Sem qualquer aviso ou notificação prévia, os moradores da rua Rodolph Schwarzabach – no Parque São João – foram surpreendidos na manhã do último dia 08 com a interdição da rua e a interrupção do fornecimento de água na região.
Transtorno maior foi para os alunos e funcionários da Escola Balão Mágico, que além da dificuldade de acesso à instituição, continuavam sem água até o dia seguinte ao início das obras. Os funcionários da empreiteira que realiza o serviço, informaram que o abastecimento já deveria ter sido normalizado e que “o problema tem de ser resolvido na CAB”. Na CAB, apesar das tentativas, ninguém soube informar sobre a questão e muito menos a previsão para regularização do fornecimento, pelo menos, naquela data.
A direção da escola reclamou na sexta-feira que “até agora não obtivemos retorno e nem qualquer contato com alguém que se responsabilize pelo transtorno”, diz Tânia Rabij, que não sabia como iria realizar – sem água – as festividades programadas para esta sexta-feira, em homenagem ao Dia das Mães.
Já na manhã desta sexta-feira (09), Tânia foi novamente surpreendida, desta vez com a “destruição da calçada da escola”, que havia sido construída há três semanas. Ao pedir ao funcionário da empreiteira que parasse a destruição, a diretora teria sido interpelada com um sonoro “vai à m…”, que ele – o funcionário – iria quebrar porque a calçada não era dela, mas da prefeitura. O ultraje não teria parado por ali. O funcionário haveria dito que se a mesma não estivesse satisfeita, que chamasse a polícia, o que indignou Tânia.
Em seu pronunciamento na sessão da Câmara Municipal, o vereador Adalberto Araújo (PSB) cobrava uma rápida solução para o problema, e já havia recomendado à escola que procurasse um advogado para ingressar com uma ação indenizatória contra a CAB, pelo absoluto descaso neste episódio. Depois do ocorrido com o funcionário da empreiteira, a direção da escola realmente avalia essa possibilidade.
