Em ano pré-eleitoral, Dilma promete dinheiro para as prefeituras

Discurso da presidente terminou com gritos de parte da plateia que esperava anúncio sobre fundo para cidades

4147285FC820AB992E1943E1AF49F7Há anos venho fazendo matérias de prefeitos acompanhando a Marcha em Defesa dos Municípios quando vão até Brasília com o pires na mão. Neste ano, mais especificamente, na manhã de hoje, a presidente Dilma Rousseff anunciou a liberação de R$ 3 bilhões a prefeituras brasileiras. Mas a situação não acabou bem, porque os prefeitos insistem – os de hoje e de ontem – num maior percentual para o Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Interrompida mais de uma vez durante seu discurso, a presidente terminou sua participação no evento sob gritos de parte dos que esperavam que Dilma falasse sobre o Fundo de Participação dos Municípios.

Antes da fala de Dilma, o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, sinalizou que, entre as expectativa dos gestores com o encontro, estava a de avançar na discussão sobre o fundo de desenvolvimento municipal, nos moldes do Fundo de Participação dos Estados (FPE), que rateia entre os governos estaduais recursos arrecadados com o Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Ao sinalizar que terminaria o discurso sem abordar o assunto, alguns dos presentes começaram a gritar “FPM”. Logo depois dos primeiros gritos, Dilma – que ainda discursava – desabafou: “Vocês, como prefeitos e prefeitas, sabem; e eu, como presidenta, sei, que não tem milagre e que fazer milagre na gestão pública não é verdade. Acho que precisamos fazer um esforço para o que é emergencial.”

Uma parte da plateia tentou conter os gritos dos demais manifestantes, mas o barulho continuou mesmo após a saída de Dilma do evento. O protesto acabou dividindo os prefeitos em dois grupos. A vaia, portanto, não foi generalizada. Não foi a primeira vez que a presidente virou alvo de críticas dos prefeitos. Na marcha do ano passado, eles a vaiaram por causa da questão dos royalties do petróleo. Nessa terça, a ausência de Dilma na abertura oficial do evento também foi recebida com vaias por parte dos participantes.

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