Crônica do Dia com Kátia Muniz

537177_250360158430555_1992762965_nCosturando palavras

 Por: Katia Muniz                                                                         cronicaskatia@live.com

No meu convívio há pessoas com habilidades diversas. Uma pinta quadros, outra confecciona roupas em crochê, há uma doceira de mão cheia, outra faz trabalho artesanal em chinelos, e gente que trouxe o 3º lugar para o Brasil no último pan-americano, realizado no mês de outubro, no Paraguai, na modalidade de tiro esportivo.

E eu faço o quê?

Costuro. Nunca fiz um vestido, uma calça, uma saia. No máximo, prego botões e faço bainhas. Mas costuro palavras. Vou alinhavando uma aqui, outra ali, na esperança de formar um texto.

A inspiração às vezes me visita, mas não gosta de permanecer. Costuma ser breve, com aparições casuais. Nem dá tempo de convidá-la para um café. Tem pressa. Deve ser ocupada demais. Há mais pessoas que costuram palavras, e convém não demorar com cada uma delas, assim, quem sabe, poderá servir a todas.

 

Quando resolve aparecer, costuma soprar nos meus ouvidos, alguma frase, parte de um outro texto, um acontecimento, uma notícia. E eu rapidamente anoto em qualquer lugar, pois não é sempre que o computador está na minha frente. Mas a minha produção, geralmente, se dá no período noturno, nas altas horas, em que a casa se encontra em silêncio. É quando a cidade dorme que eu me concentro.

Às vezes começo e não sei como vou terminar. Noutras, sei exatamente o começo, meio e fim. Costuro com as dificuldades próprias de quem é autodidata, e me apego na disciplina, no empenho, na dedicação e na curiosidade, esta última, talvez a mais importante fonte do conhecimento.

No esboço, vou escolhendo a forma, o estilo, o modelo, formando os traçados ponto por ponto.

Costuro. De preferência com folga, nunca na medida. É preciso flexibilizar. Nada muito justo, ou apertado. Ventilação é fundamental para que as ideias apareçam e inspirem, nessa solitária e difícil tarefa de costurar palavras.

Crônica da Katia Muniz- Mulheres

Mulheres

537177_250360158430555_1992762965_nPor: Katia Muniz                                                                   cronicaskatia@live.com

 

Achamos que seria mais fácil. Que conciliaríamos, sem tanto sacrifício, a nossa vida profissional com as demais tarefas. Erramos feio.

É verdade que nos esforçamos com louvor para dar conta dos inúmeros papéis, que cada vez mais, assumimos, mas o resultado de tanto empenho, para muitas, ainda é frustrante.

É uma ilusão acreditar que seríamos mães dedicadíssimas, esposas cuidadosas, profissional exemplar, mulher segura e bem resolvida. Não somos nenhuma mulher-maravilha, apesar de muitas vezes querermos aparentar que somos.

Um olhar mais atento perceberá em nós mulheres sufocadas, sobrecarregadas, angustiadas, carentes, com o coração em solavancos, tentando vencer as duas, três e até quatro jornadas diárias.

E a sociedade ainda exige de nós esteticamente um corpo magro, uma pele sem rugas, celulite zero, condicionamento físico, maquiagem bem feita, cabelo impecável, manicure, pedicure e depilação em dia. E há quem queira dar conta dessa demanda.

Pagamos um preço alto.

Vivemos em alerta, em prontidão, ativas, agitadas, correndo de um lado para outro, distribuindo meias porções de nós por onde passamos.

Sofremos internamente, mas vamos tentando resolver nossos questionamentos na fila do açougue, enquanto pagamos as contas, levamos as crianças para escola ou elaboramos o cardápio do almoço.

Terceirizamos a educação dos nossos filhos. Não vimos quando eles começaram a engatinhar, a andar e quando bateram palminha. E carregamos um caminhão de culpa por isso.

A nossa casa entregamos para a secretária do lar. É ela quem dá um jeito para que as coisas funcionem em harmonia. Mas as secretárias do lar também são mulheres e volta e meia faltam ao trabalho para levar dois dos quatro filhos que tem ao médico. E nossa vida vira um caos.

Há mulheres mais calmas. Ainda bem! Elas conseguem levar a vida de maneira mais leve, mesmo com tantas obrigações. E há também um batalhão de estressadas e ansiosas, sérias candidatas a sócias do Rivotril.

E entre ganhos e perdas, entre a luta constante do ser e do ter, vamos nos equilibrando na vida, no salto alto, com um batom nos lábios e esmalte nas unhas, meio enlouquecidas, é fato, mas sem jamais perder a pose.

Crônica do Dia com Kátia Muniz

537177_250360158430555_1992762965_nMais e menos

Por: Katia Muniz                                                                    cronicaskatia@live.com

Mais chinelo. Menos sapato.

Mais espreguiçadeira. Menos cadeira de escritório.

Mais suco. Menos café.

Mais mala. Menos pasta de trabalho.

Mais pincel. Menos caneta.

Mais ilha. Menos cidade.

Mais paz. Menos guerra.

Mais O2. Menos CO2.

Mais bicicleta. Menos carro.

Mais coco verde. Menos refrigerante.

Mais flores. Menos arma.

Mais árvores. Menos postes.

Mais pássaros. Menos avião.

Mais amor. Menos luta.

Mais família. Menos tevê.

Mais real. Menos virtual.

 

As palavras acima não são minhas. São de Guilherme Tizzot, jovem empresário, com empreendimento na Ilha do Mel.

Tive um bate-papo rápido com Tizzot. Boa parte elogiando o texto acima, que no original, não compõe palavras e, sim, desenhos representando cada item, que estão entalhados num pedaço de madeira.

Achei muito criativo e, segundo o autor, ele teve a ideia porque na Ilha se tem tempo suficiente para pensar.

Não duvido, mas hei de acrescentar que se você não nasceu abonado, há de usar muito sapato, antes de descansar os pés no chinelo. E com exceção dos itens arma e guerra, fará uso da coluna “menos” com muito mais frequência, para quem sabe, ainda assim sem garantia, poder alcançar a coluna “mais.”

E como vivemos num país com tanta desigualdade social, menos é menos para muitos e mais são para alguns.

E enquanto tentamos alcançar o equilíbrio do mais e do menos, a gente segue a vida trabalhando e sonhando com merecidas férias, porque sonhar é para todos, é livre, e nesse quesito, ainda bem, não há nenhuma medida.

Crônica do Dia

 Praia e livros

537177_250360158430555_1992762965_nPor: Katia Muniz                                                                          cronicaskatia@live.com

Infelizmente, acabou no último final de semana. Estou falando do projeto biblioteca na praia, lançado pelo Governo do Estado do Paraná dentro da Operação Verão.

A bibliopraia, como foi denominada, disponibilizava livros e revistas que poderiam ser emprestados pelos veranistas e devolvidos num prazo de 3 dias. Pelo que pude acompanhar, o resultado dos empréstimos surpreendeu!

As pessoas souberam aproveitar o tempo de descanso à beira-mar para colocar a leitura em dia. Praia e livros, uma combinação perfeita!

Livros que se encaixaram perfeitamente entre uma partida de futebol e outra, na volta de um banho de mar, no retorno de uma caminhada, no descanso de um jogo de frisbee ou de vôlei.

Livros que fizeram companhia nos dias em que o sol não apareceu e a chuvinha fina e gelada insistiu em cair.

Livros que serviram de mergulho ao saber, à informação, à cultura, ao desenvolvimento intelectual. Assim, de maneira bem simples, sem precisar de aulas práticas, snorkel, máscara de mergulho, nadadeiras e outros equipamentos. Bastava querer mergulhar nas páginas.

A iniciativa foi ótima e merece bis. Livros nos ajudam a escrever melhor, a formar opinião, a entrar em contato com as palavras, a estimular o nosso raciocínio, a refletir, a viajar sem precisar fazer as malas.

Livros nos enriquecem por dentro e por fora.

O resultado desse projeto mostrou que as pessoas leem sim, mas ainda sentem uma certa dificuldade em manter a prática, seja pela falta de recursos financeiros, seja por ter que investir o dinheiro em outras prioridades. Mas, o projeto que contava com a desburocratização na forma do empréstimo, permitiu que muita gente unisse tempo livre a uma boa leitura, sem precisar mexer no bolso.

Eu faço votos e torço para que as pessoas que prestigiaram a iniciativa levem na bagagem o prazer e o gosto pela leitura, e que esta prática possa se estender aos outros meses do ano, e que não tenha sido apenas um amor de verão.

Informe 15.02.13

E começa a ano…Foto Luciane op2 copy

O título da nota parece meio piegas, mas é sempre assim. Depois da correria de ano novo, junto com muitas festas, é claro, chega o carnaval que, neste ano foi mais cedo. Agora é hora de voltar ao ritmo de normal de mais um ano. As aulas nos colégios estaduais começam hoje, na próxima semana, nas escolas particulares e municipais de Paranaguá. Com o ritmo de aulas começando, também vem aquelas preocupações com o trânsito em volta das escolas, o vai e vem das vans escolares, sem contar nos ônibus mais cheios naqueles horários pra ir pra escola e voltar para o almoço e depois na volta da escola no final de tarde. Esperamos aquela ajuda especial que o Departamento Municipal de Trânsito garante neste período do ano para dar mais tranquilidade tanto a alunos como aos pais.

Paranaguá ocupa diretoria do SERT

A nova diretoria do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Paraná (SERT)  tomou posse recentemente e Paranaguá está representada com a posse da administradora da Rádio Ilha do Mel, Paula Linhares. Segundo o novo presidente do Sindicato, há a intenção de preparar a jovem administradora para a presidência. Quando isso ocorrer, ela poderá marcando a história do Sindicato sendo a primeira presidente do sexo feminino. Paula Linhares assumiu como 2ª tesoureira. O Diretor Presidente é Carlos Henrique Agustini da FM Verde Vale.

Cassação em meio ao carnaval

O Carnaval não conseguiu disfarçar o processo de cassação da vereadora Laryssa Castilho. De acordo com um advogado de Paranaguá, o pedido de cassação é verídico e tem eficácia imediata fazendo com que a posse do suplente do próprio partido da candidata, ou seja, o Reinaldo do Cafezinho, assuma a cadeira. Laryssa, entretanto, pode responder exercendo o mandato, caso a Justiça assim determine.

Teve de tudo

Aliás, este período do carnaval deu o que falar. E não estou fazendo referência às musas do período carnavalescos. Estou falando, além da cassação da vereadora, ainda sobre a renúncia do Papa Bento XVI e da explosão de um barco na Ilha do Mel. Foi, realmente, um período cheio de notícias impactantes! Aliás, já transformaram a renúncia do Papa em campanha pela renúncia do Renan Calheiros, mas será que ele teria tamanha humildade!!!!

Novo Vereador

E o Pastor Reinaldo do Cafezinho assumiu a cadeira que era da vereadora Laryssa Castilho. Ainda não se sabe se o número de vereadores das bancadas de oposição e situação muda ou não.

Outras mudanças

Também são grandes os comentários sobre as alterações que o governador Beto Richa vem promovendo em seu secretariado. A nível local muitas conversas dão conta de que até o final do mês novos nomes estarão compondo a lista de auxiliares de Richa. Tem muita gente que não tem dormido bem nos últimos dias, à espera do que vem por aí.

Alep aprova instalação da Frente Parlamentar de Apoio ao Litoral

Os deputados da Assembleia Legislativa aprovaram na última terça-feira (5) um

Alceuzinho Maron

Alceuzinho Maron

requerimento dos deputados Ney Leprevost (PSD) e Alceu Maron Filho (PSDB) à Mesa Executiva, solicitando a instalação da Frente Parlamentar de Apoio ao Litoral Paranaense. Segundo os parlamentares, o objetivo dessa Frente é defender os avanços e a promoção do desenvolvimento desta importante região do Paraná.
Leprevost e Maron Filho citam como prioridade a necessidade de investimentos em infraestrutura, geração de empregos, atenção à saúde, segurança, mobilidade, além de apoio as demais iniciativas que busquem a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.
Recentemente, a mobilidade e os problemas de infraestrutura no Litoral motivaram uma reunião na Assembleia, proposta por Leprevost.
O encontro contou com a presença de representantes dos municípios, do Governo do Estado e de diversas entidades de classe, que aprovaram a proposta de colocar o assunto em pauta de forma permanente, não apenas durante a temporada de férias.