Safra de milho desvia de Paranaguá?

imagesParte da supersafra de milho de inverno do Centro-Oeste do país e inclusive do Paraná vem sendo exportada por uma rota alternativa. O prazo de espera para carregamento de grãos no Porto de Paranaguá, que pode chegar a 90 dias, tem feito o setor produtivo direcionar cargas para os portos de São Francisco do Sul (SC) e Rio Grande (RS), percorrendo 500 quilômetros a mais dependendo do destino. O setor afirma que a agilidade dos portos vizinhos acaba compensando os gastos com frete.

“Paranaguá está muito complicado. Em São Francisco do Sul, o trabalho de descarregamento não ultrapassa 12 horas”, afirma Jaime Alfredo Binsfeld, presidente da Fiagril, trading que atua em 10 municípios mato-grossenses e que não tem enviado cargas para Paranaguá. A empresa prioriza a entrega o cereal no Porto de Santos (SP), a cerca de 2 mil quilômetros de sua sede em Lucas do Rio Verde (Médio-Norte de MT). A distância maior – de 90 quilômetros – e mais um pedágio no percurso resulta em acréscimo de R$ 5 a R$ 10 por tonelada no frete, segundo Binsfeld.

O superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino, diz que maior parte dos navios que está na fila não tem carga programada. “Eles vêm e se posicionam na baía porque sabem que uma hora a carga terá de sair. O porto é público. Em Rio Grande, os terminais são privados e podem selecionar quem entra para carregar. Mesmo que estivéssemos totalmente livres, não acredito que todo esse milho de Mato Grosso desceria, porque não tem preço nem mercado para o milho”, afirma. (Fonte: Gazeta do Povo)

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