Pedido de socorro, repercussão do Blog e mais…

Informeinforme

Moradores pedem socorro!

Recebi parabéns pelo texto da semana passada que tratava da entrada da cidade. O e-mail recebido foi de um morador do BellMar III.

Ele me contou uma história sobre um amigo que também morava na região há 10 anos e já comentava sobre o abandono da região.

Ele, Norival, de quem recebi o e-mail, lembra que morava no Centro Histórico e pensava que só dependia da união para brigar pelos direitos. Ouviu do amigo: “não tem o que fazer!”.

Depois foi a vez de Norival se mudar para o bairro. Chegou a vez dele de brigar pelos direitos dele e dos demais cidadãos. “O caos na região é total”, diz ele.

E exemplifica falando que os caminhões travam o fluxo do tráfego, falta iluminação adequada, saneamento básico, o trem manobrando 24 horas por dia, falta de calçamento fazendo com que os pedestres disputam espaço com veículos nas ruas, além da falta de policiamento, drogas e prostituição à luz do dia, sem contar os buracos nas ruas, que ele define como crateras.

E pra ajudar, ele ainda tem uns vizinhos que fazem fogueira todos os dias. “Impressionante como eles têm coisas para queimar!, disse Norival.

Ele não consegue se conformar até hoje com esta situação.

Ainda bem!

Continua brigando, ainda que sozinho, pelos seus direitos como cidadão. Já fez pedido na Câmara de Vereadores, na Prefeitura, enviou o pedido com reclamações para todos os vereadores e continua sem resposta.

E desanimado confessa que está quase aderindo à frase do seu amigo: – Cara, não tem o que fazer!

Lamentável.

Para o Norival eu digo: não desista!

Assim como eu também não vou desistir e insistir na melhoria da qualidade de vida da população parnanguara e fazer o que eu posso, ou seja, escrever, falar, reivindicar junto com vocês.

 

Agradecimento aos órgãos de imprensa

Como jornalista há 20 anos em Paranaguá e há pouco mais de 2 anos no Blog da Luciane, quero agradecer a todos os órgãos de comunicação de Paranaguá e da região pela repercussão das matérias divulgadas neste espaço.

Aos parceiros que, de forma capacitada e justa, dão os créditos quando da veiculação destas notícias, meu muito obrigada!

Os fatos pertencem à comunidade e os órgãos são parceiros da comunidade.

Obrigada!

Aniversário do CAPS

E o Centro de Atendimento Psicossocial de Paranaguá comemora mais um aniversário na próxima segunda-feira, dia 18. E a partir das 10h, vai comemorar a data junto com a reinauguração da antiga unidade de Saúde da Vila Divineia, onde está agora instalado.

Nepotismo e MP

E o Ministério Público aponta casos de nepotismo em Paranaguá. O MP apontou 19 (dezenove) agentes públicos que devem ser exonerados ou perder funções gratificadas, no prazo máximo de trinta dias.
Além disso, a Prefeitura terá que encaminhar à Câmara Municipal um projeto de lei com a finalidade de revogar o artigo 8º da Lei Complementar n.º 48/2006.

 

Comentários de amanhã!!!

informeNa Coluna Informe, publicada no jornal Diário do Comércio, às sextas-feiras, estarei falando sobre a entrada da cidade.

Não podia deixar de escrever sobre o estado lamentável que se encontra, principalmente, depois de ter vindo de Curitiba duas vezes no último final de semana. E a cada vez que retorno, é o mesmo sufoco!

Eleitorado local

Escrevo também sobre o percentual do eleitorado parnanguara que, numa pesquisa ou enquete, demonstra sua preferência na hora do voto. O que será que o eleitorado prefere?

Confira amanhã!

Crônica da Kátia Muniz

kátia munizNem foi culpa da Estela

Por: Kátia Muniz                                                                   cronicaskatia@live.com

Por precaução, não passei a costumeira máscara nos cílios. Fui avisada com antecedência pelas amigas que há muito sabem do meu histórico de chorona. Não quis correr o risco de borrar a maquiagem e sair feito um urso panda do cinema. O filme em cartaz era o drama “A culpa é das estrelas”.

Sentei mais para o meio da fileira, com uma amiga ao lado. A primeira providência de Estela foi retirar da bolsa uma caixa de Kleenex. Garota prevenida.

Começa o filme. Começam os clichês: um amor que se inicia com um esbarrão, e ela esperando ele ligar no dia seguinte. Alguém já não viu isso antes?

Um pouquinho mais pra frente o código do casal: “Okay”. Em “Ghost” era: “idem”.

Difícil conseguir originalidade em pleno século XXI. Não é uma crítica, e sim uma constatação. Quem consegue ser original com a velocidade de informações que nos chegam em tão pouco tempo? Há sempre vestígios de um texto dentro de outro. Há sempre uma ideia que já foi usada. Há sempre uma fala que já foi mencionada.  Eu falei clichês? Falei. Mas a vida está repleta deles. E as repetições também são necessárias.

Admito: o filme é lindo, sim! E muito triste também.

“A culpa é das estrelas” transborda em reflexões, mas vou me ater a uma delas: os números.

Os números que nos acompanham desde o primeiro momento de vida. Registram a hora do nascimento, o dia, o peso, o tamanho. É aberto o placar. Não sabemos o que nos espera dali para frente, mas eles começam a correr.

Um ano depois, faremos aniversário. Comemoraremos um ano a mais, e ainda, inconscientemente, um ano a menos na escala da vida. Ironicamente, há um avanço e um retrocesso.

Não sabemos se vamos chegar aos 80 ou se interromperemos a trajetória, contando com bem menos. Mas quem convive com doença terminal sabe que cada amanhecer representa uma grandiosa esperança.

Na película, Hazel Grace e Augustus vivem os números que lhes foram permitidos. Não há tempo a perder, não há segundos a se desperdiçar. “Você me deu uma eternidade dentro dos nossos dias numerados”, diz ela. Não há como ficar indiferente. Não há como não pensar em como estamos usando nossos dias e nossos números cravados em calendários e relógios.

O filme vai nos vulneralizando com o decorrer das cenas e com as inúmeras frases de efeito. Ouço uma moça, lá no fundo, soluçar. Outros se remexem com frequência nas poltronas, enquanto Estela amassa um lenço de papel atrás do outro. Cada um expressando os golpes que recebe a sua maneira.

Nunca vi tanta gente sair desmontada, emocionalmente, de uma sala de cinema. Encarei Estela, que, a essa altura do campeonato, era o próprio urso panda.

Portuários fazem assembleia na próxima sexta-feira

52390020A situação não anda boa entre a diretoria da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina e o Sindicato dos Operadores e Trabalhadores Portuários (Sintraport) que realizou uma assembleia na semana passada e realizará uma nova assembleia nesta semana quando poderá aprovar um indicativo de greve.
Tudo porque as propostas apresentadas pelo Sindicato não foram aceitas pela Appa e as contrapropostas do porto também foram todas rejeitadas pelos trabalhadores.
Respeitando os prazos legais para estabelecer uma greve, foi marcada a assembleia para a próxima sexta-feira, dia 13, com primeira chamada às 19h e segunda chamada, às 20h, na sede do Sindicato.
Em fevereiro deste ano, os portuários realizaram a segunda manifestação deste ano em função dos problemas que a categoria vem enfrentando.
A manifestação foi realizada porque, os auxiliares de serviços gerais que atuam no Porto de Paranaguá há 24 anos, e que estavam realizando o serviço de amarração, e devido a entrega da realização desses serviços a iniciativa privada, agora foram encaminhados a divisão da manutenção civil do Porto.
Na ocasião, o presidente do Sindicato dos Operários e Trabalhadores Portuários de Paranaguá (SINTRAPORT), Orlei de Souza Miranda, disse que “o Porto não resolveu esse problema ao longo dos anos, enquanto esse pessoal foi retirado da vassoura, da pá, da enxada, da foice para prestar outros serviços como conferente, operador de painel, de shiploader, entre outras atividades e agora, depois de 24 anos assim, o porto quer devolver a vassoura para esse pessoal dizendo que o que eles fizeram até agora não vale nada”, disse indignado o presidente.
Guarda Portuária
Mas as manifestações começaram na semana anterior quando os Guardas Portuários que atuam no Porto de Paranaguá realizaram uma manifestação no portão principal do Porto. Segundo o vice-presidente da Associação da Guarda Portuária, Felipe Cordeiro, os trabalhadores reivindicavam a regulamentação da guarda portuária, sem terceirização. Em novembro de 2013, a Secretaria dos Portos (SEP) apresentou proposta aos trabalhadores que permite a contratação de segurança privada para a vigilância dos portos. Para os trabalhadores a terceirização da atividade representa um risco à segurança portuária.
Em nota, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) informou, na ocasião que:
Durante anos, cerca de 70 trabalhadores ficaram lotados na amarração (serviço operacional) do Porto, em desvio de função com desdobramento em milhões de reais em ações trabalhistas. No entanto, o novo marco regulatório dos portos retirou totalmente as autoridades portuárias do processo operacional, reiterando o que a lei anterior já dizia: os trabalhos das autoridades deveriam ser restritos às funções administrativas e de gestão.
Sendo assim, estes trabalhadores que estavam deslocados exercendo funções de amarração foram reintegrados às funções originais (serviços gerais) o que tem gerado descontentamento por parte deles. E os serviços de amarração foram regularizados dentro dos padrões internacionais.
Todo o processo esta sendo acompanhado pelo Ministério Público do Trabalho e do Estado, de forma que a Appa pretende dar o devido encaminhamento ao processo, cumprindo as formalidades legais.