Por: Kátia Muniz cronicaskatia@live.com
Dezembro é urgente, é quente, é para ontem.
É o mês de faxina geral, de se livrar de entulhos, de cor nova na residência, de decoração natalina.
É preciso realizar tudo que se arrastou ao longo dos últimos 11 meses: tratamento de canal, endoscopia, exames de rotina, consertar o vazamento da pia do banheiro, lavar as cortinas, pendurar o lustre novo na sala, cortar a grama, lavar as calçadas.
Porque dezembro é final, é zerar o cronômetro, é pôr fim em tarefas, é conclusão de pendências.
É o mês que bate recorde em doações, mês que as pessoas amolecem o coração, que arranjam tempo para serem solidárias.
Assim, bairros pobres são visitados, crianças carentes ganham brinquedos, idosos em asilos são lembrados.
Dezembro é luz, é árvore de natal com neve em pleno país tropical, é colorido, é euforia, é alegria, é emocional.
Papai Noel recebe a chave da cidade, voa de rena, entra por chaminés, distribui presentes, ho-ho-ho.
Famílias que se amam e se odeiam, reúnem-se em volta do peru, trocam presentes, abraçam-se, sorriem e tudo vira festa.
Dezembro é correria, é loucura, é hora extra, é carrinho abarrotado em supermercado, é comercial.
Dezembro é o aniversário de Jesus, é reunião, é confraternização, é celebração.
Dezembro é doze, é contagem regressiva, é roupa branca no final.
É mês de transformações, de adaptações, de quilos extras, de excessos.
Dezembro promove alterações, viagens, mudanças de percurso, quebra de rotina, flexibilidade.
Dezembro é a última folha do calendário, é mês agitado, é movimentado, e mesmo com tudo isso, entra ano e sai ano e ele continua sempre igual.
