Prefeitura de Guaraqueçaba está de portas fechadas

Prefeita decretou recesso funcional durante todo o mês de janeiro

Prefeita Lilian Ramos

Prefeita Lilian Ramos

A nova prefeita, Lilian Ramos Narloch, assumiu a prefeitura de Guaraqueçaba e decretou recesso funcional até o dia 31 de janeiro.
Com isso estão suspensos os atendimentos ao público em geral, mantendo-se as atividades funcionais internas. Claro que, serviços de limpeza pública e atendimento de saúde, são exceções.
Ela justifica o ato por não ter tido um período de transição, previsto no artigo 103 da Lei Orgânica do Município.
O objetivo é prevenir responsabilidades e evitar o perecimento de direitos, prejuízos ao erário ou ao patrimônio público.
Em outras palavras, a prefeita precisa conhecer a realidade do município financeira e administrativamente. Saber quais os contratos vigentes, se há obras em andamento, o gasto com a folha de pagamento, entre outros itens para organizar a forma de trabalho que a atual administração vai adotar diante do quadro atual.
Segundo Lilian, há uma grande quantidade de empenhos, os quais ficaram para ser pagos. “Esses aspectos exigem análise e, por isso, tudo está sendo apurado com muito cuidado”, disse ela em entrevista a um jornal local.

Governador assina convênio para construção de casas em Guaraqueçaba

Beto Richa estará hoje, em Guaraqueçaba, para assinar convênio que garantirá casas para pescadores e anuncia R$ 30 milhões em investimentos no município

Pro-Tork-Beto-RichaO governador Beto Richa assina hoje, em Guaraqueçaba, o primeiro convênio para construção de 30 casas para pescadores no município. Richa também assina a ordem de serviço para a contratação de outras 24 moradias urbanas e anuncia o início do projeto de construção de nove unidades habitacionais para a comunidade indígena. Os investimentos em habitação no município superam R$ 1,8 milhão.
Além disso, o governador anuncia mais de R$30 milhões em investimentos nas áreas de infraestrutura, educação, energia e desenvolvimento social.
Os investimentos serão feitos na  construção de 22 quilômetros de cabos de energia subaquática que vão conectar Guaraqueçaba às Ilhas das Peças, Superagui e Mel, com investimento de R$ 26 milhões; na implantação de uma rede de energia solar para 369 famílias que vivem em comunidades de Guaraqueçaba e Ilha do Mel; ainda na inclusão de Guaraqueçaba no programa Família Paranaense; na autorização de reforma e mudança da rede elétrica no Colégio Estadual de Tagaçaba Porto da Linha, com investimento de R$ 120 mil e, também no processo de licitação para estudos de impacto ambiental visando a pavimentação de 76,6 km da PR 405 – entre Cacatu e Guaraqueçaba.

Solenidade está marcada para às 11h.

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Mel produzido em Antonina e Guaraqueçaba recebe certificação inédita no PR

Associação de produtores locais iniciou seus trabalhos em 2007. Atividade gera renda extra sem agredir a natureza e o mel está pronto para ser comercializado

producao-de-mel-em-Baia-da-TraicaoFoi concedido, na sede da ADAPAR (Agência de Defesa Agropecuária do Paraná), o certificado de registro do Mel de Abelha Sem Ferrão – Jataí (Tetragonisca angustula), tornando a Acriapa (Associação de Criadores de Abelhas Nativas da APA de Guaraqueçaba) apta a comercializar o produto.
A medida  vai beneficiar, diretamente, 22 produtores familiares que integram a Associação e que agora poderão obter uma renda extra a partir de uma atividade que alia a conservação da biodiversidade com o desenvolvimento social e econômico.
O projeto é uma iniciativa da SPVS (Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental).
Marcelo Bosco, coordenador do projeto de Meliponicultura (criação de abelhas nativas) na SPVS, explica a importância desta certificação para a Associação. “Desde 2005, quando iniciamos o projeto, a cerificação era uma meta. Para isso, trabalhamos em conjunto com os órgãos competentes na criação de parâmetros de qualidade”, afirma.
Segundo ele, a autorização é inédita no Estado. “Durante o trabalho, percebemos uma lacuna quanto às informações sobre este tipo de produto. Os próprios órgãos do Governo foram aprendendo com os produtores e vice-versa”, diz.
Agora, a Acriapa prepara-se para submeter o mel de outras cinco espécies à aprovação do SIP (Serviço de Inspeção do Paraná)/POA (Produtos de Origem Animal). A APA de Guaraqueçaba tem 282.444,02 mil hectares e, na área usada pela Acriapa, são criadas seis espécies de abelhas.  O própolis também está em fase de aprovação para sua comercialização.
Após a cerimônia de certificação, representantes da SPVS foram apresentar o projeto no Congresso Nós Podemos Paraná, que acontece em Curitiba nos dias 05 e 06 dezembro. O projeto da Cooperguará Ecotur (Cooperativa de Ecoturismo da APA de Guaraqueçaba) também será apresentado.

Etapas
O processo para certificar o mel produzido na APA de Guaraqueçaba passou por várias etapas. Desde o início do Projeto de Meliponicultura, em 2005, os produtores familiares pensavam na comercialização do mel como meio sustentável de geração de renda.
Como parte das exigências para obter a liberação, foi preciso construir uma Unidade de Beneficiamento do Mel (UBM), chamada de Casa do Mel. A Acriapa foi a primeira instituição a ter uma UBM de abelhas nativas do Sul do Brasil. A Casa do Mel abriga a estrutura básica, tais como geladeiras, para a produção e controle de qualidade do produto.
Depois, a Acriapa iniciou o processo de criação de uma identidade visual para o produto, ao mesmo tempo em que obtinha as aprovações iniciais dos órgãos de controle.
Por fim, após várias visitas das equipes do SIP, veio a certificação que autoriza a comercialização.

O método
Apesar de já praticada por povos indígenas, a produção de mel e extrato de própolis de abelhas nativas era uma atividade pouco explorada na região. O especialista Marcelo Bosco explica a importância dessas abelhas para o ecossistema local.
“Por serem menores, as abelhas nativas polinizam flores que as abelhas africanizadas, que são espécies exóticas, não conseguem.
Além disso, esta iniciativa evita que ocorra a derrubada de árvores para a retirada dos enxames, pois as abelhas são criadas em caixas racionais, contribuindo, assim, para a manutenção das florestas”, explica.
Outra prática sustentável é a captura dos enxames em garrafas do tipo pet –  que não agride as abelhas – e são transferidos para caixas racionais produzidas por marceneiros da região, com madeira legalizada.
Ou seja, como essas abelhas nativas vivem em colônias em ocos de diversas espécies de árvores, o uso dessas iscas pet mantém a floresta em pé.