Prefeitos do Litoral estiveram reunidos, ontem, em Paranaguá para decidir questões relacionadas ao Consórcio Intermunicipal de Saúde do Litoral- Cislipa que tem como principal serviço a administração do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
Depois de um início de ano conturbado e com várias manifestações por parte dos funcionários que estavam com salários atrasados, sem contar com as condições precárias de trabalho já que muitas ambulâncias estão sem manutenção, ficou decidido que o prefeito de Paranaguá, Mário Roque, assumirá o Cislipa pelo prazo de 90 dias.
Nova rodada de conversa deve ser feita, após este período, para definir o presidente em definitivo.
De acordo com informações divulgadas pela assessoria de imprensa da Prefeitura de Paranaguá, as dívidas envolvendo o Cislipa chegam à ordem de R$ 1,4 milhão.
Os quatro prefeitos presentes à reunião decidiram, de forma unânime, processar judicialmente os responsáveis pela situação do Samu. “Eu, pessoalmente, vou processar todos os envolvidos. No ano passado fiquei afastada do Cislipa por motivos pessoais e
quando retornei, em setembro, exigi prestações de contas, mas omitiram documentos e não nos passaram a situação real das coisas. Para mim, ocorreu foi cambalacho, não tem outro nome”, explicou a prefeita Evani Justus, que é presidente da Associação dos Municípios do Litoral do Paraná (Amlipa).

