Justiça veta aumento a secretários e determina indisponibilidade de bens

prefeitura-de-matinhos-arquivoEm decisão liminar da semana passada, a Vara Cível de Matinhos, determinou a suspensão da Lei Municipal 1.561/2012, que concedeu aumento nos subsídios dos secretários municipais da cidade.

Também foi decretada a indisponibilidade de bens do atual prefeito, do vice-prefeito e de sete vereadores e ex-vereadores em R$ 1.331.522,30. A determinação judicial atende ação civil pública por ato de improbidade administrativa apresentada em outubro pela 2ª Promotoria de Justiça da Comarca. Cabe recurso.

O Ministério Público do Paraná ajuizou a ação questionando a promulgação da lei, que garantiu a adição nos vencimentos dos agentes políticos em período vedado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (180 dias antes da eleição de 2012). Isso gerou um impacto de R$ 470 mil por ano ao orçamento do Município – somente da implantação do aumento, em janeiro de 2013, até outubro deste ano, o montante gasto foi de aproximadamente R$ 1,33 milhão.

A condenação por ato de improbidade administrativa pode culminar em sanções como a devolução dos valores desviados ao erário, suspensão dos direitos políticos, multa e afastamento da função pública.

Operação Barreado apura irregularidades em Cartório do Litoral

PROCESSOS_VARAS_JUSTICA_010109Em função da divulgação de informações equivocadas acerca da Operação Barreado, em desenvolvimento no litoral do Paraná, a Promotoria de Justiça de Antonina esclarece que:
  • As investigações da Operação Barreado iniciaram em agosto de 2014, com o propósito de apurar supostas irregularidades no Cartório Cível da cidade, como crimes contra a administração pública (corrupção passiva, supressão de documentos, entre outros delitos) e atos de improbidade administrativa.
  • Entre os fatos em apuração há denúncias de irregularidades no repasse de indenizações a pescadores prejudicados por acidentes ambientais. A participação de advogados neste suposto esquema ainda é alvo de investigação, até porque várias ações estão tramitando em segunda instância.
  • No curso do procedimento, o escrivão do Cartório Cível de Antonina pediu exoneração e, com ele, foram desligados todos os demais servidores que atuavam no cartório, mesmo os que não são investigados.
  • Atualmente, estão sendo realizadas oitivas dos investigados e das testemunhas, com o intuito de subsidiar eventual ação judicial.
  • Durante todo o andamento da operação, a Promotoria contou apenas com a colaboração da Polícia Federal, comandada, em Antonina, pelo delegado Michael de Assis Fagundes. Não há qualquer investigação sendo conduzida em parceria com escritórios jurídicos ou outros órgãos.

Fonte: Ministério Público do Paraná