Nos últimos meses uma cena é comum no Litoral paranaense. Advogados circulam induzindo os pescadores a assinarem procurações com a promessa de agilizarem o recebimento das indenizações em relação aos acidentes ocorridos com os navios Norma com nafta, Vicuña com combustível e do rompimento do poliduto OLAPA.
Atendendo ao receio de dano aos pescadores, solicitado pela Federação dos Pescadores do Estado do Paraná, bem como as colônias de pescadores Z1 de Paranaguá, Z2 de Guaraqueçaba e Z8 de Antonina, que protocolaram recurso de agravo de instrumento junto ao Tribunal de Justiça do Paraná, a Desembargadora Regina Afonso Portes concedeu nessa terça-feira (29) ANTECIPAÇÃO DE TUTELA em favor dos pescadores do Litoral, suspendendo os efeitos dos contratos e das procurações questionadas, impedindo que novas procurações sejam juntadas aos autos; suspendendo qualquer ato de expedição de alvará ou levantamento de valores e suspende também todas as ações individuais em que já foram juntadas as procurações e contratos nos processos de indenização dos pescadores em nome dos advogados Levi de Andrade, Jorge Luiz Mohr e Anne Ozga Ricardo.
No início desse ano, os pescadores teriam sido abordados pelo escritório do advogado Levi de Andrade e de Jorge Luiz Mohr, com falsas promessas de agilização do recebimento da indenização, aumento do valor indenizatório a ser recebido e de trabalho gratuito. No entanto, além dos processos já estarem transitados em julgados, ou seja, sem possibilidade de alteração da sentença e quanto mais de valores, o contrato assinado pelos pescadores continha valores de honorários de 30%, superior ao contrato firmado junto aos advogados iniciais da causa.
Para o presidente da Federação Paranaense de Pescadores a definição do Tribunal de Justiça é a vitória merecida e que deve ser comemorada pelos pescadores. “Nosso processo demorou doze anos para finalizar. Agora que falta apenas a expedição do alvará pelas juízas, esses advogados começaram a atrapalhar todo o andamento, gerando dúvidas e amedrontando a classe”, enfatiza Edmir Ferreira.
Com a definição do Tribunal de Justiça as ações dos pescadores que têm procurações, contratos ao escritório já citado e levantamento de valores unicamente desses processos estão suspensos.
Cabe ao pescador que foi lesionado, procurar a Ordem dos Advogados do Brasil, a Federação Paranaense de Pescadores ou as colônias de pescadores para buscarem medidas judiciais cabíveis para cancelar as procurações e contratos com o intuito de revogar tais documentos.
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Comerciante sofre com tráfego de caminhões na avenida Ayrton Senna
Empresas que atuam na Avenida Ayrton Senna têm sentido a mesma dificuldade que muitos motoristas que usam aquela via, principalmente, para sair de Paranaguá.
A principal dificuldade fica próxima da rotatória do Parque São João quando há uma concentração de caminhões tanto parados nas marginais, nas “calçadas” inexistentes ou transitando pela rodovia rumo a algum bairro ou saindo da cidade.
Por e-mail, o empresário Agostinho Sloboda encaminhou várias fotos que denunciam as condições precárias e a concentração de caminhões que prejudicam, tanto o trânsito como o próprio estabelecimento comercial instalado naquele local.
“Isso vem acontecendo há vários meses na frente da Casa do Caminhão e na frente de mecânicas”, diz ele. “Socorro, autoridades. Temos contas para pagar!”, desabafa.
A dificuldade com caminhões naquele trecho é rotineiro. Sair de Paranaguá, por exemplo, pela avenida Ayrton Senna, é correr o risco de perder uma consulta em Curitiba, o que já aconteceu com algumas pessoas porque o fluxo de caminhões é intenso e o tráfego não flui facilmente.
Todos os comerciantes próximos ao local enfrentam a mesma dificuldade e aguardam providências das autoridades.
Conexão Social
Crônica do Dia
Por: Kátia Muniz cronicaskatia@live.com
A morte é sempre uma perda devastadora em qualquer circunstância. Mas a gente passa boa parte da nossa vida sem pensar nela. Só quando o tempo vai avançando, avançando, e as velinhas já não cabem em cima do bolo, de tantas que são, é que começamos a assimilar com maior clareza essa única certeza da vida.
A gente tem essa mania de se iludir quando o assunto é a finitude, mas a morte nos ronda e nos espreita a todo o momento. Ninguém está livre de uma bala perdida, de um acidente de trânsito, de uma doença grave, podendo esses exemplos culminar em finais trágicos, tenha você 1 ou 80 anos.
E morrer jovem redobra a dor para quem fica. O curso normal é envelhecer e só depois morrer. Ocorrendo antes é uma alteração de percurso, é inaceitável, é um erro, uma falha.
Estou nessa introdução que já tomou três parágrafos para falar sobre o livro “Paula” da escritora Isabel Allende.
Nele, a autora narra sua infância, sua juventude, o golpe militar de 1973 no Chile e a morte precoce da sua filha.
Mesmo falando de um assunto que não é brando, a história nele retratada é de uma força espetacular. Seus registros acompanham a longa trajetória da filha no hospital e foi escrito com o intuito de serem entregues a Paula, quando ela, enfim, se libertasse do drama.
Com uma narrativa cheia de detalhes, a autora consegue nos carregar para dentro daquele hospital, onde os minutos se arrastam em anos. Há a luta constante na busca de todo tipo de recurso para a cura da doença e o entendimento de que num determinado momento não há mais nada a se fazer.
Não deve ser fácil para uma mãe ou pai ver seu filho ou sua filha indo embora aos poucos, em pequenas doses, atravessando os dias sem nenhum sinal de melhora, ou tendo em poucos minutos o quadro agravado. Mas, infelizmente isso acontece, aqui, ali, acolá e em toda parte.
Amanhã será Dia de Finados, por esse motivo resolvi abordar o assunto.
Finitude também faz parte do cotidiano e a nossa maior dificuldade consiste justamente em não saber com ela lidar.
Opiniões
Festa do Rocio começa domingo com duas procissões
Será realizada a 1a Procissão com Cavalgada e a 3a Procissão Ciclística em homenagem à Padroeira do Paraná
A tradicional Festa de Nossa Senhora do Rocio, padroeira do Paraná, realizada em Paranaguá, completa 200 anos. As comemorações começam no dia 3 de novembro e se estendem até o dia 17. A organização tem a expectativa de receber 550 mil visitantes ao longo das duas semanas do evento.
A novidade deste ano é a indulgência plenária. De acordo com informações do bispo diocesano de Paranaguá, dom João Alves dos Santos, como a festa está no ano jubilar, os fiéis que participarem de missas, novenas e confissões receberão o perdão de todos os pecados. A indulgência plenária é concedida a cada 25 anos no Santuário e é semelhante a que foi concedida pelo papa Francisco para os participantes da Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, em julho.
Procissões
A festa contará com procissão motorizada, ciclística e marítima, além da primeira edição com cavalos. O ponto alto será a tradicional procissão solene, que também é conhecida como “procissão dos milagres”, que é a segunda maior do Brasil, atrás apenas do Círio de Nazaré. Em 2012, 150 mil pessoas participaram desse evento. O reitor do Santuário do Rocio, padre Sérgio Campos, espera que esse número seja ainda maior. “Esperamos que participem em torno de 180 mil pessoas neste ano”, afirma.
Neste domingo, dia 03, às 9h, acontece a 1a Procissão Cavalgada com Nossa Senhora do Rocio e às 16h, está marcada para começar a 3a Procissão Ciclística com saída da Rádio Difusora.
TRT mantém dissolução e multa contra cooperativa
Presidente diz que vai recorrer da decisão e que o trabalho ocorre normalmente

O presidente da Cooperativa, José Pereira de Jesus, disse que, além do recurso, a cooperativa continua trabalhando normalmente
O Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR) manteve a decisão, de primeiro grau, que determinou a dissolução da Cooperativa de Transportes de Cargas e Anexos Ltda, Coopanexos, que há 50 anos atua no Porto de Paranaguá.
A cooperativa tem como sócios mais de 200 proprietários de veículos que subcontratavam motoristas para o transporte de cargas e, segundo o TRT-PR, tal prática se configura em desvio de finalidade e fraude trabalhista.
Conforme a denúncia do Ministério Público do Trabalho na ação civil pública que deu origem ao processo, a grande maioria dos cooperados nem sequer dirigia seus caminhões. Apenas tinham uma licença de operação, com a qual terceirizavam o serviço. A própria cooperativa admitiu na defesa que há cooperados empresários, médicos, portuários e de outras profissões.
“A verdadeira cooperativa de trabalho deve ser criada e formada por profissionais autônomos, que exerçam a mesma profissão, unindo esforços para obter vantagens ao próprio empreendimento, prestando serviços sem nenhuma intermediação nem subordinação, seja perante terceiros, seja em face da cooperativa, disseram os magistrados da Quarta Turma do TRT-PR.
A cooperativa interpôs recurso (embargos de declaração) contra a decisão, que deve ir a julgamento nos próximos dias pela Quarta Turma do TRT do Paraná.
O presidente da Cooperativa, José Pereira de Jesus, disse que, além do recurso, a cooperativa continua trabalhando normalmente.
Trânsito: um abacaxi para o prefeito descascar!
O prefeito de Paranaguá, Edison de Oliveira Kersten, concedeu, na manhã de quinta-feira (31), uma entrevista exclusiva ao programa Voz do Litoral, da TVCi, apresentado pelo comunicador Tony Lagos. Durante o bate-papo, dentre outros temas, o alcaide comentou a questão do tráfego intenso da cidade, demonstrando especial atenção ao caso do trânsito de caminhões fora da região portuária.
“Existe um decreto-lei de 1995 que regulariza o transporte de tráfego pesado na cidade. Segundo essa lei, as empresas que operam com caminhões são obrigadas a terem pátio de estacionamento e não devem usar as ruas da cidade para isso. Discuti o assunto com a equipe ontem e vamos, agora, fazer uma reunião com o Porto e a Câmara e, em seguida, com a Aciap para começarmos a exigir o cumprimento da legislação”, explicou o prefeito, referindo-se ao decreto-lei 1912/1995.
Esse é um verdadeiro abacaxi, mas que precisa ser descascado. Até que enfim alguém vai por o dedo nesta ferida! Essa reunião precisa ser realizada porque a lei determina que as empresas, que operam com caminhões, devem manter pátio para estacionar seus veículos, retirando-os de lá somente no momento de se deslocarem até o porto. As empresas têm um tempo para se adaptar e, se não cumprirem, podem sofrer multas ou, em caso extremo, o cancelamento do alvará de funcionamento.
Até agora, pelo que sei, a lei tinha sido lembrada, mas nunca aplicada.
Finados: Proprietários têm prazo para limpeza de túmulos
Dia de finados acontece amanhã e como de costume, é comum, os cemitérios receberem maior fluxo de pessoas que visitam os túmulos. E como sempre, os proprietários dos túmulos têm a responsabilidade de fazer a limpeza dos mesmos já que têm a concessão dos lotes. Para isso são estipulados prazos.
Paranaguá tem quatro cemitérios. Em três deles, o prazo para limpeza terminou durante a semana. São os cemitérios localizados na Vila São Vicente, na Ilha dos Valadares e em Alexandra. No cemitério Nossa Senhora do Carmo, os donos de túmulos tem até hoje para limpar e fazer a manutenção necessária.
Importante lembrar que só será permitida a limpeza no horário comercial.
Durante essa semana, a equipe da Secretaria Municipal do Meio Ambiente promoveu serviços nos cemitérios com capinação, pintura de meios-fios e muros.
De acordo com o responsável pelo cemitério Nossa Senhora do Carmo, haverá duas missas no Dia de Finados, na Capela Municipal.
Uma missa acontecerá às 9h e outra às 17h.




