Apenas um navio foi alvo de sindicância após medidas de segurança no porto

IMG_4151Em 2006, a Associação Nacional de Exportadores de Cereais (ANEC) registrou a insatisfação de seus representados com o cenário de aparentes diferenças entre o peso manifestado da carga e o recebido no destino.

Com isso, Paranaguá viu muito de seus clientes procurarem outros portos para escoarem seus produtos. As seguradoras internacionais levantaram os prêmios das apólices dos produtos escoados pelo Porto de Paranaguá. Além disso, governos de alguns países importadores registraram queixas junto ao governo brasileiro buscando coibir diferenças entre o que compravam e o que recebiam.

Hoje, o cenário em Paranaguá é completamente diferente. Os prêmios das seguradoras  estão em níveis padrão; há grande procura para embarcar no Corredor de Exportação e nenhuma reclamação mais foi registrada por diferenças de cargas – sejam elas da parte de governos, agentes ou armadores.

O superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Henrique Dividino, explica ainda que os trabalhos para coibir os problemas de diferença de cargas continuam. “Não paramos somente nestas ações, estamos trabalhando, junto com o Instituto de Pesos e Medidas (IPEM-PR), no desenvolvimento de novos componentes na área de automação das balanças de fluxos, denominados “Sistema Antifraude”, que têm por finalidade ampliar os critérios e regimes de confiabilidade dos sistemas”, explica.

Tanto a APPA como a Associação dos Operadores do Corredor de Exportação de Paranaguá (AOCEP), trabalharam num projeto de pesquisa nos embarques.

Foram acompanhados os embarques de 1.655 navios que embarcaram grãos em Paranaguá, de oito diferentes terminais, para aferir as eventuais diferenças entre a carga programada para carregamento e a carga realmente embarcada nos navios. Do universo estudado, 1.655 navios, apenas quatro apresentaram diferença de carga superior a 1%, o que representa 0,24% do total.

Do universo de 1655 navios, apenas quatro apresentaram diferenças superiores aos limites estabelecidos. É importante lembrar que estes limites são estabelecidos mundialmente em função das características da operação “embarque a granel”.

 Dos quatro navios que apresentaram diferença de carga superior a 1%, apenas um deles ocorreu em 2012. Com a edição das novas medidas, este foi o primeiro navio a ser alvo de sindicância. Os resultados do processo foram imediatamente encaminhados à Receita Federal e Policia Federal, a quem cabe as providencias legais pertinentes.

De acordo com a AOCEP, este trabalho de recuperação da credibilidade do Porto perante o mercado internacional explica a intensa procura por Paranaguá para a exportação de grãos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *