Debater ações efetivas para solucionar o problema do lixo marinho e suas consequências para o turismo ecológico, para pesca e saúde humana. Este foi o objetivo da primeira Conferência Livre do Meio Ambiente sobre Lixo Marinho, promovida pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, em Paranaguá, neste mês de agosto.
Na Conferência também foram abordados temas como a situação do lixo no Litoral paranaense, o lixo marinho encontrado na pesca artesanal, o efeito do lixo marinho nas espécies ameaçadas e a responsabilidade sobre o lixo dos navios mercantes. Este último tema foi apresentado pela Primeiro-Tenente (RM2-T) Renata Giacomitti, Assessora Jurídica da Capitania dos Portos do Paraná (CPPR).
Em sua apresentação, a oficial apresentou a questão da poluição marinha, com enfoque nos navios mercantes e nas atribuições da Marinha neste cenário, atuando como agente fiscalizador de ações que envolvam a poluição hídrica.
Durante a conferência, o oceanógrafo Paulo Fernando Garreta Harkot, mestre em saúde pública e epidemiologia e coordenador do Projeto Lixo Marinho em Santos, disse que 80% do lixo encontrado no mar são gerados pelas pessoas nas cidades. “Apenas 20% do lixo encontrado no mar é oriundo de navios, atividades pesqueiras e petrolíferas. O lixo que hoje está nas ruas, amanhã pode estar no mar”, destacou o oceanógrafo.
Conferência
Evento inédito no Paraná, a conferência reuniu cerca de 400 pessoas, entre moradores dos sete municípios do Litoral paranaense e de 15 Ilhas da região. Entre os participantes estavam representantes do Instituto “Parceiros do Mar” e do Projeto “Surf Seguro”, Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de Paranaguá (Fafipar), Instituto Mar Brasil, Marinha do Brasil, escolas, universidades e comunidades do Litoral.
Na oportunidade, foram apresentadas propostas para a coleta e destinações do lixo urbano e marinho. As propostas aprovadas serão cadastradas em um sistema do Ministério do Meio Ambiente e enviadas diretamente à 4ª Conferência Nacional de Meio Ambiente, que nesta edição tem como tema os resíduos sólidos.
