MP e Procuradoria da República apresentam Ação Civil Pública contra marinas no Litoral

Aproximadamente, 1.500 proprietários de embarcações podem ter prejuízos

O promotor de Justiça do Ministério Público do Paraná, Alexandre Gaio e o Procurador da República do Ministério Público Federal, Alessandro José Fernandes de Oliveira assinam a Ação Civil Pública movida contra as marinas de todo o Litoral.

A ação, segundo o documento encaminhado ao Juiz Federal da Subseção Judiciária de Paranaguá, visa coibir problemas ambientais que as marinas provocam impedindo a regeneração de vegetação em área de preservação permanente. Eles afirmam que há marinas que atuam sem autorização do órgão ambiental competente.

Eles querem garantir a integridade e a recuperação da área degradada, terreno da marinha e bem público de uso comum do povo, além de estarem em área de preservação permanente.

As invasões nas áreas de manguezal existentes no município tiveram seu início a partir da fundação da cidade, em 1642, e a cada momento histórico, justificaram-se como instrumentos indispensáveis ao desenvolvimento urbano, industrial e portuário. “Estima-se que o Município de Paranaguá já perdeu 40% das áreas de manguezal, sendo que desse total, 20% da vegetação foi antropizada nas últimas duas décadas”, diz o documento.

“As marinas comerciais são fruto da expansão urbana desenfreada que vem ocorrendo junto a ambas as margens do rio Emboguaçu e na margem esquerda do rio Itiberê e devem ser compreendidas como um expressivo fato: de degradação ambiental”, reforçam os advogados no documento.

As marinas servem como garagem náutica para, aproximadamente, 1.500 embarcações nos municípios do Litoral e, a maioria está há mais de 50 anos no mesmo local.

A ação civil pública pede a expedição de um mandado liminar para restrição ao direito de propriedade, visto que as áreas são de marinha e pertencem à União. A ação ainda pede a interdição judicial das marinas e a colocação de placas na frente do imóvel dizendo que está interditado.

Eles ainda pedem a demolição da marina e demais edificações bem como remoção manual e cuidado do aterro próximo ao limite da camada de solo original.

O JuizFederal, Vicente de Paula Ataíde Júnior, diz que “muito embora haja indícios relevantes da plausibilidade do direito invocado e vigorem no Direito Ambiental os princípios da precaução e da prevenção, tenho que, no caso concreto, diante dos vários anos de operação da marina, faz-se oportuno, antes, a oitiva da parte contrária”.

Com isso, a marina em questão deve fazer contestação e esclarecendo sobre licenciamento ambiental do empreendimento ou qualquer outro tipo de autorização de órgãos ambientais para edificação em área de preservação permanente.

Atletas do Rio Branco realizam avaliações físicas

Rio Branco, de Paranaguá, em ritmo pesado para o Campeonato Estadual

Treze atletas do elenco do Rio Branco realizaram, na manhã desta quinta-feira (22), uma bateria de avaliações físicas importantes para sequencia dos trabalhos da pré-temporada. Os testes foram acompanhados pelo preparador físico, Fabiano Rinaldi, e pelo preparador de goleiros, Oberdan Araújo. As atividades aconteceram no Laboratório do Exercício Físico, da Faculdade Dom Bosco, em Curitiba.

O objetivo das avaliações é para auxiliar os preparadores para o período de trabalho antes do Campeonato Paranaense 2013. Durante os testes, a composição corporal dos atletas foram medidas, além da realização dos testes de impulsão horizontal, neuromuscular, de força e de mader, realizado na esteira, para avaliar a capacidade cardiorrespiratória dos jogadores.