Uma das emendas ao relatório final do inquérito contra a CAB – Águas de Paranaguá, derrubada pelo plenário sugeria a suspensão da aplicação do produto “enzbio” (enzimas), uma espécie de “tratamento biológico” de esgotos, que segundo apurou o vereador Adalberto Araújo (PSB), não possuía licenciamento do IAP e nem havia comprovação de sua eficácia e dos efeitos causados no meio ambiente.
Durante coletiva de imprensa, o presidente da CAGEPAR, Waldyr Campos, teria afirmado que a auditoria concluída pela empresa este mês, confirmou a inexistência de licenciamento ambiental do produto pelo IAP e também a ausência de comprovação da eficácia desse tipo de tratamento. Ao contrário, análises físico-químicas realizadas em amostras de alguns rios da cidade, acusaram a presença de mais de 16 milhões de coliformes fecais, quando o limite seria de pouco mais de 2 mil.
“Essa é uma demonstração irrefutável de que estava correto ao sugerir, em meu ‘voto em separado’ e também através de emenda parlamentar, a suspensão da aplicação desse produto e a investigação de possível cometimento de crime ambiental”, disse Adalberto, para quem “isso é um escândalo, esse tipo de tratamento é uma farsa, um engodo utilizado pela empresa para diminuir investimentos no sistema e cobrar taxa de esgotos da população”. Waldyr Campos afirmou ainda que em função dessas irregularidades, a aplicação do produto está suspensa desde novembro do ano passado.
O vereador irá requerer uma cópia da auditoria realizada pela CAGEPAR, pois acredita que outras questões levantadas por ele na comissão que investigou a CAB, serão comprovadas por esse estudo técnico. “Isso mostra que atuei com base em fatos concretos, de forma séria e responsável com a população”, finalizou.