O que era para ser uma festa do esporte paranaense se transforma a cada ano em uma vitrine de estrelas. Em sua terceira edição na noite desta quarta-feira no Centro de Convenções de Curitiba, o Prêmio Orgulho Paranaense foi marcado pela emoção de verdadeiros guerreiros vencedores. A maior honraria do esporte do Paraná premiou os melhores na presença de gigantes do esporte, como Emanuel e Leila, ícones do vôlei de praia e do voleibol, Daniele Hipólito, da ginástica, Luisinho, atacante do Paraná Clube, e Evandro Rogério Roman, secretário do esporte e turismo do Governo do Paraná.
“Nosso intuito no primeiro ano era justamente esse. Reunir a comunidade esportiva e mostrar ao povo do Paraná nossos valores, nossos vencedores aqui dentro e lá fora também. Valorizar nossas conquistas, nossas revelações e reverenciar pessoas que contribuíram ao longo do tempo com o esporte paranaense”, destacou o secretário Evandro Roman.
Durante a cerimônia, os momentos de angústia diante da revelação do vencedor deram espaço para o verdadeiro espírito do Orgulho Paranaense. A estatueta, produzida pelo artista plástico Alfi Vivern, argentino radicado no Paraná, que representa a força do atleta em busca da superação dos limites ganhou sentido quando o paratleta Augusto Luis Avila, subiu ao palco e foi anunciado como vencedor da categoria paradesporto de rendimento.
A vitória do esporte na vida do jovem de Paranaguá, de apenas 14 anos, motivou o público a fica de pé e aplaudir durante quase um minuto o “Orgulho Paranaense”. Augusto segurou a estatueta como se quisesse expressar que mesmo com toda limitação ele se tornou um vencedor.
“Foi o momento mais marcante das três edições do Orgulho Paranaense” destacou Jaqueline Alberge Ribas, coordenadora do projeto na Secretaria do Esporte.
A indicação do atleta Augusto foi feita pelo desempenho que ele teve no Campeonato Mundial de Petra, na Dinamarca, conquistando três títulos mundiais e quebrando o recorde mundial do dinamarquês dono da marca no ano anterior.
“Falar do Augusto me enche de orgulho, um garoto que nasceu prematuro de quase 6 meses, permanecendo na UTI durante meses, uma garra enorme para sobreviver e mostrar que precisaria de muito mais que uma lesão cerebral para mostrar o seu potencial, filho de uma mulher guerreira que sempre correu atrás de tudo pelo seu filho, Alexsandra, e que há 7 anos confiou no meu trabalho me deixando reabilitar o seu filho”, diz o fisioterapeuta Wilson Junqueira Neto que esteve ao lado do atleta todo o tempo.
“Hoje eu vejo muito mais que um paciente atleta, ainda não sei a sensação de ser pai mas se for a mesma coisa que eu sinto pelo Augusto é algo maravilhoso”, completa o profissional.