Crônica da Kátia Muniz

537177_250360158430555_1992762965_n O lado A e o lado B

Por: Kátia Muniz                                                                   cronicaskatia@live.com

 Desde que a Biblioteca Municipal Mário Marcondes Lobo foi inaugurada a movimentação por lá é intensa.

Há sempre uma programação cultural que inclui: contação de histórias, palestras e um projeto que traz um escritor para falar sobre sua carreira literária.

Há também o serviço de empréstimos de livros. Qualquer pessoa, munida de documento de identificação e um comprovante de endereço pode se cadastrar e emprestar os livros do acervo.

O setor infantil é o mais procurado. Isso significa que pais ou responsáveis estão tendo o hábito de levar seus filhos para que possam escolher um ou mais livros, que despertaram a atenção das crianças.

Lado A: essa é uma atitude louvável. Já escrevi sobre isso, mas repito: livros não foram feitos para permanecerem estáticos numa estante. Precisam de movimento, passar de mão em mão, ter as folhas manuseadas, olhos atentos na história e promover viagens imaginárias. E isso, claro, vale para adultos e crianças. Sendo, o leitor, uma criança o ato ganha mais força, porque trata-se de alguém em formação, e possivelmente um futuro cidadão com valores culturais implantados. Se a criança, desde cedo, adquire o gosto pela leitura é certo também que dessa prática acrescentem-se outros benefícios como a facilidade de se expressar, uma escrita correta, uma boa articulação e por aí vai.

Lado B: os livros estão sendo devolvidos à instituição, muitas vezes, rabiscados ou rasgados, ou seja, em má conservação.

É preciso que pais e responsáveis entendam que a atitude louvável não se encerra no ato do empréstimo. A partir daí, começa a segunda parte que é ler e ensinar a criança a cuidar do livro.

Criança é criança e precisa de orientação. Está aí uma grandiosa oportunidade de pais e filhos interagirem em assuntos como educação, cuidado, responsabilidade, zelo e respeito pelo livro em si e pelas próximas pessoas que também gostariam de lê-lo sem nenhum tipo de dano.

Ao ser rabiscado ou rasgado, o livro não grita, não sente dor, não esperneia, não fica triste. Triste é vê-lo sendo manuseado dessa forma. Triste é ter pais ou responsáveis que perdem a chance em repassar bons exemplos. Triste é não saber usar o coletivo. Triste é uma população sem livros.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *