Por: Katia Muniz katiacronicas@gmail.com
A gente ama pai, mãe, irmãos, avós, amigos.
Amamos cada um de um jeito, cada um de uma forma, cada um com suas particularidades.
Achamos que o amor está todo resumido aí. Até o dia que resolvemos ter um filho.
Antes mesmo dele nascer, já nascemos como pai e mãe. Vamos organizando o quarto, vamos fazendo o enxoval, vamos fazendo planos, vamos sonhando dormindo e acordados.
Vibramos com as ultrassonografias, com os presentes recebidos, com o carinho daqueles que tanto estimamos.
Daí ele nasce e a gente descobre que não sabíamos de nada.
Que tudo que foi vivido até agora faz parte de um outro plano. A vida passa ter outro gosto, outros desafios, outras aventuras, outras nuances.
O par vira ímpar num triângulo perfeito. Três pontas unidas. Três pontas conectadas.
O dia a dia vira uma escola sem cadernos, sem apostilas, em que as teorias são engolidas pela prática.
Ensinamos e recebemos ensinamentos. Aprendemos com cada choro, com cada sorriso, com cada consulta ao pediatra, com a hora de amamentar, com os banhos, com as trocas de fralda, com as cólicas, com as mamadeiras, com as pomadas para assadura. A natureza se encarrega de nos diplomar.
A gente segue fazendo essa troca mágica de aprender e ensinar e de ensinar e aprender durante a vida toda.
Filho é um presente de Deus. Filho é nossa doação maior. Filho é a nossa entrega. Filho é aquele ser capaz de revelar quem realmente somos.
E quem somos, agora, diante daquele pequeno ser?
Somos pai e mãe descobrindo o verdadeiro amor.
