| Por Loraine Landgraf | |
| Neste domingo, 21 de junho, é celebrado o Dia Nacional de Combate à Asma. A doença está entre as três que mais geram custo ao Sistema Único de Saúde (SUS) – em torno de R$ 111 milhões ao ano – e a quarta maior causa de hospitalização. De acordo com especialistas, a asma é uma doença que afeta cerca de 10% a 25% da população brasileira, sendo responsável, anualmente, por 400 mil internações hospitalares e um número incontável de atendimentos ambulatoriais, principalmente, em salas de urgência e de faltas ao trabalho e à escola. A asma é uma doença de origem genética que se acompanha de uma inflamação dos brônquios – caracterizada pelos sintomas de tosse, sensação de aperto no peito, respiração curta e chiado no peito. É importante que a asma seja reconhecida como uma doença alérgica e diagnosticada precocemente para que seja controlada. Na maior parte dos casos, ela é diagnosticada na faixa dos seis anos de idade ou então na adolescência e na fase adulta. Poucos são os casos diagnosticados antes dos dois anos de idade, fase na qual 80% dos pacientes já apresentam a primeira crise. Existem vários tipos de remédios para tratar a asma, mas pode-se dividir em dois grupos: Remédios aliviadores – para aliviar sintomas e tratar as crises da doença; Remédios controladores – que atuam na inflamação dos brônquios, controlam a doença e evitam novas crises. O tratamento pode ser feito com a utilização de medicações por via inalada sob a forma de sprays, nebulização ou como inaladores de pó seco. Um grande avanço no tratamento da asma foi a descoberta dos corticóides inalados, medicamentos que tratam a inflamação dos brônquios presente na asma. Estes remédios podem ser usados em adultos e crianças, por tempo prolongado, para controlar a inflamação dos brônquios e evitar as crises. Outra maneira importante de prevenir as crises de asma é ressaltar que a higiene ambiental deve ser feita com rigor na casa dos pacientes que sofrem com a doença. Já os custos da asma podem ser divididos em três tipos: os diretos (aqueles que podem ser calculados, como médicos, serviços de ambulância, cuidados domésticos, medicamentos e hospitalizações), os indiretos (relacionados a faltas ao trabalho, direitos previdenciários, faltas escolares, redução de produtividade) e os incalculáveis (o sofrimento humano, do paciente e da família). A maneira mais eficaz de reduzir os custos da asma é controlar a doença, por meio de diagnóstico e tratamento adequados. Para evitar as crises e internações, é fundamental buscar orientação médica especializada e seguir o tratamento prescrito. *DRA LORAINE LANDGRAF |
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