Qual o seu filme preferido? Kátia Muniz fala sobre isso

kátia-muniz2Boyhood

Por: Katia Muniz

katiacronicas@gmail.com

BoyhoodUma das minhas primeiras providências nas férias foi assistir ao tão comentado Boyhood.

Quem me acompanha sabe que, volta e meia, eu escrevo sobre os filmes que vejo. Reconheço que recomendar é sempre um risco. Vai que você não goste do filme, ou não tenha paciência de grudar na poltrona durante quase 3 horas consecutivas. Ainda assim, indico e faço um pedido: mães de menino, não deixem de ver!

Se você gosta de adrenalina, de gente saltando de prédios, de luta, de correria, definitivamente não é essa a pegada do filme.

Boyhood fala da vida cotidiana e de um punhado de emoções que fazem parte do pacote.

Da sacada genial do diretor em filmar durante 12 anos os mesmos personagens, temos o privilégio de ver a trajetória do garotinho Mason, desde a infância até a juventude.

É um primor acompanhar as brincadeiras infantis, a hora que as mesmas brincadeiras são substituídas pela parafernália eletrônica, a confusão interna e os medos próprios da adolescência, a chegada das famigeradas espinhas no rosto, o físico modificando, a voz engrossando, o primeiro amor batendo à porta.

É tocante ver a luta diária de uma mãe, separada, que busca entre erros e acertos a melhor maneira de criar e educar dois filhos.

É emocionante ver o “tempo de qualidade” que o pai de final de semana dispõe aos seus filhos, como também os diálogos abertos, diretos e descontraídos sobre assuntos naturalmente complexos de abordar entre pai e filha/pai e filho.

O filme nos atrai pela simplicidade, por retratar a vida como ela é, por fazer com que nos identifiquemos com as cenas, por dispensar recursos tecnológicos para mostrar a passagem do tempo, por escancarar os altos e baixos da minha, da sua, da nossa vida, por nos fazer sentir um pouco atores durante algumas horas.

Tem mais: é um convite claro para refletir sobre o ver e o sentir. Nossas retinas já andam cansadas de tanto apelo visual, enquanto ainda nos falta aguçar o sentir. Este último exige de nós certa dose de sensibilidade e entrega, ambas geralmente sufocadas na correria do dia a dia e no meio de tantos afazeres. Resultado: a gente vê, mas não sente.

Boyhood é glorioso falando do trivial. É uma crônica filmada. É um acerto. É um apanhado de sutilezas. É um jeito de dizer que a nossa vida também dá um belo filme.

Crônica do Dia, com Kátia Muniz

kátia-muniz2Fantasiados

Por: Kátia Muniz                                                                               katiacronicas@gmail.com

Fevereiro chegou e o carnaval está batendo à porta. Se você é daqueles que gosta da folia de Momo, já deve estar com a fantasia pronta ou com o abadá comprado. Serão, no mínimo, cinco dias em que você vai poder se soltar e brincar à vontade.

Nos blocos, espalhados por esse Brasil afora, veremos pessoas fazendo graça e ironizando situações do cotidiano que nos provocam alguma repulsa. Querem se fazer ouvir através de faixas, placas, cartazes e, não raro, escondidos atrás de uma máscara, sempre com o bom humor típico de um país tropical. A ordem é se divertir, e os problemas do mundo ficarão para depois da quarta-feira de cinzas.

Somente na quarta abandonaremos as fantasias e retornaremos à realidade.

Pouco importa a roupa escolhida, continuaremos fantasiados. Desta vez, independentemente de gostarmos ou não de carnaval, sem perceber, passaremos o ano fantasiados de um personagem circense com cabeleira colorida, calças largas, rosto pintado e nariz vermelho.

O Brasil é um país que prolonga sua folia, mesmo depois do carnaval ter dado o seu adeus. Por aqui, sacrificamos momentos de lazer com a nossa família para podermos trabalhar mais. E trabalhamos mais, porque precisamos pagar impostos altíssimos e assim sustentarmos a máquina pública.

Se quisermos uma “melhor” educação para nossos filhos, pagaremos uma escola particular. Se precisarmos de dignidade na hora de um atendimento na área de saúde, ficaremos reféns dos planos particulares. Tudo isso porque os impostos nunca são suficientes para atender, com o respeito que merece a população que sofre em corredores de hospitais públicos e dar condições decentes para as crianças que estudam com o teto de escolas desabando sobre suas cabeças, ou, usando guarda-chuva, para escapar das goteiras, dentro da sala de aula.

Assistem ricos e pobres, porque aqui também sempre foi o país da desigualdade social, a violência seguir sem controle e, na maioria dos casos, sem impunidade, a inflação rumar às alturas, a gasolina ganhar status de luxo e as denúncias de corrupção assolar o país, enquanto lidamos com apagões e falta de água.

Esperaremos por mais longínquos quatro anos, quando ainda fantasiados e com o poder nas pontas dos dedos, nos encontraremos com a tecla verde escrito “confirma”. Nesse momento decidiremos se a folia continuará, ou se haverá um sinal de esperança, que nos faça retirar a fantasia.

Casos absurdos que a droga provoca, banho a fantasia e Sindijor

informeInforme- Luciane Chiarelli

Guerra urbana
Assassinatos, roubo seguido de morte, espancamentos são termos bem usados nos dias de hoje, também em Paranaguá.
Mas o que mais chama a minha atenção tem sido a confirmação de jovens e adolescentes no mundo do crime. Nesta semana, além de tudo isso, vi a notícia de que mãe e filha estavam traficando drogas na Praça Portugal!
Valha-me Deus! Porque a situação tá difícil.
Notícias envolvendo drogas, então, é o que mais se lê e ouve. Essa porcaria está por toda a parte, acabando com a família parnanguara.
Acredito que está na hora de uma greve, uma grande mobilização, cartazes e faixas (que estão na moda!) para reivindicar políticas públicas no papel e fora dele!

Jornalistas com subseção Litoral
E ontem foi realizada a primeira Assembleia Geral Extraordinária com o objetivo de fundar a Subseção Administrativa do Sindicato dos Jornalistas do Paraná.
O objetivo é descentralizar as ações do Sindicato.
A turma do jornalismo gostou da iniciativa.
Mais do que aprovada e necessária, na minha opinião.

Abada ou fantasia?
O Banho a Fantasia foi um sucesso. Milhares de pessoas participaram, mais uma vez, do evento.
Porém, nas redes sociais, o desabafo de muita gente chamou tanta atenção quanto a polêmica em torno da pergunta acima.
Eu acho a fantasia sempre um charme. E a fantasia aliada à sátira fica melhor ainda. Além de mostrar irreverência, mostra inteligência através do humor.
Porém, cá entre nós, eu acredito que o abada veio para ficar. E digo isso embasada no número de pessoas que aderiram às iniciativas dos grupos que se organizaram neste sentido.
Muita gente, e muita gente mesmo, gostou da iniciativa. Tanto que aderiu .
Mas, o problema maior com relação a este assunto, foram as discussões entre pessoas que têm opiniões opostas.
Gente, é preciso lembrar que, independente da nossa opinião, os carnavais continuarão e a brincadeira não vai parar.
Não vamos perder amizades por conta disso!
O vereador Maranhão, por exemplo, há oito anos sai no Banho a Fantasia. A brincadeira começou com um grupo de amigos com camisetas. Este ano foi o primeiro em que o grupo aderiu ao abada, e ninguém pagou nada por isso. Todos os abadas foram de graça para quem quisesse participar.
Aliás, outra questão a ser destacada é que, cada pessoa que participou do Banho a Fantasia, escolheu a forma de brincar. Seja com fantasia, seja com abada.
E a quem cabe julgar quem está certo ou errado? Quem escolheu fantasia está certo, enquanto quem escolheu abadá está errado?
Muita calma nessa hora.
Assim como neste ano, em anos anteriores e até os que estão por vir, certos estão aqueles que respeitarem a decisão do outro. E esta é a minha opinião. Você discorda? Tudo bem! Só não esqueça de respeitar minha posição, assim como respeito a sua.
Acredito que, para satisfazer a todos, já que o dia é pra ser só de festa, é possível conciliar o grupo dos homens vestidos de mulher e da turma da fantasia como se fosse um bloco, sem interferir na possibilidade de aproveitar os grupos fechados com os abadas.
Teremos, então, de tudo. A sátira com a irreverência de um lado e as novas formas de brincar o carnaval do outro!