Seis dos sete prefeitos da região discutiram na manhã de ontem, na sala de reuniões da Prefeitura de Paranaguá, a situação do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Litoral do Paraná (Cislipa), responsável pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A dívida herdada pelo novo grupo de administradores é de R$ 1.679.566,89, incluindo vencimentos de médicos do mês de novembro e folha de pagamento de todos os funcionários de dezembro, além de encargos trabalhistas e gastos com luz, água, telefone e manutenção do prédio onde funciona a Central de Regulação e das ambulâncias.
A reunião começou com a eleição, por unanimidade, do prefeito de Antonina, João Ubirajara Lopes (Domero), como presidente da Associação dos Municípios do Litoral do Paraná (Amlipa), tendo a prefeita Evani Justus, de Guaratuba, como vice-presidente. Ficou decidido que os mesmos cargos passam a ser ocupados por eles também no Cislipa.
O prefeito Mário Roque também esteve presente à reunião, bem como o de Pontal do Paraná, Edgar Rossi, de Morretes, Hélder Teófilo dos Santos, e a prefeita de Guaraqueçaba, Lílian Ramos. Faltou apenas o chefe do Executivo de Matinhos, Eduardo Dalmora. O vice-prefeito de Paranaguá, Edison de Oliveira Kersten, que é médico, acompanhou o encontro e vai auxiliar a equipe do Samu.
Pelos dados apresentados por técnicos que atuam no Samu, os municípios do Litoral e os governos do Estado e federal devem cerca de R$ 1 milhão em repasses. Para que as dívidas deixem de existir haverá parcelamento de tributos federais e negociação, principalmente com os médicos, tendo em vista que houve erro no valor estabelecido que eles recebem hoje. São R$ 117 por hora trabalhada, enquanto a média no Paraná não passa de R$ 90.
“Temos que resolver isso o quanto antes. Não dá mais para esperar, porque essa dívida vai virar algo ainda muito maior”, alertou o prefeito Roque. Assim como ele, outros prefeitos acreditam que os gestores anteriores tanto do Cislipa como do Samu devem ser penalizados pelos problemas financeiros constatados.
Domero agradeceu a indicação dos outros prefeitos para assumir o cargo e adiantou que vai se empenhar para resolver essa e outras questões. “Temos que nos unir e defender uma só ideia para o melhor do litoral. Vamos colocar em dia essas questões do Samu e continuar trabalhando para melhorar ainda mais esse serviço”, afirmou ele.
Outra estratégia para melhorar o funcionamento do Samu é fazer a adequação dos repasses. Quanto aos valores compulsórios federal e estadual será criado um único fundo municipal mediante pactuação bipartite. Haverá ainda desconto dos valores de rateio diretamente do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Ficou definido ainda que será feito estudo para substituição de funcionários, que poderão ser cedidos pelos próprios municípios, dependendo da função, para diminuir os custos.
