Sobre Luciane Chiarelli

Luciane Chiarelli Jornalista e Blogueira

Parnanguaras destacam prejuízos econômicos com o pedágio

_DSC0243Baixo investimento, altas tarifas e contratos desvantajosos para os sete municípios do Litoral, em especial para Paranaguá. Esse é o retrato que emergiu da reunião extraordinária da CPI do Pedágio, realizada na última semana, na Câmara Municipal de Paranaguá. A sessão, conduzida no modelo de audiência pública para que associações de moradores, empresários e cidadãos pudessem se expressar, contou com a participação do presidente da CPI do Pedágio, deputado estadual Nelson Luersen, e os deputados estaduais Alceu Maron Filho, Péricles de Melo, Douglas Fabrício e Cleiton Kielse. Vereadores do município também participaram da audiência. O secretário da Indústria e Comércio de Paranaguá, Antonio Saad Gebran Sobrinho, representou o prefeito municipal.
O presidente da CPI, deputado Nelson Luersen, foi enfático. “Paranaguá abriga o maior porto de grãos do Brasil. E vem perdendo movimento devido ao alto preço do pedágio no Estado”, reforçou.
Segundo ele, o valor das tarifas encarece o escoamento da produção. “O pedágio vem fazendo com que a economia do PR pague alto preço. Um saco de soja do oeste do PR paga, até Paranaguá, 2,5% de pedágio, o milho, 7,5%. O calcário, que vai da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) até o interior, tem 30% do custo relativo ao pedágio”, enumera.
A situação pode ser ilustrada com o depoimento do empresário Paulo Henrique Coelho, sócio de uma empresa de transportes de contêineres que opera em Paranaguá e Santa Catarina. “Vi muitos importadores e exportadores deixarem o mercado porque sua matriz de custos aumentou 20% em função do pedágio. O Paraná tem um pólo moveleiro em Arapongas que exporta praticamente metade da produção pelo Porto de Paranaguá e outra metade pelos portos de Santa Catarina. O Estado vizinho não tem pedágios e leva vantagem. São Bento do Sul também é um pólo moveleiro importante e exporta por Itajaí e Itapoá, e assim preferiram por causa dos altos custos do Paraná”, explica.
Segundo o empresário, atualmente, para fazer um caminhão de seis eixos ir e voltar de Paranaguá até Foz do Iguaçu gasta-se R$ 1,3 mil em combustível (óleo diesel) e R$ 1 mil de pedágio. Ele acredita que até 2021, quando vencem os contratos, o valor gasto com pedágio será maior que o do combustível. “Não tenho como convencer um exportador do sudeste a vir para Paranaguá. Não com esse custo”, frisou.
O presidente da CPI, Nelson Luersen, frisou que a investigação tem o objetivo de reavaliar os contratos. “Estamos revendo os contratos e queremos levar uma resposta séria e concreta ao Ministério Público Federal, Estadual e ao Governo Do Estado para que se tome uma medida”, disse.
O secretário municipal da Indústria e Comércio, Antônio Saad Gebran Sobrinho, que representou o prefeito de Paranaguá, Dr. Edison de Oliveira Kersten, ressaltou a urgência de se equacionar o problema.
“O pedágio afeta, de modo inequívoco, toda a cadeia produtiva do Estado”, diz. Ainda segundo o secretário, a principal reivindicação é sobre os cupons fiscais – documento que pode ser usado pela administração pública para saber quanto as empresas arrecadam de impostos e quanto deveriam repassar aos municípios.
“À época da concessão, permitiu-se que o cupom entregue pelas empresas não fosse fiscal. Hoje, não há controle. Como os municípios vão ter direito a ter controle [sobre o ISSQN – Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza] sem o cupom fiscal? Isso é muito grave. Queremos mais caminhões, mas Paranaguá tem ficado apenas com o ônus”, ressaltou. “Pelo que tudo indica, isto está sendo lesivo à população do Paraná. Eu acredito que, numa conversa à luz do dia, com a empresa, os deputados e o governador Beto Richa, consigamos modificar pelo menos essa situação no Litoral do Estado”, finalizou.
Marquinhos Roque, presidente da Câmara Municipal de Paranaguá, afirmou que a cidade é a que mais sofre com a falta de consideração da empresa Ecovia. “Do posto fiscal até a entrada do Porto também deveria ser mantido pela Ecovia”, diz.
Posicionamento ratificado pelo Deputado estadual, Alceu Maron Filho. “O maior lucro da empresa vem do tráfego portuário. E, no entanto, não tem a responsabilidade de cuidar da via que chega até o portão do Porto de Paranaguá. Vejam o caso da Avenida Ayrton Senna. Também tem a questão do turismo, pois a PR-407 (rodovia das praias), durante a temporada, vive dias de tráfego intenso, o que piora pelo fato de ser pista simples, e sem qualquer segurança para os moradores do entorno”, disse.

Contrato
O contrato dos pedágios nas rodovias paranaenses é de 1998. Pelo acordo original, as concessionárias ficavam obrigadas a investir em obras de melhorias, incluindo duplicação, ao longo dos anos de validade do termo. Porém, aditivos realizados no ano de 2000, 2002 e 2005 desobrigaram as empresas a realizar parte desses investimentos.
Atualmente, há ações na Justiça questionando os aditivos e pedindo a retomada dos investimentos. As concessionárias, por sua vez, argumentam que só seria possível assegurar os valores investidos mediante a prorrogação dos contratos – posição que a maioria dos municípios do litoral considera desvantajosa.
“No meu ponto de vista, os aditivos são inconstitucionais. A lei não permite que se aditiva uma obra em mais de 25%. Fizeram isso em nome de 16 meses que o pedágio ficou mais barato. O pedágio está esmagando a economia do Paraná”, diz o presidente da CPI, deputado Nelson Luersen.
O próximo passo da CPI do Pedágio deve ser a análise de mais de 150 Kg de documentos entregues pelas concessionárias aos deputados que investigam o caso.

Bicicleta elétrica precisa de autorização do Detran para circular

Veiculos-enquadrados-bicicleta-motocicleta_ACRIMA20111113_0022_15Em Paranaguá, a equipe da Guarda Municipal de Paranaguá (Guamupa) aproveitou a Semana do Trânsito, realizada até o último dia 25, alertando os cidadãos sobre os cuidados de um meio de transporte que vem ganhando adeptos: a bicicleta elétrica. A guarda municipal de trânsito Cristiany Maia Paixão explica que o uso deste veículo depende de autorização do Detran.
“Quem adquire uma bicicleta deste tipo deve levar a mesma até o Detran para que se providencie a liberação de circulação. Elas tem 50 cilindradas, o que dispensar o condutor de ter carteira de habilitação para conduzi-la, mas, como atingem velocidades maiores que a bicicleta normal, é necessária uma fiscalização dos itens de segurança”, diz.

Plano Municipal de Saúde é apresentado e comunidade não aparece

10277Com exceção de integrantes do Conselho Municipal de Saúde e representantes da imprensa, ninguém mais compareceu à apresentação do Plano Municipal de Saúde de Paranaguá apresentado na semana passada.

O Plano Municipal de Saúde para o período de 2014 a 2017 foi apresentado em audiência pública, realizada no dia 25, na Câmara Municipal de Vereadores. Antes, porém, foi apresentado ao Conselho Municipal de Saúde que pediu alguns ajustes e aprovou o documento que estabelece diretrizes, objetivos e conjunto de metas a serem alcançadas na área de saúde para os próximos quatro anos.

O documento foi elaborado a partir de um amplo diagnóstico situacional em um processo de planejamento que envolveu técnicos da área de saúde e da população por meio do Conselho Municipal de Saúde.

Durante a audiência pública, profissionais da Secretaria de Saúde, fizeram as apresentações das metas para cada ano. Por exemplo, para 2014 há a previsão da construção da Unidade Básica de Saúde na Ilha do Mel, reforça e ampliação do posto de Nova Brasília, a implantação do Centro Municipal de Especialidades da Mulher.

Para 2015, o Plano prevê construção da Unidade de Saúde da Serraria do Rocha e uma academia da saúde em 2016. Para 2015 também estão previstas reforma e ampliação das unidades de saúde do Jardim Araçá, Banguzinho, Padre Jackson, Serraria do Rocha, Centro Municipal de Diagnóstico (CMD), Baduca, Vila do Povo, Vila Divinéia e Jardim Iguaçu.

Os profissionais apresentaram as metas para cada ano em diversas outras áreas como compra de equipamentos para as unidades de saúde, aquisição de veículos, atendimentos e estrutura para continuidade do atendimento de saúde bucal e, falaram ainda sobre a expansão do Programa Saúde da Família.

Atualmente Paranaguá tem 19 equipes do programa Estratégia Saúde da Família e há 14 equipes já autorizadas pelo Ministério da Saúde. Os 56% de cobertura passarão a ser de 83% ao final da implantação destas novas equipes que atuarão em bairros da Vila Garcia até o bairro Asa Branca. Para atender esta demanda, a Prefeitura se prepara para reformas e ampliações de postos como do Jardim Santos Dumont.

Diretrizes sobre a saúde da mulher e da criança também foram repassadas. As metas da Saúde são de reduzir, a cada ano, a taxa de mortalidade infantil que hoje é de 9,12 por mil nascidos vivos. A meta para 2014 é reduzir o índice para 8,6; em 2015 para 8,2 até chegar a 7,2 no ano de 2016.

Diretrizes para pessoa idosa, de atenção aos povos indígenas, política para os adolescentes e saúde do homem também fazem parte do Plano Municipal de Saúde, assim como as políticas de saúde mental. Todos os setores envolvidos na Secretaria foram apresentados. Cada diretor ou representante, fez a apresentação do setor e responderam a dúvidas dos integrantes do Conselho Municipal de Saúde que também acompanhavam a audiência.

Eventos em homenagem aos 160 anos da Capitania dos Portos

CONVITE - CPPRHoje, às 10h, na sede da própria Capitania dos Portos acontece cerimônia alusiva aos 160 anos da corporação conforme detalhes no convite acima.

Também foi marcada uma Sessão Solene em homenagem aos 160 anos da Capitania dos Portos do Estado do Paraná para amanhã, dia 02 de outubro, às 19h.

A sessão é realizada pela Câmara Municipal de Vereadores e acontecerá na própria Câmara.

Medidas para melhorar travessia no ferryboat são discutidas

SAMSUNG CSCDepois de duas reuniões e muita insistência, ficou definido que será balizada uma norma para limitar os horários de passagens de caminhões no ferryboat que faz a travessia entre os municípios de Matinhos e Guaratuba.

Os transportadores, que participaram das discussões pela primeira vez, aceitaram a medida e pediram que ela seja precedida de uma campanha de informação aos caminhoneiros.

Outro assunto delicado e que pareceu até uma queda de braço é sobre a construção de uma ponte ou a permanência da travessia pelo ferryboat. Estes e outros assuntos vêm sendo discutidos entre representantes do Governo do Estado, por meio do Departamento de Estradas e Rodagens (DER), representantes do município de Guaratuba e segmentos envolvidos no processo.

Carlos Carvalho, secretário de Governo de Guaratuba, ressaltou mais de uma vez que a solução reivindicada por Guaratuba é a construção da ponte sobre a baía. Ele argumentou também que a restrição de horários para os caminhões vai amenizar os problemas na travessia e será fundamental com uma futura ponte.

 

Técnicos do DER insistem que os problemas verificados na travessia são momentâneos em virtude das obras em um dos flutuantes que devem terminar em novembro. Carvalho argumentou que o problema vai continuar depois da temporada já que em abril está prevista a recuperação de outro flutuante.

 

O secretário também rebateu o argumento de alguns técnicos de que uma das causas dos problemas no ferryboat é a demora nas obras da BR 376. “Há vários fatores, entre eles o início das atividades no Porto de Itapoá, o aquecimento da economia local, a preferência de muitos guaratubanos pela BR 277 como caminho para Curitiba e a movimentação entre as cidades do litoral, inclusive de estudantes. Sem falar nos moradores da Prainha e Cabaraquara que têm de atravessar a baía para ir ao centro até mais de uma vez por dia”, disse.

Também ficou decidido que a partir dos próximos dias, o DER vai manter um engenheiro permanentemente atendendo à travessia no ferryboat. A Polícia Rodoviária também se comprometeu a reforçar, desde já, o efetivo que atua na travessia durante os finais de semana. Um novo encontro será agendado para definir o limite do horário dos caminhões e novas medidas.

Fonte: correiodolitoral.com

Conselho da Pessoa Idosa de Paranaguá faz passeata amanhã

praca_fernando_amaroNo Brasil, o Dia do Idoso é comemorado na mesma data do Dia Internacional do Idoso, estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) na Assembleia Mundial sobre o Envelhecimento, realizada em 1982, na Áustria. Assim, a Lei nº 11.443, de 28 de dezembro de 2006, além de instituir o dia 1º de outubro para as comemorações, determina que os órgãos públicos responsáveis pela coordenação e implementação da Política Nacional do Idoso se responsabilizem pela realização e divulgação de eventos que valorizem a pessoa idosa na sociedade.

Para comemorar a data e chamar a atenção da comunidade, o Conselho Municipal da Pessoa Idosa de Paranaguá promoverá uma passeata, a partir das 08h30, que sairá da Praça Almirante Tamandaré e seguirá até a Praça Fernando Amaro.

De acordo com o último censo do IBGE, Paranaguá tem em torno de 8.200 pessoas com mais de 65 anos. A cidade tem dois asilos, uma casa para idosos particular e um Centro de Convivência do Idoso ainda sem uso.

Limpeza pesada na avenida Bento Rocha

10288A Avenida Bento Rocha, uma das principais vias de acesso ao Porto de Paranaguá recebeu a “Patrulha da Limpeza” com o objetivo de remover entulhos, lama e poeira da região portuária.

De acordo com o secretário de Meio Ambiente e Serviços Urbanos, Marcelo Roque, a ação que ocorreu na última sexta-feira, funcionará como um laboratório. “Depois, vamos avaliar o que pode ser melhorado e nossa intenção é expandir o número de equipes e de ruas atendidas pela iniciativa”, diz, explicando que a meta é ter duas equipes fixas para realizar o trabalho diariamente.

A realização da Patrulha da Limpeza representa uma união de forças entre a Prefeitura de Paranaguá, a Comissão Permanente de Assuntos Portuários da Câmara Municipal, o DER (Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná), a APPA (Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina), o IAP (Instituto Ambiental do Paraná) e a Associação dos Operadores Portuários.

Estudante é encontrada no Tocantis; fuga foi para conhecer namorado na internet

giovana

estudante de Curitiba Giovana Martins do Carmo, de 16 anos, que desapareceu na segunda-feira (23) da semana passada a caminho do Colégio Bom Jesus, no Centro de Curitiba, já está com os pais. Ela foi localizada no estado do Tocantis durante este final de semana. A família confirmou à Banda B que a adolescente fugiu sozinha para encontrar um namorado, que tinha conhecido pela internet.

Banda B entrou em contato na manhã desta segunda-feira (30) com a mãe da menina. Débora do Carmo comemorou o final feliz. “Está tudo bem com ela, graças a Deus. O que sabemos é que a Giovana foi atrás deste namorado pela internet, fugiu sozinha, passou por São Paulo e foi localizada no Tocantins. Agora já estamos dando baixa no sistema da Polícia Civil, porque ela está conosco”, explicou.

O desaparecimento

A estudante Giovana Martins do Carmo, de 16 anos, desapareceu a caminho do Colégio Bom Jesus, no Centro de Curitiba. A menina ia para a escola de ônibus todos os dias e naquele dia não chegou ao destino. A Banda B relatou o caso em primeira mão.

Matéria de Luiz Henrique de Oliveira no site Rádio Banda B

Plano federal não atende demandas dos usuários do Porto de Paranaguá

thumbO secretário de Planejamento e Desenvolvimento Portuário da Secretaria de Portos, Rogério Menescal, apresentou na última sexta-feira, em Curitiba, o plano do Governo Federal para concessão de áreas do Porto de Paranaguá. Segundo ele, os investimentos devem chegar a dois bilhões e 600 milhões de reais. Em audiência na Federação das Indústrias do Estado do Paraná, Fiep, Menescal disse que serão licitados 10 novos terminais abrangendo as áreas de grãos, fertilizantes, granéis líquidos, celulose, carga geral e veículos. Paranaguá ganhará seis novos berços. Os empreendimentos integram o segundo lote de licitações do Governo Federal, seguindo as diretrizes do novo marco regulatório dos portos.

O plano apresentado por Menescal, segundo material divulgado pela agência do Estado, não agradou boa por parte dos cerca de 200 empresários e representantes da comunidade portuária, agrícola e industrial que participaram da audiência. Empresários, produtores, membros de cooperativas e representantes da sociedade civil se disseram preocupados com as propostas do governo federal. O secretário da Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, disse que lamenta a decisão do Governo Federal, pois entende que o Porto de Paranaguá foi tratado como os demais terminais.

O principal questionamento dos paranaenses é que a proposta da União desvirtua o que foi discutido na elaboração do Plano de Zoneamento e Desenvolvimento do Porto Organizado. O plano estadual traça as perspectivas de crescimento do Porto de Paranaguá para os próximos 20 anos.

O presidente da Fiep, Edson Campagnolo, disse que o projeto do Governo Federal não atende todas as demandas do Paraná e que as audiências públicas serão muito proveitosas. Ele afirmou que se o Brasil quiser se posicionar como uma grande potência mundial tem que ter uma porta de entrada e de saída nos moldes do que acontece nos outros países.

Para o presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, o plano apresentado não contempla nenhum espaço especial as cooperativas paranaenses, que respondem por 20 milhões de toneladas de grãos e por 40% dos frangos exportados no Brasil. Outro setor que discordou da proposta federal foi o sucroalcooleiro, uma vez que o embarque de açúcar ficou próximo do corredor de exportação de grãos. Sérgio Malucelli, presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Paraná, Fetranspar, ressaltou que esta proposta está diferente do que o setor discutiu no Paraná e não levam em conta a demanda local.

Já o prefeito de Paranaguá, Edison Kersten, que acompanhou a apresentação, afirmou que agora é o momento de toda a comunidade local se organizar para discutir as propostas. A consulta pública terá início oficialmente nesta segunda-feira e se estenderá até o próximo dia 25

Crônica do Dia

537177_250360158430555_1992762965_n As distâncias que não nos separam

Por: Kátia Muniz                                                                   cronicaskatia@live.com

 “O pior tipo de distância é aquela que acontece entre pessoas que estão perto uma da outra”.

Não sei a quem dar os créditos para a frase acima. Ela é mais uma, no meio de tantas que circulam nas redes sociais. Mas, quando chegou ao meu computador, não ocupou somente o espaço na tela, conseguiu transferência para o meu pensamento e ficou bradando lá dentro.

Depois de um tempo, cheguei à conclusão que não há distância que não possa ser vencida quando usamos como medida o coração.

Você no Oiapoque, eu no Chuí. Conversamos.

Você no Ceará, eu no Paraná. Viajamos.

Você no apartamento 305, eu no 506. Visitamos.

Você na sua, eu na minha. Trocamos ideias.

Você no quarto, eu na sala. Existimos um para o outro.

Você lá, eu aqui. Somos um só.

É o coração que encurta distâncias, que promove encontros, que diminui trajetos.

É o coração que derruba muros, que quebra barreiras, que constrói pontes, que faz a ligação.

É o coração que faz check-in em balcões de companhias aéreas, lota rodoviárias, faz pegar a estrada, que transforma o longe em perto.

E há de se considerar, que hoje em dia, o arsenal tecnológico disponível acaba se tornando um grande facilitador. Assim, mesmo estando fisicamente distante, é possível estar juntos emocionalmente.

Esteja você em outro país, em outro estado, em outra cidade, em outro bairro, a duas quadras ou suficientemente perto para ser tocado, não há mais desculpas. Quem realmente quer se aproximar sempre encontrará um jeito e uma forma de chegar até nós.