O prefeito de Paranaguá, Mário Manoel das Dores Roque, concedeu entrevista à assessoria de imprensa da Prefeitura. Destaco as frases de mais impacto desta entrevi
Por exemplo, o prefeito admite que resolver os problemas de imediato e beneficiar toda a população é muito difícil.
Disse ainda que espera que a entrevista não sirva “como bode expiatório daquilo que ainda não foi realizado ou para incriminarmos a gestão anterior tentando com isso dar desculpas ou achar culpados como quem tenta tapar o sol com uma peneira. Não vou perder tempo com quem deve ou não realizou. Para isso há orgãos competentes para analisar, julgar e condenar que são a Justiça, o Ministério Público, o Tribunal de Contas Estadual e Federal, TRE até a cadeia que muitos merecem. Pegamos a Prefeitura totalmente sucateada, sem verbas, com dívidas grandes, quase que impagáveis”.
Quando questionado sobre os avanços nas secretarias cita trabalhos e nomes dos secretários e reconhece que “faltam nomes no momento, mas é muita gente empenhada em acertar. As fundações ainda meio devagar, mas logo começarão a todo vapor”.
Disse, sem citar quais, que haverá mudanças radicais na saúde. “É o setor que mais me preocupa. Muito complexo, frota de veículos sucateada, um desgoverno que vem desde a gestão anterior. Terá de imediato uma auditoria para sabermos o que realmente trava o bom andamento”. Completa dizendo que a contratação de médicos é um ponto crítico. “Esse é o ponto crítico da questão. Temos realizado todo tipo de contratação. Seguidos testes seletivos e chegamos ao patamar de R$ 1.700,00 por plantão, ou seja, R$ 800,00 das sete da manhã às sete da noite e R$ 900,00 das dezenove horas até as sete da manhã. É talvez o plantão mais bem pago do estado. Mesmo assim há dificuldades”.
Arrecadação e sonegação
O que mais preocupa o prefeito, atualmente, é a arrecadação. O prefeito notou que a arrecadação deste ano está igual ou até menor que em 2012 e diz que isso não pode acontecer, já que o município está em franco desenvolvimento. Diz que vai tomar medidas drásticas. “Faremos um estudo com referência à atuação dos fiscais que os obrigue a maior eficiência, atenção às empresas que num prévio estudo nos apontam sonegação fiscal”.
E o governo do estado?
Roque: Eu sempre fui Beto Richa. Um bom governante, isso é claro. Só que não tenho certeza que esse governo vai para a reeleição. Se for, que não seja como aconteceu com a Prefeitura de Curitiba. Você vai? Não sei…vai tu…e deu no que deu.
Atual Câmara?
Roque: Como esperava. Eficiente, tranqüila. Com vereadores que me surpreenderam, acima da média. Uma coisa é evidente, discutem bem os problemas. Uma oposição minoritária, mas respeitada por todos, o que é fundamental. Apesar de tudo a Câmara ainda não foi testada em profundidade, até porque o Executivo, nós, ainda não enviamos anteprojetos mais complexos.