Os estivadores dos portos de Santos e Paranaguá entraram em greve às 13h desta terça-feira por conta de divergências em relação à Medida Provisória 595, a chamada MP dos Portos, que neste horário estava em análise na Câmara dos Deputados, informou a Federação Nacional dos Estivadores.
“Querem intervir no acordo que foi feito… que não foi incluído no relatório da MP”, disse à Reuters por telefone o presidente da Federação Nacional dos Estivadores, Wilton Ferreira Barreto. A paralisação já havia sido anunciada no plenário da Câmara pelo deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, que também é presidente da Força Sindical.
No porto de Santos (SP), o maior da América Latina, os únicos carregamentos que estavam sendo realizados eram por máquinas e esteiras, de acordo com a administração do terminal. Entre esses carregamentos que não precisam de mão de obra está o de grãos.
Em Paranaguá, importante porto para as exportações de grãos do país, nenhuma embarcação estava sendo carregada, de acordo com a administração da unidade.
Para Paulinho, a MP da maneira que está tira direitos dos trabalhadores do setor. Ele defende que a contratação nos novos terminais portuários também seja feita por meio dos Órgãos Gestores de Mão de Obras (Ogmo).