Crônica do Dia

kátia munizAltas temperaturas

Por: Kátia Muniz                                                                          cronicaskatia@live.com

Não poderia abrir a coluna deste ano sem escrever sobre ele: o calor escaldante.

No momento em que escrevo, os termômetros chegam a 35 graus e espero, caro leitor, que ao ler este texto na sexta-feira as temperaturas altas tenham dado uma trégua.

Aproveita melhor o verão quem pode descansar à beira-mar, balançar numa rede colocada na varanda, possui aparelhos de ar-condicionado em vários cômodos da casa e faz uso sem se preocupar com a conta de luz no final do mês.

Desfruta melhor quem tem freezer e muitos potes de sorvete. Quem faz passeios de barco, de jet ski, de iate.

Verão pede água. Seja da praia, da piscina, do rio, do chuveiro, da banheira.

Verão combina com lazer, com descanso e com nada para se fazer.

Verão não combina com reuniões, com trabalho, com agenda lotada, com inúmeros compromissos. Para quem tem que transitar para lá e para cá, não deve ver muita graça nesse calor sufocante. Mas mesmo sem achar graça a gente trabalha. E como se trabalha!

Guardas de trânsito, jardineiros e quaisquer outros profissionais que ganham a vida diretamente no sol têm sentido literalmente na pele o quanto o verão deste ano está ardente.

As praias estão lotadas. Donos de pousadas, hotéis e comerciantes praianos não têm do que se queixar. Há sol em abundância e pouca chuva. O que de certa forma não deixa de ser preocupante.

Consigo ver beleza nas quatro estações. A primavera e o colorido das flores, o verão e as praias, o outono e a nudez das árvores e o inverno que traz elegância e aconchego.

E há de ter equilíbrio em todas elas. Os excessos fazem mal e castigam.

Mas saudades mesmo, eu tenho é do inverno.

Porto quer entregar vassouras para portuários e houve manifestação

Nova manifestação pode acontecer em Curitiba caso
não haja uma conversa entre as partes

5.1- manifestacaoOs auxiliares de Serviços Gerais que atuam no Porto de Paranaguá realizaram, na manhã da última quarta-feira (05), uma manifestação pacífica em frente ao Palácio Taguaré, sede da APPA (Administração dos Portos de Paranaguá a Antonina). O presidente do Sindicato dos Operários e Trabalhadores Portuários de Paranaguá (SINTRAPORT), Orlei de Souza Miranda, explicou que há 24 anos os trabalhadores estavam realizando o serviço de amarração, e devido a entrega da realização desses serviços a iniciativa privada, agora esses trabalhadores serão encaminhados a  divisão da manutenção civil do Porto.

No ato, eles pediam uma atenção especial a esta questão por parte do Governador Beto Richa e do Secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho. Segundo o presidente do Sintraport, se as autoridades não apresentarem uma solução, os trabalhadores farão uma manifestação, hoje, em frente a sede da Secretaria, em Curitiba.

“O Porto não resolveu esse problema ao longo dos anos, enquanto esse pessoal foi retirado da vassoura, da pá, da enxada, da foice para prestar outros serviços como conferente, operador de painel, de shiploader, entre outras atividades e agora, depois de 24 anos assim, o porto quer devolver a vassoura para esse pessoal dizendo que o que eles fizeram até agora não vale nada”, disse indignado o presidente.

“Nós só queremos que haja respeito e força. Pedimos 90 dias, 120 dias, em detrimento de 24 anos. O Sindicato sempre se manifestou a respeito e nada foi feito”, disse.
Segundo Orley, eles estão há dias conversando com a procuradoria do Porto e há divergências. “O porto trabalha na legalidade jurídica e nós trabalhamos com a moral e com as emoções e há um ponto de conflito e queremos achar um denominador comum. Não estamos dizendo que o Porto está errado, só pedimos que o Porto seja sensível à nossa causa porque não é possível que o cidadão perca 50% do seu rendimento da noite para o dia”, completou Miranda.

Mas as manifestações começaram na semana passada quando os Guardas Portuários que atuam no Porto de Paranaguá realizaram uma manifestação no portão principal do Porto. Segundo o vice-presidente da Associação da Guarda Portuária, Felipe Cordeiro, os trabalhadores reivindicam a regulamentação da guarda portuária, sem terceirização. Em novembro de 2013, a Secretaria dos Portos (SEP) apresentou proposta aos trabalhadores que permite a contratação de segurança privada para a vigilância dos portos. Para os trabalhadores a terceirização da atividade representa um risco à segurança portuária.

E os manifestantes estavam prometendo nova manifestação na sexta-feira pelos portuários.

Em nota, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) informa que:
Durante anos, cerca de 70 trabalhadores ficaram lotados na amarração (serviço operacional) do Porto, em desvio de função com desdobramento em milhões de reais em ações trabalhistas. No entanto, o novo marco regulatório dos portos retirou totalmente as autoridades portuárias do processo operacional, reiterando o que a lei anterior já dizia: os trabalhos das autoridades deveriam ser restritos às funções administrativas e de gestão.
Sendo assim, estes trabalhadores que estavam deslocados exercendo funções de amarração foram reintegrados às funções originais (serviços gerais) o que tem gerado descontentamento por parte deles. E os serviços de amarração foram regularizados dentro dos padrões internacionais.
É importante ressaltar ainda que 100% destes desvios de função já foram causas para ações trabalhistas. Agora, os mesmos funcionários que reclamaram judicialmente sobre o desvio de função, protestam em função do reenquadramento feito pela Appa, seguindo determinação da Justiça do Trabalho, e que acabou com os desvios.
Duas reuniões envolvendo Appa e Ministério Público já foram realizadas e uma terceira já está agendada, com o objetivo de esclarecer as determinações legais. A Appa está cumprindo o que a lei determina.
Todo o processo esta sendo acompanhado pelo Ministério Público do Trabalho e do Estado, de forma que a Appa pretende dar o devido encaminhamento ao processo, cumprindo as formalidades legais.

Juíza dá reintegração de posse à ANNP

Consórcio Mercosul ganhou licitação no Paraguai e tomou posse no final de janeiro em Paranaguá

Presidente da ANNP, Hector Duarte, esteve em Paranaguá para dar posse ao Consórcio Mercosul. Na foto, com o diretor presidente do líder do Consórcio, Albino Tramujas

Presidente da ANNP, Hector Duarte, esteve em Paranaguá para dar posse ao Consórcio Mercosul. Na foto, com o diretor presidente do líder do Consórcio, Albino Tramujas

A Agência Nacional de Navegação e Portos do Paraguai (ANNP) conseguiu, na Justiça, a reintegração de posse dos silos horizontais no Porto de Paranaguá. A decisão ocorreu no último dia 30 de janeiro quando a juíza, Dra. Mércia do Nascimento Franchi assinou a sentença, juntamente quando o Dr. Ernani Mendes Silva Filho, deferiu pedido de reforço policial.
No dia 31, o presidente da ANNP, Hector Duarte, esteve em Paranaguá para dar posse ao Consórcio Mercosul, que ganhou a licitação no Paraguai. O Consórcio Mercosul é formado por duas empresas, a paraguaia Diagro e a brasileira Cimbessul que é a líder do consórcio e tem como diretor-presidente o parnanguara, Albino Tramujas.
Mas esta história começou há muito tempo e tem muitos envolvidos até chegar na reintegração de posse ocorrida na semana passada.
A história começa na década de 80 quando uma cooperativa de produtores de soja do Paraguai propôs ao governo paraguaio comprar um terreno e um armazém em Paranaguá. Essa cooperativa é a chamada Capeco que criou a empresa AGTL que passou a ter condições de operar no Brasil.
Foi a empresa AGTL que comprou o terreno e construiu três silos verticais e aumentou a capacidade de movimentação de soja.
Por volta do ano de 2003, a empresa Centro Sul assumiu a direção do terminal, assumindo a AGLT. Em 2009, o governo paraguaio fez uma aliança pública privada, mais conhecida no Brasil como licitação, para definir o novo administrador do terminal paraguaio em Paranaguá (silos horizontais).
O Consórcio Mercosul foi o ganhador com um contrato fechado pelo prazo de 15 anos. Em maio de 2013, a AGTL/CAPECO conseguiu liminar de retenção de posse pelas benfeitorias. Em 19 de dezembro de 2013, a juíza de Paranaguá concedeu a reintegração de posse para a ANNP, mas a AGTL conseguiu a suspensão da reintegração.
Só no final de janeiro deste ano, o Consórcio Mercosul conseguiu reverter a suspensão.

Inédito

De acordo com o diretor-presidente da Cimbessul e representante do Consórcio Mercosul em Paranaguá, Albino Tramujas, o objetivo da empresa é que o relacionamento entre Brasil e Paraguai, especialmente, o relacionamento com o Paraná esteja mais estreito. “Ganha o Paraná e Paranaguá”, destacou Tramujas.
Segundo ele, em breve, há expectativa de que, em breve, comece a movimentação de 250 mil toneladas de soja até Paranaguá em containeres. Uma movimentação inédita.
A ANNP tem capacidade de 90 mil toneladas estáticas.

Mais de 30 mil alunos da rede estadual voltam às aulas no dia 10, no Litoral

16.028 alunos distribuídos em 262 salas de aula que vão iniciar as aulas neste ano de 2014 na próxima segunda-feira

5730383As aulas na rede estadual de Educação serão iniciadas na próxima segunda-feira, dia 10 de fevereiro.
No Litoral são 31.220 alunos confirmados nos sete municípios, num total de 558 salas de aula e para as vagas ofertas no ensino fundamental, ensino médio, ensino profissional, Celem, atividades complementares e atividades de ensino especial.

Em Paranaguá são 9.243 alunos matriculados no ensino fundamental; 5195 alunos matriculados no ensino médio, mais 1.087 alunos matriculados no ensino profissional; 481 alunos matriculados no Celem e 22 alunos matriculados nas atividades de ensino especial, totalizando 16.028 nas 24 escolas do município.
Nesta semana, os professores da rede estadual do Litoral, estiveram se preparando na semana pedagógica.
Os pais devem ficar atentos para a movimentação que vai ser provocada com o retorno às aulas. Os horários das 7h às 7h20 e das 11h30 às 12h, assim como das 13h às 13h30 e depois no final da tarde devem ficar bem movimentadas nas ruas próximas às escolas estaduais e particulares a partir de segunda-feira.
Aguarda-se um reforço do departamento de trânsito para que os motoristas sintam-se tranquilos no retorno das aulas.

A Secretaria de Estado da Educação ampliou para 28 de fevereiro o prazo para matrículas de novos alunos na Educação de Jovens e Adultos

Mais informações sobre manifestação dos guardas portuários

5.1- manifestação guardasOs Guardas Portuários que atuam no Porto de Paranaguá realizaram ontem, uma manifestação no portão principal do Porto. Segundo o vice-presidente da Associação da Guarda Portuária, Felipe Cordeiro, está prevista a adesão de trabalhadores de outros portos do País neste protesto, que teve início às 07:00 e tem o término previsto somente para hoje.

5.1- guardasOs trabalhadores reivindicam a regulamentação da guarda portuária, sem terceirização. Em novembro de 2013, a Secretaria dos Portos (SEP) apresentou proposta aos trabalhadores que permite a contratação de segurança privada para a vigilância dos portos. Para os trabalhadores a terceirização da atividade representa um risco à segurança portuária.

5.1- faixa guardasNota de esclarecimento
Em nota de esclarecimento, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, comenta que sobre a deliberação da Federação Nacional dos Portuários, em reuniões ocorridas nos últimos dias 20 e 21, de mobilização com movimento de paralisação em todos os portos brasileiros.
De acordo com a nota, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) esclarece que no Porto de Paranaguá, neste dia 30 de janeiro de 2014, ocorreu operação padrão por parte de alguns trabalhadores, com manifestações pacíficas no Porto Público.
As principais reivindicações são perante a Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP), em especial cobrando a regulamentação da Guarda Portuária, sem terceirização. A Appa esclarece ainda que, no Porto de Paranaguá, todos os terminais portuários privados possuem guarda patrimonial privada, ou seja, as operações de carga e descarga, nesses, não estão sendo afetadas.
No Porto Público, até às 11h de hoje (30), não houve qualquer incidente, e que as operações estavam ocorrendo dentro da normalidade.

Fotos de Flávio Petruy. Rádio Ilha do Mel FM