dengue, ou seja, aquelas pessoas que pegaram a doença na própria cidade

Reunião entre o diretor-geral da Secretaria Estadual da Saúde, Sezifredo Paz, diretoria do Porto de Paranaguá, prefeitos, secretários municipais e representantes de diversos órgãos governamentais que integram o Grupo de Trabalho Saúde Litoral. Paranaguá, 06/01/2016. Foto: Venilton Küchler/SESA

Foto: Venilton Küchler/SESA

A Chefe da 1ª Regional de Saúde, Ilda Nagafuti, disse que todos os municípios do Litoral têm focos do mosquito Aedes Aegypt durante o encontro do Grupo Técnico do Litoral (GT Litoral) na tarde desta quarta-feira, na Appa.

Porém, a única cidade com casos autóctones é Paranaguá. Em nenhum outro município da região há casos autóctones, ou seja, daqueles doentes que contraíram a doença na própria cidade. “Há pelo menos um caso de dengue importado em cada cidade do Litoral”, disse Ilda em entrevista à Rádio Difusora.

A sonora completa pode ser acompanhada aqui:

Há uma preocupação constante e até um campanha está ganhando força nas redes sociais sugerindo ao poder público o cancelamento do Carnaval para que os recursos sejam usados na saúde. Confira matéria sobre o assunto no link:

Prefeituras cancelam carnaval em várias partes do país

Hospital de Campanha começa a ser instalado

Espaço deve começar a ser usado na segunda-feira (11)

Foto: Oswaldo Eustáquio

Foto: Oswaldo Eustáquio

O Governo do Estado já iniciou a instalação do Hospital de Campanha em Paranaguá. Serão duas tendas instaladas próximas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e Hospital Regional do Litoral (HRL).

O Hospital de Campanha servirá para atendimento inicial dos pacientes com dengue, hidratação e encaminhamento.

Há espaços públicos que poderão ser utilizados para este tipo de atendimento, caso seja necessário.

Comoção no velório do taxista Celso

IMG_9855Celso taxista, como era mais conhecido, faleceu na sexta-feira, depois que a jovem Karine morreu por causa da dengue. Familiares de Celso, confirmaram que o atestado consta dengue, também, embora ele também fosse cardíaco.

Independente do que causou a morte, muitas pessoas estão assustadas com a possibilidade de um segundo falecimento por dengue grave (pois as autoridades não querem tratar como dengue hemorrágica, ou ainda não têm confirmação por exame).

O velório foi de muita comoção.

Ao passar com o caixão na rua, em direção ao cemitério Nossa Senhora do Carmo, os taxistas fecharam a rua em ambos os lados e buzinaram em homenagem ao colega de trabalho. Confira no vídeo um pouco deste momento de comoção.

 

Paranaguá tem caso de dengue hemorrágica

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10-12-09 Hospita Geral de Paranaguá - Foto Arnaldo Alves - SECS

Hospital Regional de Paranaguá – Foto Arnaldo Alves – SECS

Uma paciente no Hospital Regional do Litoral apresentou exame positivo para dengue hemorrágica

“Sim, temos uma paciente no Hospital Regional do Litoral com exame positivo para dengue”, confirmou o setor de comunicação da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa).

O caso já havia sido divulgado pelos familiares de Karina Pratezzi no Facebook. Eles pediram doação de sangue para que possa enfrentar a redução de plaquetas no sangue da jovem. De acordo com a Sesa , a paciente está recebendo o atendimento necessário e está sendo acompanhada por equipes do hospital e do nível central da Secretaria de Estado da Saúde.

A campanha de doação de sangue continua sendo feita pelos familiares.

Como denunciar locais que são possíveis focos do mosquito Aedes

3.2-dengue 13.2-dengue estação ferroviáriaTerrenos baldios e prédios abandonados são locais propensos a se transformarem em espaços com água parada, calhas sujas e cheias de água. E tudo isso contribui para a formação de focos do mosquito Aedes Aegypt que transmite a dengue.
Para denunciar locais como esse, os cidadãos são orientados a ligar para o telefone 156, na Secretaria Municipal de Saúde.

Prefeituras cancelam carnaval em várias partes do país

Campanha toma conta das redes sociais em Paranaguá, especialmente, depois da confirmação do status de epidemia na cidade

Charge do site Fmanha

Charge do site Fmanha

Falta de verba mesmo, crise no abastecimento de água ou a dengue estão fazendo com que prefeitos de muitas cidades brasileiras resolvam cancelar o carnaval neste ano de 2016.

Com a confirmação de que Paranaguá vive uma epidemia de dengue, uma campanha pelo cancelamento do carnaval em prol da saúde pública começou a tomar conta das redes sociais.

No interior de São Paulo, duas prefeituras decidiram cancelar a festa e investir os recursos no combate à dengue. É o caso de Catanduva (385 km de São Paulo), que possui um dos mais tradicionais carnavais do interior do Estado.

O investimento seria de R$ 1,5 milhão e a expectativa era atrair 100 mil pessoas para o festejo.

“O cenário econômico do país faz com que se tomem todas as precauções para que Catanduva possa continuar a se desenvolver (…) por determinação do prefeito Geraldo Vinholi, não foi realizada a festa de final de ano na avenida Theodoro Rosa Filho, e agora, a decisão é de que não seja realizado o carnaval 2016”, informa a administração.

Em Paranaguá, a campanha pelo cancelamento dos festejos de momo tomou conta. “Quem quer ficar pensando no carnaval quando os hospitais estão cheios e tem tanta gente doente em casa?”, questionou dona Helena Martins.

Gabrielle Assunção acredita que deveriam investir o dinheiro na saúde. “Mas acho difícil cancelarem agora faltando menos de um mês e, no mínimo, a verba já deve ter sido repassada aos organizadores”, disse.

Janaína Pessoa faz um comparativo dizendo “sem falar na turma pulando lá e o mosquito da dengue também”.

E Maribel Chemure é direta: “se eu fosse turista, corria longe daqui”.

 

Combate à dengue será intensificado em Paranaguá

img_77225623858fcfd9005af803a6bd1f98O secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, anuncia hoje, em Paranaguá, uma série de medidas para reforçar o combate ao mosquito da dengue no Litoral. O objetivo é intensificar o trabalho de eliminação de criadouros e reduzir o número de focos do Aedes aegypti, que também transmite a febre chikungunya e o zika vírus. Boletim epidemiológico mostra que o município atingiu o estado de epidemia de dengue.

O anúncio será feito durante a reunião do Grupo de Trabalho Saúde Litoral, que envolve diversos órgãos do Governo do Estado, prefeituras e entidades representativas da região, início desta tarde.

Neste verão, a Secretaria da Saúde está fazendo um amplo estudo para avaliar a presença do mosquito nos sete municípios litorâneos. Até o momento, apenas a cidade de Paranaguá apresenta casos de dengue autóctones, ou seja, cuja infecção ocorreu dentro do próprio município.

Para este sábado, um grande mutirão de limpeza e conscientização está programado para acontecer em todo o Estado. No Litoral, as ações vão atingir também as praias, sob a coordenação da 1ª Regional de Saúde, em parceria com diversos órgãos do governo e também das prefeituras.

Anvisa aprova vacina contra a dengue

17202107A aprovação do registro da primeira vacina contra a dengue no Brasil saiu nesta segunda-feira (28). Trata-se da Dengvaxia, da francesa Sanofi Pasteur. Embora liberada para comercialização pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ainda falta a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos definir o valor de cada dose, processo que dura em média três meses, mas não tem prazo máximo.

Inicialmente, o medicamento será disponibilizado para a rede particular de laboratórios. Definido o preço, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS vai avaliar se vale a pena incorporar o produto ao sistema público de imunizações. O governo vai avaliar custo, efetividade e impactos epidemiológico e orçamentário da incoporação da vacina ao Sistema Único de Saúde.

A vacina é indicada para pessoas entre 9 e 45 anos e protege contra os quatro tipos do vírus da dengue. A promessa do fabricante é de proteção de 93% contra casos graves da doença, redução de 80% das internações e eficácia global de 66% contra todos os tipos do vírus. O medicamento deve começar a ser vendido no país no primeiro semestre de 2016 e a capacidade de produção do laboratório é de 100 milhões de doses por ano.

O imunizante deve ser aplicado em três doses, com intervalos de seis meses, porém, de acordo com a diretora médica da Sanofi, Sheila Homsani, a partir da primeira dose o produto protege quase 70% das pessoas. “A vacina tem eficácia a partir da primeira dose, protegendo em torno de 70% dos imunizados. A necessidade das outras doses vem porque a proteção vai caindo com o tempo, não se mantém sem as outras duas. A proteção só se mantém por muitos anos quando se tomam as três doses”, explicou Sheila.

No começo deste mês, o México foi o primeiro país a registrar a vacina contra a dengue da Sanofi, por enquanto, a única registrada no mundo. Em seguida o produto teve liberação nas Filipinas. O Brasil é o terceiro país a ter o registro do imunizante. O desenvolvimento clínico do produto envolveu mais de 20 estudos, e mais de 40 mil participantes, entre crianças, adolescentes e adultos, em 15 países.

Dados do Ministério da Saúde mostram que até a primeira semana de dezembro, 839 pessoas morreram em decorrência da dengue, um aumento de 80% em relação a 2014.

Fonte: Agência Brasil

Paranaguá tem mais de 500 casos de dengue

São 563 casos positivos em todo o Litoral do Paraná e 554 de pessoas que contraíram a doença em Paranaguá

dengue1O setor de epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de Paranaguá divulgou o relatório de casos de dengue neste dia 23 de dezembro e o número de casos confirmados não é nenhum presente de Natal.

São 563 casos positivos na região litorânea e, deste total, são 554 casos autóctones, ou seja, daquelas pessoas que pegaram a doença no próprio município.

Do total de 563 casos no Litoral, cinco casos são de residentes em Matinhos e Guaratuba. Surgiram ainda mais dois casos de residentes em Antonina e Guaraqueçaba, mas tendo o município de Paranaguá como local da infecção.

Dos 556 casos restantes em Paranaguá, dois são importados. Os mesmos dois casos de pessoas que pegaram a doença em outras cidades. Um deles viajou para Itajaí e outro com histórico de viagem para Foz do Iguaçu.

Ainda há 66 casos pendentes, aguardando o resultado por parte do Laboratório Central do Estado, o Lacen.

Confira a relação de bairros onde surgiram os casos autóctones (que contraíram a doença em Paranaguá)

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Epidemia: Paranaguá tem 367 casos de dengue

Com número de casos ultrapassando o índice de 300, a cidade vive estado de epidemia de dengue. São 375 casos em todo o Litoral

3.0.0- orientaçõesAquilo que pretendia-se não alcançar, agora é uma realidade. Paranaguá está em estado de epidemia de dengue. São 375 casos em todo o Litoral e, destes, são 367 casos de pessoas que pegaram a doença na própria cidade.

No bairro da Ponta do Caju são 61 casos confirmados seguido de 30 casos no bairro da Estradinha, 28 casos no Emboguaçu, 19 na Vila Portuária. Há 48 bairros atingidos com casos de dengue.

Zika vírus e Chikungunya

Nos últimos meses, o país passou a registrar casos de outras duas doenças, parecidas nos sintomas e provocadas pelo mesmo agente transmissor da dengue. Trata-se da chikungunya e zika.

A origem do nome chikungunya é africana e significa “aqueles que se dobram”. É uma referência à postura dos doentes, que andam curvados por sentirem dores fortes nas articulações.

A doença também é transmitida pelos mosquitos aedes aegypti (presente em áreas urbanas) e aedes albopictus (presente em áreas rurais). O principal sintoma é a dor nas articulações de pés e mãos, que é mais intensa do que nos quadros de dengue. Além disso, também são sintomas: febre repentina acima de 39 graus, dor de cabeça, dor nos músculos e manchas vermelhas na pele. Cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas. Segundo o Ministério da Saúde, as mortes são raras.

Como no caso da dengue, não há tratamento específico. É preciso ficar de repouso e consumir bastante líquido. Não é recomendado usar o ácido acetil salicílico (AAS) devido ao risco de hemorragia.

Com relação a Zika, a preocupação tornou-se um pouco maior nos últimos meses com o fato de estudos mostrarem relação da doença com crianças com microcefalia (cabeça menor). E, mais uma vez, o aedes aegypti é o vilão da história. Mas o vírus também é transmitido pelo aedes albopictus e outros tipos de aedes.

Os sintomas provocadas pelo zika são parecidos com os da dengue com febre, dores e manchas no corpo. Quem é infectado pelo zika também pode apresentar diarreia e sinais de conjuntivite. E, assim como nas outras viroses, o tratamento consiste em repouso, ingestão de líquidos e remédios que aliviem os sintomas e que não contenham AAS.

Como evitar? Siga as orientações abaixo

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