Na véspera da convenção petista que lançou a campanha de Dilma Rousseff à reeleição no sábado (21), o PTB decidiu deixar a coligação da presidente para apoiar o rival Aécio Neves (PSDB).A reviravolta transfere para o tucano cerca de 40 segundos em cada bloco de propaganda eleitoral na TV. As informações são da Folha de S. Paulo.
Além disso, representa um baque no momento em que Dilma tenta mostrar força e estancar a queda nas pesquisas de intenção de voto. O apoio dos petebistas era dado como certo no comitê da presidente. Em maio, ela foi à sede do partido para celebrar a união em almoço. O PTB, no entanto, estava contrariado com o Planalto desde o início do ano. Seus dirigentes se sentiram preteridos na reforma ministerial, feita justamente para ampliar o tempo de Dilma na TV.
Por semanas a fio, o partido ouviu que seu presidente, o ex-deputado Benito Gama (BA), seria nomeado para o Ministério do Turismo. Dilma trocou os ocupantes de diversas pastas sem cumprir a promessa. Irritado, Gama disse no início de fevereiro que abria mão do cargo.
O apoio do PTB a Aécio era defendido desde o ano passado pelo ex-deputado Roberto Jefferson, que está preso no Rio e presidiu o partido até ser condenado no processo do mensalão. Ele foi obrigado a ceder à maioria da bancada no Congresso, que preferia apoiar Dilma e manter boas relações com o Planalto.