Por: Kátia Muniz cronicaskatia@live.com
Na quinta-feira, dia 05 de setembro, a Biblioteca Pública Mário Lobo abriu o projeto Um Escritor na Biblioteca, com o renomado escritor Milton Hatoum.
Autor de vários títulos, entre eles o romance Dois Irmãos. Milton relatou com muito bom humor sobre sua infância em Manaus, seus estudos, sua ida para o exterior e a iniciação na carreira literária. Deu sua opinião sobre os atuais livros estrangeiros, que viraram febre, ironizou a ponta que fez no filme Órfãos do Eldorado, baseado em um de seus livros, e leu a crônica, Conversa com a matriarca, que faz parte de seu mais recente título, Um solitário à espreita. Tudo isso como se estivesse no sofá de sua casa. Milton estava à vontade.
Ao final de sua fala, foi aplaudido de pé. Nada mais justo.
Eu que ocupava uma das cadeiras do auditório também o aplaudi. Mas, as minhas palmas não foram somente para Milton Hatoum, elas acabaram se estendendo para algumas observações positivas que presenciei no local.
Para começar, merecem aplausos o prédio que foi restaurado e revitalizado, também o acervo repleto de livros novos e com títulos variados.
Aplausos para o número expressivo de pessoas que lotaram o auditório, para os professores e seus alunos, para os bloquinhos de anotações em que foram registrados trechos do bate-papo, para os celulares que não tocaram, para a concentração e o silêncio devido.
Aplausos para os profissionais da comunicação escrita e falada, que marcaram presença no evento e colheram material para posterior divulgação nos diversos veículos.
Aplausos para a organização, para a iluminação, para o ar-condicionado que garantiu conforto ao calor humano que por ora se instalara.
Palmas efusivas para o autor, em questão, que naquela noite fez uma importante doação de livros de sua autoria, para serem incluídos ao acervo da biblioteca. Para as pessoas que investiram seu dinheiro na compra de livros, que estavam sendo comercializados, e para a fila formada em busca do inesquecível autógrafo na obra recém-adquirida.
Ainda prolongo minhas palmas para o vai e vem de livros que a biblioteca tem feito no sistema de empréstimo. Pela presença constante de pessoas no local. Para os espaços nas prateleiras, indicando que os livros estão como devem estar, de mãos em mãos e não estáticos nas estantes.
Como se vê, há vida na biblioteca. E que aí se concentrem os maiores aplausos.
