Crônica do Dia

kátia munizAltas temperaturas

Por: Kátia Muniz                                                                          cronicaskatia@live.com

Não poderia abrir a coluna deste ano sem escrever sobre ele: o calor escaldante.

No momento em que escrevo, os termômetros chegam a 35 graus e espero, caro leitor, que ao ler este texto na sexta-feira as temperaturas altas tenham dado uma trégua.

Aproveita melhor o verão quem pode descansar à beira-mar, balançar numa rede colocada na varanda, possui aparelhos de ar-condicionado em vários cômodos da casa e faz uso sem se preocupar com a conta de luz no final do mês.

Desfruta melhor quem tem freezer e muitos potes de sorvete. Quem faz passeios de barco, de jet ski, de iate.

Verão pede água. Seja da praia, da piscina, do rio, do chuveiro, da banheira.

Verão combina com lazer, com descanso e com nada para se fazer.

Verão não combina com reuniões, com trabalho, com agenda lotada, com inúmeros compromissos. Para quem tem que transitar para lá e para cá, não deve ver muita graça nesse calor sufocante. Mas mesmo sem achar graça a gente trabalha. E como se trabalha!

Guardas de trânsito, jardineiros e quaisquer outros profissionais que ganham a vida diretamente no sol têm sentido literalmente na pele o quanto o verão deste ano está ardente.

As praias estão lotadas. Donos de pousadas, hotéis e comerciantes praianos não têm do que se queixar. Há sol em abundância e pouca chuva. O que de certa forma não deixa de ser preocupante.

Consigo ver beleza nas quatro estações. A primavera e o colorido das flores, o verão e as praias, o outono e a nudez das árvores e o inverno que traz elegância e aconchego.

E há de ter equilíbrio em todas elas. Os excessos fazem mal e castigam.

Mas saudades mesmo, eu tenho é do inverno.

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