Balanço geral das crônicas – Ano 2
Por: Kátia Muniz cronicaskatia@live.com
É normal que ao encerrar o ano a gente faça um balanço. Nossa mente costuma fazer uma retrospectiva do que de bom e de ruim aconteceu. Fazemos planos, reformulações, traçamos metas e novos objetivos. Geralmente é assim que acontece.
Este ano escrevi 44 crônicas que somadas as 43 do ano passado totalizam 87 textos.
Este número ultrapassou as minhas expectativas e por isso preciso me beliscar para acreditar que é verdade. Já repeti inúmeras vezes que sou autoditada e que essa decisão em escrever foi um atrevimento de minha parte. Imaginei que na segunda ou terceira crônica revisse, com maior clareza, o caminho que estava tomando.
Não revi. Pelo contrário, fui escrevendo e obedecendo unicamente a intuição e as ideias que surgiam.
Afirmo que tudo isso é transformador. Nem nos meus maiores delírios imaginei um dia ter uma coluna semanal no jornal, comentários dos textos em programa de rádio, publicação em dois blogs e respostas boas que só me impulsionam.
Em agosto debutei numa entrevista de rádio, enfrentei o microfone e contei como toda essa história maravilhosa começou.
Vivo nas letras, coleciono palavras e desfruto de livros que passaram a ter uma importância fundamental na minha vida.
Ganhei leitores, promovo a leitura e sinto uma leveza por dentro. A sensação é a mesma de quando fazemos o bem ao outro.
Conheci muita gente bacana. Recebi sim e recebi não. Processei tudo o que me foi sendo apresentado. Tratei de me desconectar das coisas que a mim nada acrescentariam e me apeguei a tudo e a todos que poderiam somar algo a minha história.
E quando achei que já havia colhido frutos suficientes, recebo, no dia 06 de dezembro, a notícia de que fui premiada no concurso de crônicas de Paranaguá. Meu texto está entre os cinco melhores trabalhos. Como prêmio, vou ter minha crônica publicada em um livro, juntamente com os demais ganhadores nas categorias de contos e poesias.
Portanto, finalizo 2013 com a sensação de dever cumprido. A Deus mais agradeço do que peço, mas ainda assim, para não perder o costume, solicito saúde, um cérebro capaz de concatenar ideias, livre para receber palavras e discernimento para agrupar essas mesmas palavras num texto.
Não passei incólume este ano, reconheço o caminho que trilhei e os avanços que consegui.
Agora, saio de férias, mas logo retorno, me aguarde.