Crônica do Dia

kátia-muniz2Amar é…

Por: Katia Muniz                                                                          katiacronicas@gmail.com

Dizer que ama é fácil, o difícil é ter atitudes que comprovem esse amor.

Muitas pessoas não gostam de ficar dizendo “eu te amo” a todo momento, mas vejam só quanto empenho: agradam, fazem carinho, se fazem presentes, são compreensivas, cuidam, zelam, mantêm-se atentas, enxergam o outro, valorizam, admiram, apreciam, gostam, sentem falta, reconhecem, estimam.images

Se você pensa que estou falando de relacionamento de casal, errou feio. O relacionamento de que vou tratar aqui é do cidadão com sua cidade.

Amar a sua cidade é também zelar por ela. Se ela o acolhe como filho, não seja ingrato, devolva com atitudes positivas e de agradecimento àquela que fornece o ganha-pão de cada dia.

Quem ama sua cidade não sai na calada da noite para despejar lixo próprio em terrenos alheios. Não descarta sofás, geladeiras, gavetas, televisores em plena via pública. Não joga lixo na rua, não quebra e nem destrói o que é do coletivo.

Feliz da cidade em que moram pessoas que assumem a paternidade de seus atos. Que não ficam jogando responsabilidades que lhes cabem em colo de terceiros. Assumirmos a condição de cidadãos é o primeiro ato de amor que entregamos ao nosso município.

Cidadãos são todos aqueles que aqui moram, eu disse TODOS, portanto representantes eleitos pelo povo e a população em geral deveriam cuidar e zelar não só pelo metro quadrado que, de direito, lhe pertence, mas estender esse mesmo cuidado além do muro que o cerca. Atitude que configura, de forma clara, a educação e o respeito ao próximo.

É, no mínimo, desolador ver o patrimônio histórico abandonado, casarios sem conservação, Estação Ferroviária sem telhado, mato em crescimento fermentado, lixo acumulado em qualquer esquina.

Tapumes tentam esconder não só a degradação de construções importantes e históricas, mas a vergonha daqueles que poderiam ter feito mais em prol do coletivo e não fizeram.

Nenhum cartão postal é capaz de resistir, mesmo a natureza sendo privilegiada por essas paragens, a tanto descaso e descuido. E é fato que o verbo “conservar” é pouco conjugado por aqui.

Alguém falou em turismo?

Talvez seja prudente ressaltar que, para se receber bem, faz-se necessário arrumar, limpar e organizar a casa.

Assim como pessoas, cidades também adoecem. Não importa a idade que tenham.

Amar também é reverter o diagnóstico.

Crônica da Kátia Muniz

kátia-muniz2Mulheres, café e bate-papo

Por: Katia Muniz                                                                   katiacronicas@gmail.com

 

suzana2A amiga postou a seguinte frase em uma rede social: “Gastar tempo com aquilo que lhe der lucro emocional e não financeiro é ter um caso de amor com a vida.”

É fato que passamos boa parte da nossa vida correndo atrás do dinheiro. Com ele compramos roupas, alimentos e o que mais atender as nossas necessidades básicas.

O dinheiro compra também alguns sonhos. Uma viagem a Paris, por exemplo, ou um celular cheio de tecnologia.

Mas nada é mais arrebatador do que as emoções sentidas por atos generosos de amor. Aqueles a que a gente se entrega, se doa, se disponibiliza, se empenha.

Dia 09/05/15 é uma data que eu vou guardar, para sempre, na memória.

Agraciada com o meu nome no título de um evento, a princípio, não soube lidar direito com a situação. Tímida, com a designação recebida, enrubesci. Mentalmente, solicitei que o chão se abrisse e que eu sucumbisse na cratera que logo se abriria, quando, em voz alta, me disseram que o evento se intitulava “Café com Katia Muniz”. O chão fez pouco caso de mim, não se moveu.

O Grupo Escoteiros do Mar Ilha do Mel possui em sua sede, o Clube de Pais. Nesse evento específico, destinado somente às mulheres, por conta, principalmente, do Dia das Mães, fui chamada para falar a respeito de um tema proposto em um dos meus textos. A crônica escolhida chama-se “Conectados”, e trata da obsessão por nos mantermos o tempo todo ligados com os aparelhos de celulares e afins.

A organização contou com um número expressivo de mulheres que, não mediram esforços, arregaçaram as mangas e se propuseram a entregar o seu melhor possível. Aliás, “melhor possível” é um lema dentro do grupo.

Determinadas, decididas, concentradas, destemidas, esforçadas, entusiasmadas, encorajadas. Eram mulheres adjetivadas, unidas por um causa.

Lindo de ver tanta gente envolvida, somando atitudes, entregando-se de corpo e alma para que tudo saísse da melhor forma.

E saiu. O evento foi um sucesso pela somatória de forças, pela união e contribuição de cada pessoa que fez o encontro acontecer.

O “Café com Katia Muniz” já passou. Mas as emoções ainda continuam em ebulição, dentro de mim. Agradeci no dia e agradeço, novamente, em forma de texto.

Cada vez que me recordo da sala cheia, do bate-papo rolando solto, do café, das companhias, das fotos, sinto uma imensa alegria.

O café foi servido com empenho e estava recheado de guloseimas. Mas, a cereja do bolo ainda fica por conta de uma palavra sublime: AMOR.

Crônica do Dia com Kátia Muniz

kátia-muniz2Os desenhos da maternidade

Por: Katia Muniz                                                                              katiacronicas@gmail.com

Lucy Scott é uma ilustradora escocesa. Ela reuniu vários desenhos de sua autoria e lançou em livro.

Passarinhos, cachoeiras, sol, céu, mar, montanhas, estradas, carros. Nada disso. O que Lucy ilustrou foi o cotidiano dela mesma, depois que foi mãe.

Digamos que os desenhos retratam a rotina pós-maternidade, dando enfoque ao lado B. Aquele que ninguém ousa mencionar quando você anuncia que está grávida.

Ssssshhh! Nem um pio. Não se pode dizer a uma mãe de primeira viagem que o bebê vai querer mamar de 3 em 3 horas, que, possivelmente, ele terá cólica, que ela corre um sério risco de, ao trocar a fralda, sair toda lambuzada, que ele vai regurgitar na roupa dela, que ela vai ter olheiras que encostam nos pés, que dormir será um artigo de luxo, que ela vai perambular pela casa durante infinitas madrugadas, que o orçamento doméstico  será elevado às alturas, que um banho relaxante e demorado não lhe pertence mais.

E mesmo que, por uma distração, você chegue a mencionar algum dos itens do parágrafo anterior, as marinheiras de primeira viagem nem vão acreditar. Entrará por um ouvido e sairá pelo outro. As futuras mamães vivem em um mundo paralelo. Estão blindadas. Convenhamos, a natureza é mesmo sábia.

Lucy Scott escancara a realidade nua e crua da maternidade. Em inúmeros desenhos criativos  ela mostra, por exemplo, um passeio de carro. A mãe, na frente, dirigindo, e o bebê, aos berros, no banco de trás. Como se vê, tudo muito maternal e singelo.

Socorro! Para tudo que eu quero descer.

Outra ilustração mostra o casal detonado em um final de noite. Cada um jogado para um lado. Nem Beyoncé, cantando a dançante Single Ladies é capaz de ressuscitar um casal que tem um bebê recém-nascido em casa. Oh céus!

Socorro! Para o som DJ.

Mas, tudo passa. E com o tempo, as mães costumam esquecer os transtorninhos que a maternidade traz.

Basta o bebê escancarar aquele sorrisão banguela para elas, que todas as noites maldormidas tornam-se ínfimas.

As ilustrações de Lucy Scott são um divertimento e um prato cheio de identificações para quem vive a maternidade. Para as que ainda não adentraram o mundo das mães, não há susto que não seja superado. Portanto, fique tranquila. O livro em nada abala a procriação no planeta.

Comunidade portuária atenta para questão da dragagem

Imagem1A comunidade portuária do Paranaguá vem, mais uma  vez, se manifestar junto à Secretaria Especial de Portos (SEP), órgão do Governo Federal.

Desta vez o assunto em questão é a dragagem dos Portos de Paranaguá e Antonina.

Um documento com 17 entidades e representantes da cidade e de segmentos da comunidade portuária, especialmente, de Paranaguá e de Antonina, foi assinado com o objetivo de solicitar ao ministro da SEP, Edson Coelho Araújo, a exclusão dos portos do Paraná da Proposta de Manifestação de Interesse (PMI) porque “concluiu-se que o projeto de concessão de canais de acesso, bacia de evolução e berços não têm aderência com as peculiaridades técnicas regionais dos Portos Paranaenses”, como consta do documento.

Sabemos fazer o serviço

Segmentos como a comissão de dragagem do Conselho de Autoridade Portuária de Paranaguá e de Antonina, Federação da Agricultura, Federação das Indústrias, Sindicatos das Agências Marítimas, assim como dos Operadores Portuários, entre outros, concordam que os portos do Paraná demonstram capacidade técnica e financeira para o planejamento e realização das obras de dragagem de manutenção da sua infraestrutura marítima, que aliás, vem sendo custeado com tarifas próprias sem recursos de outras fontes.

Esta e outras situações que comprovam a eficiência da estrutura paranaense para contratação de empresas e efetivação de dragagens, consta do documento enviado ao Ministro nesta semana.

Técnicos da área lembram à SEP que há condições climáticas como os fenômenos La Niña e El niño que provocam mudanças no regime de correntes, ventos, precipitação e que alteram significativamente, os volumes e os locais a serem dragados. Além disso, estes eventos naturias afetam o processo de assoreamento, o que impõe incertezas em contratos de dragagem a longo prazo.

“O porto de Paranaguá realizou três campanhas de dragagem de manutenção com sucesso, tendo hoje 100% todos os seus canais na profundidade de projeto”, consta no documento.

Segmentos

Além das entidades já mencionadas, assinam o documento os prefeitos de Paranaguá e Antonina, o Sindicato dos Operadores Portuários, a Associação dos Operadores de Granéis Sólidos de Importação, a Associação Comercial de Paranaguá e a Associação Comercial de Antonina, Federação do Comércio e Federação dos Transportes, Federação das Associações Comerciais e a Associação Comercial do Paraná, além da Organização das Cooperativas do Paraná.

Fonte: Diário do Comércio