Por: Kátia Muniz

casal-coracaoNão precisa ser eterno, podemos deixar que seja apenas um sonho. Sonhos, muitas vezes, rendem melhores histórias que a própria realidade.

Não vamos prometer nada que não possamos cumprir. Não faremos planos, nem estipularemos metas. A ausência do amanhã fará com que a gente se entregue, por inteiro, no hoje.

Que a gente saiba valorizar os segundos, os minutos, as horas, os dias, os meses e os anos que nos cabem.

Que os momentos passados juntos sejam intensos, sejam profundos, tenham total entrega.

Que o medo não nos paralise e que nossas travessuras sejam o escape da criança que ainda mora em nós.

Vamos fazer valer a paixão que surgiu, vamos brindar em copos descartáveis, em xícaras, se não houver taças. A flexibilidade é sempre um sossego para os apaixonados.

Que os lençóis sejam cúmplices dos nossos desejos, das nossas ousadias. Sobre eles estaremos nós dois, cadenciando os movimentos e esquecendo as horas.

Que as nossas energias sejam voltadas para o agora, para o instante. Se houver o depois, a gente vê o que faz.

Que o cuidado com o outro seja diário. As atitudes, a delicadeza dos gestos, as palavras, o carinho, o afago, sejam o nosso “Eu te amo”, que não precisa ser sonorizado, mas que precisa ser sentido.

Que as surpresas sejam uma constante e que a criatividade não se despeça com o avançar dos dias.

Faremos morada em poemas, nasceremos em versos, também nos apaixonaremos em bilhetes e amaremos em cartas. Daremos um tempo à tecnologia e mostraremos as nossas letras um para o outro. Que haja amor na caligrafia desenhada.

As palavras, sempre elas, reconheceram-nos muito antes dos nossos olhos.

Enalteceremos as qualidades e não faremos o jogo de ficarmos procurando os sete erros. Para os nossos deslizes, ouviremos o pedido de desculpas.

Não há tempo a perder. Somos nós dois e o agora.

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