Aconteceu, ontem, a primeira audiência pública para o licenciamento ambiental de um novo condomínio portuário em Paranaguá. Com uma área de 1,8 quilômetro quadrado – maior que a parte primária (cais e arredores) do porto público –, o Novo Porto, pretende ser uma nova alternativa logística na região.
O terreno, que foi comprado há cerca de 10 anos e pertence a quatro empresas locais, entre elas duas da família Catallini, tem espaço para movimentar todo tipo de carga, de grãos a contêineres. Para sair do papel, porém, o projeto precisa enfrentar um longo licenciamento ambiental e vencer um obstáculo técnico que depende, basicamente, do governo federal: a mudança da poligonal (área de abrangência) do porto organizado de Paranaguá.
A discussão sobre a poligonal já tomou proporções maiores há alguns meses. O que era tido como certo, ou seja, a mudança da poligonal, sofreu um revés ou um atraso. Depois que a Associação Comercial colocou a boca no trombone, a mudança não é comentada como certa, como era dita antes.
Quanto a este assunto, o presidente da Aciap, defende que não deve acontecer a mudança na poligonal para não ferir as condições de competitividade uma vez que a modificação ocasionaria certas vantagens como a não obrigatoriedade de pagamento de “outorga” ao porto, o que os outros terminais dentro da área da poligonal devem pagar e envolve, também, questões na contratação da mão-de-obra portuária que viriam, com o tempo a desagradar os próprios trabalhadores portuários avulsos.