Força-tarefa contra a dengue em Paranaguá envolve 600 pessoas

Força-tarefa contra a dengue em Paranaguá envolve 600 pessoas. Paranaguá, 31/05/2016. Foto: Divulgação SESA

Força-tarefa contra a dengue em Paranaguá envolve 600 pessoas.
Paranaguá, 31/05/2016.
Foto: Divulgação SESA

As ações da força-tarefa organizada pela Secretaria estadual da Saúde para o enfrentamento da epidemia de dengue em Paranaguá têm nova etapa. Desde segunda-feira (30), mais de 600 pessoas estão envolvidas no trabalho que inclui ações educativas, remoção de criadouros e aplicação de fumacê.

“São 400 homens do Exército, além de servidores do Governo do Paraná e do município, envolvidos no combate ao Aedes aegypti. Estamos intensificando o trabalho cada vez mais e realizando ações de vigilância ambiental e epidemiológica de maneira simultânea”, explica a chefe da Vigilância Ambiental da Secretaria da Saúde, Ivana Belmonte.

De acordo com a diretora da 1ª RS – Paranaguá, Hilda Nagafuti, essa é a fase mais expressiva da ação e que mobilizou o maior contingente de pessoas. “É uma das maiores ações contra a dengue em curso no Brasil. O número de militares enviados a Paranaguá foge do padrão de outras tarefas que envolveram as forças armadas brasileiras”, conta.

AÇÕES – O planejamento abrange vistorias em todos os domicílios da cidade para orientação da população e remoção de possíveis criadouros do mosquito. Até sexta-feira (2), também será realizada a sétima aplicação do fumacê em 100% do território do município.

Capitania dos Portos do Paraná realiza mutirão em escola de Paranaguá

DSC07686Aos nove anos de idade, o estudante Eduardo Fernandes Pinto já sabe quais são as principais atitudes que devem ser tomadas para evitar a proliferação do mosquito Aedes Aegypt. Ele foi um dos alunos da Escola Municipal “Almirante Tamandaré”, da cidade de Paranaguá, que assistiu palestra proferida pelos militares da Capitania dos Portos do Paraná (CPPR), nesta terça-feira (24). O objetivo da palestra foi reforçar a importância em se manter as medidas de prevenção à doença mesmo em período de clima mais frio.

 “Achei muito importante ter essas palestras. Gostei muito. Aprendi que não devemos deixar água parada e sempre cuidar dos nossos quintais”, disse o estudante.

 Enquanto os alunos assistiam às palestras, outra equipe da CPPR cuidava da limpeza da área externa da escola, com corte de grama e poda de árvores.

 Nossa cidade está passando por uma epidemia de Dengue e sempre buscamos levar o maior número de informações aos nossos alunos. Hoje ficamos muito felizes com a presença da Capitania em nossa escola e agradecemos o apoio de todos”, disse a diretora da escola, Solange Regina Martins Silva.

Campanha

 O mutirão na Escola integra as ações diárias de combate ao mosquito Aedes Aegypti em Paranaguá, em atendimento à campanha das Forças Armadas na cidade. Nesta campanha, os militares contam com o apoio de Agentes de Saúde para a eliminação de focos do mosquito em residências e terrenos e orientam os moradores sobre a importância de manterem a limpeza das áreas.

 Segundo Informe Técnico divulgado no dia 17 de maio pela Secretaria de Estado da Saúde, o Paraná totaliza 45.482 casos confirmados desde agosto de 2016. Em Paranaguá, município com maior número de casos confirmados, são 15.368 registros.

Litoral deve desenvolver medidas para redução da capacidade de infestação

tempoA SESA chama a atenção para o Serviço de Alerta Climático de Dengue do Laboratório de Climatologia da UFPR disponível no endereço www.laboclima.ufpr.br referente à semana 20/2016 para que os municípios identifiquem sua situação de risco para a condição favorável à proliferação do mosquito da dengue e intensifiquem as medidas de controle necessárias, principalmente os municípios do Oeste, Noroeste e Norte.

O Litoral, embora não infestado, deve também desenvolver medidas imediatas para redução da capacidade de infestação eliminando possibilidades de criadouros (acúmulo de água parada). O Laboratório de Climatologia (UFPR/LABOCLIMA), fornece informações sobre as condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento do mosquito Aedes aegypti, e apresenta semanalmente os graus de risco para o desenvolvimento do vetor, contribuindo para o planejamento das atividades desse controle pelos municípios.

Litoral tem 16.150 casos de dengue notificados oficialmente

Paranaguá continua sendo a cidade com mais casos de dengue no Paraná. O número oficial, divulgado no boletim número 25, divulgado ontem, mostra que a cidade pólo do Litoral do Paraná tem 15.492 casos, entre autóctones e importados.

A maioria é autóctone, ou seja, de pessoas que pegaram a dengue na própria cidade. De acordo com este boletim, a curva epidêmica de dengue, no Paraná, começou a cair, mas os cuidados precisam ser mantidos para evitar focos de água parada.

A Secretaria de Estado da Saúde alerta o Litoral no sentido de reduzir todas as possibilidades de infestação com novos criadouros.

Confira os números deste último boletim nas sete cidades do Litoral:

lista dengue

Curva epidêmica da dengue começa a cair no Paraná

Sala de Situação da Dengue. Curitiba/17/05/2016

Sala de Situação da Dengue.
Curitiba/17/05/2016

Pela primeira vez, desde o início deste período epidemiológico da dengue, iniciado em agosto de 2015, nenhum município entrou em epidemia no Estado. No novo informe técnico divulgado nesta terça-feira (24) pela Secretaria estadual da Saúde foram confirmados 2.622 novos casos da doença, 766 a menos do que na semana anterior.

“Apesar do número de confirmações de novos casos estar caindo, a mobilização não pode parar. Temos que combater a dengue o ano inteiro, principalmente nas regiões endêmicas da doença”, diz a superintendente de Vigilância em Saúde, Cleide Oliveira.

A superintendente destaca a importância de que toda população vistorie, pelo menos uma vez por semana, o ambiente em que vive à procura de recipientes que acumulam água. “Os ovos do Aedes aegypti podem permanecer por mais de um ano à espera de água para eclodir, por isso é importante eliminar recipientes que podem se tornar criadouros do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya”.

Litoral apresenta baixo risco climático para proliferação do mosquito da dengue

clima últimoDas 19 estações meteorológicas avaliadas com relação as condições climáticas favoráveis à reprodução e desenvolvimento de focos (criadouros) e dispersão do mosquito Aedes aegypti 13  apresentam risco baixo e seis sem risco na Semana Epidemiológica 19/2016.

A Secretaria de Estado da Saúde (SESA) alerta para o fato de que este mapa é atualizado semanalmente.

Fonte: Laboclima/UFPR

Casos de dengue aumentaram na  maioria das cidades do Litoral

Os números têm aumentado, mas não na mesma proporção que meses anteriores. A queda no número de casos já vem sendo registrada

lista dengue dia 17Em Antonina, Guaraqueçaba, Matinhos,  Morretes e Paranaguá, os casos de dengue aumentaram. Os números não são significativos se comparados com meses anteriores. Em Guaraqueçaba, onde o aumento de casos foi alto em boletins passados, nesta última semana, foram apenas dois a mais.

Em Antonina, da semana passada para esta terça-feira (17) foram 36 casos a mais (entre autóctones e importados. Em Guaraqueçaba foram 42 casos, mas o interessante é que foram dois casos autóctones e o restante registrado como casos importados. Matinhos registrou 98 e a maioria também foi de casos importados e em Morretes foram mais 17.

Em Paranaguá, o número de casos a mais foi de 1.528, totalizando 15.368 casos divulgados oficialmente pela Secretaria de Estado da Saúde.  Em Pontal do Paraná, foram mais 38 casos confirmados nesta semana, em comparação com o último boletim. Apenas em Guaratuba, os números permaneceram o mesmo.

É importante lembrar que os números que constam nos boletins referem-se aos exames que passaram pelo Laboratório Central do Estado (Lacen) e os exames feitos em laboratórios particulares não são contabilizados.

O boletim divulgado nesta semana confirma que o aumento de casos, no Paraná, foi de 8%. Paranaguá é a cidade com maior número de casos.

“Este é o primeiro boletim do período que apresentou uma queda significativa no número de casos notificados de dengue. A tendência agora é cair cada vez mais”, explica o coordenador da Sala de Situação da Dengue, Raul Bely.

Multa para quem mantiver foco do Aedes em casa

sujeiraNa primeira entrevista coletiva à imprensa como ministro da Saúde, Ricardo Barros destacou as palavras gestão e articulação. O novo ministro apresentou algumas propostas, como aplicação de multa para quem tiver focos do mosquito Aedes aegypti em casa e não pretende mudar as regras de permanência de médicos estrangeiros no país.

Aedes aegypti

Estimular a execução de multas para quem tem focos do mosquito Aedes aegypti em casa é uma das principais propostas trazidas por Ricardo Barros. “Eu quero fazer esse apelo aos prefeitos para que se não tem uma lei [que preveja multa] que eles aprovem a lei e que façam a fiscalização com muita dedicação. Se o mosquito se comprometesse a picar só na casa onde ele é criado, era fácil, mas infelizmente ele não é disciplinado e a gente não pode deixar que a sociedade toda sofra porque alguém não quer colaborar com o combate ao mosquito”, disse o ministro.

Barros fez uma analogia ao uso de cinto de segurança, dizendo que a população só adotou o hábito de usar esta ferramenta depois que o governo impôs multa.

Fonte: Agência Brasil

Força tarefa contra dengue começa hoje em Paranaguá

Todas as ações surtirão efeito, somente, com a colaboração da população

Equipe reunida. Foto: Samuel Calado/PMP

Equipe reunida. Foto: Samuel Calado/PMP

Começa hoje e segue até o dia 21 uma força tarefa contra a dengue. O objetivo é atuar para que a queda de casos de dengue seja efetiva. São 180 agentes municipais e mais 30 da Secretaria de Estado da Saúde envolvidos na ação que será focada totalmente na eliminação de criadouros e nos ciclos com carro fumacê e bomba costal.

A Força Tarefa será iniciada na próxima semana, na segunda-feira (16) e acontecerá até o sábado (21), no horário das 8h30 às 17h30.

Segundo a superintendente municipal de Vigilância em saúde, apesar dos índices de proliferação do mosquito estarem sendo reduzidos em Paranaguá, bem como o número de pacientes estar diminuindo em 80% no Centro de Referência à Dengue, a hora não é de relaxar. “A redução de fato só pode ser afirmada após a quinta semana de decréscimo, mas em momento algum podemos nos descuidar e deixar que os pontos de proliferação se multipliquem. Somente as temperaturas menos quentes não irão nos ajudar, o que realmente ajuda é a eliminação dos possíveis criadouros a longo prazo”, completa.

Fumacê
O representante da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) e coordenador da Força Tarefa no Controle da Dengue em Paranaguá, José Carlos Morais, explicou que serão feitos dois ciclos de carros fumacê (UBV pesado) em 100% das residências de todos os bairros, bem como será realizada uma ação com bomba UBV costal em todas as localidades do município, para alcançar áreas onde os veículos não conseguem acessar. “Neste processo, pedimos para a população manter as portas e janelas abertas na próxima semana quando os veículos fumacê transitarem em seus bairros. Além disso, os munícipes devem cobrir plantas e retirar animais destas áreas, tampando os seus potes de alimentação e bebedouros”, completa.

Segundo o coordenador, a Força Tarefa e todas as ações feitas pelo município só surtirão efeito postivo se a população colaborar realizando o check list em suas casas, eliminando todos os possíveis criadouros do Aedes Aegypti, bem como destinando seus resíduos sólidos de forma correta. “O controle do vetor não é só feito pelo município, a responsabilidade é também da sociedade. A luta deve ser conjunta e deve continuar. Nesse sentido, a conscientização dos jovens também é importante, com ajuda das escolas, igrejas, associações de bairros e outras entidades”, finaliza.