Paralisação de trabalhadores interrompe carregamentos nos portos paranaenses

16 navios que estavam atracados nos portos de Paranaguá e Antonina ficaram sem operar das 7 às 13h

Manifesta‹oCerca de 400 trabalhadores portuários avulsos (TPAs) que responderam à chamada do turno das 7h às 13h, no Porto de Paranaguá, cruzaram os braços na manhã desta sexta-feira (22), mesmo com a liminar concedida pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) impedindo o movimento. Eles aderiram ao movimento dos trabalhadores portuários de todo o país que decidiu por realizar uma greve geral nos portos do país para demonstrar o descontentamento com a Medida Provisória n. 595/12, editada pelo Governo Federal em dezembro do ano passado. O dado é do Órgão Gestor de Mão de Obra Portuária (Ogmo), mas não leva em conta os caminhoneiros ligados à Cooperativa de Transportes e à Coopadubo, que também aderiram ao movimento.

A paralisação dos trabalhadores impossibilitou a operação dos 16 navios, no período da manhã, que estão atracados no cais dos portos de Paranaguá e Antonina. Somente um navio de granel líquido, que não depende de mão de obra, operou normalmente. Nas demais fainas, os trabalhadores foram requisitados, entraram no Porto, mas não assumiram as funções.

Nos terminais privados, as estruturas de recepção de caminhões e vagões permaneceu normal pela manhã. Somente no recebimento dos granéis do corredor de exportação (parte pública), houve paralisação.

A manifestação dos trabalhadores foi totalmente pacífica e não foram registrados distúrbios ou aglomerações decorrentes do protesto.

A partir das 13 horas, as atividades nos portos paranaenses foram retomadas normalmente.

Abertas as inscrições para atividades no Centro Cultural da UFPR Litoral

São ofertadas oficinas e aulas gratuitas para todas as faixas etárias

As oficinas são ministradas por educadores voluntários e abertas a toda comunidade. Entre as atividades disponíveis neste semestre estão a capoeira, coral, dança de salão, teatro, dança do ventre, ginástica, entre várias outras (confira no blog do Centro Cultural).

Para fazer a inscrição basta ir até o Centro Cultural e levar uma cópia de um documento com foto ou enviar um e-mail. Atenção: os alunos de 2012 precisam refazer as matrículas para garantir a vaga nas atividades que já frequentavam ano passado.

Mais informações:
Telefone: (41) 3511-8313 | E-mail: centrocultural@ufpr.br
Blog: http://www.centroculturalufprlitoral.blogspot.com.br
Endereço: Av Paraná, nº 550 – Tabuleiro – Matinhos/PR (em frente ao Hospital)

Olheiro busca talentos em Paranaguá

Os paranaenses que sonham em fazer parte do mundo da moda, TV, teatro, elenco, figuração e mercado publicitário vão contar com novas oportunidades já no início do ano. O calendário de seleções destes profissionais começa em Paranaguá no próximo fim de semana, 23 de fevereiro, e em Curitiba, no dia 9 de março.

Estas duas etapas estão sendo realizadas pela Liga de Talentos (LDT), que promove seleções em todo o Brasil, coordenadas pelo diretor artístico da empresa e olheiro Hesler Olson. Olson destaca que “os selecionados vão ter a chance de trabalhar com diretores, agentes e representantes de agências nacionais e internacionais”. Durante a seleção estará presente o blogueiro e colírio Capricho 2010 Renan Grassi.

Seleção – A seleção tem como objetivo buscar candidatos na faixa etária dos 7 aos 27 anos, de ambos os sexos. Os menores de 18 anos devem estar devidamente acompanhados pelo responsável legal.

Para participar do evento é necessário levar uma foto atualizada 10×15 de rosto, além de 1 kg de alimento. As arrecadações serão doadas a uma instituição beneficente de cada cidade. Em Paranaguá o total arrecadado vai para a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). Já em Curitiba, os donativos vão para a Associação Paranaense de Apoio à Criança com Neoplasia (APACN).

Serviço: 

Etapa Paranaguá
Data: 23 de fevereiro de 2013 (sábado)
Horário: 13h às 15h
Local: Casa do Pão Caseiro (Rua Julia da Costa, 620)
Inscrições: no local, mediante doação de 1kg de alimento

Informações: (41) 9636-0675 ou (41) 9270-6168
www.ligadetalentos.com.br

Novo presidente da Cislipa deve ser escolhido na próxima semana

Untitled-1Na próxima terça-feira, dia 26, nova reunião do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Litoral (Cislipa) deve acontecer para discutir quem assume a presidência, até porque a informação é de que o atual prefeito de Antonina, que tinha assumido o “abacaxi”, teria renunciado nesta semana.

O Cislipa é responsável pela organização do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) que, aliás, está um caos com salários dos funcionários em atraso e ambulâncias paradas por falta de manutenção, ou melhor, por falta de recursos para pagar a manutenção.

5 mil trabalhadores cruzaram os braços em Paranaguá

Estivadores e trabalhadores de outros sindicatos paralisaram serviços hoje

Estivadores e trabalhadores de outros sindicatos paralisaram serviços hoje

Acordo entre os sindicatos e o governo federal, feito agora a pouco, determina o fim da greve. Os trabalhadores portuários concordaram contanto que não haja nenhum lançamento de edital de licitação até o dia 15 de março.

A paralisação foi feita em protesto à Medida Provisória 595 que envolve a licitação de terminais privados em portos brasileiros. “Vão acabar com a nossa mão-de-obra. Se nascer portos novos, nós não vamos entrar pra ser a mão-de-obra”,  disse o secretário do Sindicato dos Estivadores, Oziel de Souza.

Crise no SAMU do Litoral: presidente do Cislipa renuncia

Untitled-1A crise no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) do Litoral não é novidade.

A novidade do dia, infelizmente, é a renúncia do cargo de presidente do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Litoral (Cislipa)  que é o prefeito de Antonina, João Domero.

Ambulâncias em conserto nas cidades do Litoral, salários atrasados de funcionários e médicos está fazendo com que o problema se torne ainda maior. De acordo com a reportagem da RPC TV que foi ao ar, hoje, no horário do almoço.

Em Paranaguá, as três ambulâncias estão na oficina. Um atendimento que poderia ser iniciado de 5 a 8 minutos, atualmente só pode ser feito até uma hora. Entre os problemas está a falta de leis que autorizam o envio dos recursos.

O próprio Consórcio está incompleto, sem alguém no setor de tesouraria e no setor jurídico para regulamentar as licitações. O secretário de Saúde de Antonina, Manuel Medeiros Machado, confirmou esta situação.

Ministério Público Estadual e o MP Federal já foram comunicados da situação.

Matéria no link: http://g1.globo.com/videos/parana/paranatv-1edicao/t/edicoes/v/funcionarios-do-samu-no-litoral-do-estado-reclamam-das-condicoes-de-trabalho/2419556/

Sete sindicatos devem aderir à greve no porto

Em Paranaguá, todas as sete categorias sindicais, além da Cooperativa de Transportes e da Coopadubo, devem aderir ao movimento.

_MG_6172Em atendimento à definição da plenária nacional – realizada pelas três federações que congregam os trabalhadores do setorportuário brasileiro – os trabalhadores portuários de todo o país decidiram por realizar uma greve geral nos portos do país. A paralisação será realizada por seis horas nesta sexta-feira (22) e novamente uma nova paralisação, de também seis horas, deverá ocorrer na próxima terça-feira (26).A greve será realizada para demonstrar a insatisfação dos trabalhadores com relação à medida provisória n. 595/12, editada pelo Governo Federal em dezembro do ano passado.

A decisão de paralisação ocorreu antes da instalação da Comissão do Congresso Nacional que irá avaliar as mais de 600 emendas apresentadas por parlamentares de quase todos os partidos, sendo pelo menos 1/3 delas apresentadas por representantes dos trabalhadores.

Em Paranaguá, todas as sete categorias sindicais, além da Cooperativa de Transportes e da Coopadubo, devem aderir ao movimento, decisão esta que certamente irá prejudicar as operações nos Portos do Paraná.

A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) está apreensiva com o movimento uma vez que existe uma programação de navios a serem atracados para carregar ou descarregar produtos e, com uma mobilização desta natureza, atrasos e prejuízos serão gerados.

“Num período em que a movimentação de granéis é grande por conta do período de safra, paralisações desta natureza podem gerar diversos problemas e prejuízos. Estamos preocupados com as consequências deste movimento, pois o produtor agrícola esta no momento da colheita da safra e muito precisa da operação portuária. Por outro lado, estamos confiantes que as partes chegarão a um consenso benéfico para o país”, afirmou o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino.

Por outro lado, o superintendente pondera que o movimento grevista pode ser um tanto precipitado, uma vez que nem se começou a discutir as emendas apresentadas. “Os procedimentos para inicio dos trabalhos da comissão começaram na quarta-feira (20) e seria razoável primeiramente analisar a condução dos trabalhos da comissão e, em caso de fortes divergências, se justificaria uma manifestação que não necessariamente precisaria ser a paralisação de um sistema logístico tão importante para o país”, afirma.

A organização do movimento está sendo coordenada pela Federação Nacional dos Portuários, a Federação Nacional dos Conferentes e Descarga, Vigias Portuários, Trabalhadores de Bloco, Arrumadores e Amarradores de Navios e pela Federação Nacional dos Estivadores.

25 áreas em Paranaguá são anunciadas para arrendamento

Das 25 áreas anunciadas pela SEP para arrendamento em Paranaguá, 11 correspondem a arrendamentos vencidos ou a vencer e 14 de novas áreas

O plano de arrendamento divulgado nesta semana, pelo Governo Federal, prevê a concessão de áreas novas e já existentes no Porto de Paranaguá que permitirão aumentar ainda mais a movimentação de cargas pelo terminal. Das 25 áreas anunciadas pelo governo federal para novas concessões em Paranaguá, 11 correspondem a arrendamentos vencidos ou a vencer e 14 são correspondentes a áreas novas.

Os contratos vencidos são: Bunge (2 contratos), Cargill (3 contratos), Centro Sul, União Vopak e Volkswagen. As demais novas áreas anunciadas seriam destinadas a diferentes finalidades: carga geral, granéis sólidos importação e exportação, veículos, área de apoio náutico e terminal de passageiros.

O cronograma de realização das licitações está em discussão na SEP, sendo que a expectativa é que todos editais sejam publicados até o segundo semestre de 2013.

Os valores de investimento para todos os empreendimentos só poderão ser definidos após a elaboração dos Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEAs), dos quais a Appa já elaborou 16. Estima-se para todo o conjunto de 159 arrendamentos anunciados pelo Governo Federal, um investimento total da ordem de R$ 16,7 bilhões.

Sindicatos ameaçam realizar greve contra MP dos portos

Porto-de-ParanaguáTrabalhadores portuários marcaram paralisações em portos de todo o Brasil na sexta-feira e na terça-feira da próxima semana para protestar contra mudanças que o governo quer implementar nos portos por meio da Medida Provisória 595.

Nove categorias de trabalhadores portuários devem alterar hoje mesmo os trabalhos no porto de Santos.

A oposição dos trabalhadores à medida provisória ocorre porque ela permite que terminais instalados fora dos portos públicos tenham um modelo diferente de contratação e gestão de mão de obra.

Pela MP, editada em 5 de dezembro, eles poderão contratar todos os funcionários a partir da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas).

Para os terminais que operam dentro dos portos públicos (como os de Santos, Paranaguá e Rio de Janeiro), a regra é outra: eles são obrigados a contratar mão de obra avulsa para movimentar cargas dentro dos navios. Funcionários efetivos só podem trabalhar em terra.

O temor dos manifestantes é que a diferença nas regras torne os portos privados mais vantajosos que os públicos. Com isso, os trabalhadores avulsos perderiam serviço.

MODELO

Essa “reserva de mercado” tem origem há várias décadas e provocou distorções.

Até 1993, os sindicatos exerciam o poder de definir quem, quando, quantas vezes e onde um trabalhador avulso seria escalado.

Nesse ano, foi promulgada a lei nº 8.630, que tentou eliminar essa influência exigindo que a mão de obra avulsa fosse contratada apenas por meio de um órgão específico, o Ogmo (Órgão Gestor de Mão de Obra). Segundo o Ministério Público do Trabalho, o efeito foi nulo: os sindicatos continuaram exercendo influência sobre o Ogmo.

O MPT afirma que grande parte dos atuais 23 mil trabalhadores avulsos (eram 40 mil em 1993) recebe um salário mínimo por mês, enquanto um pequeno grupo é beneficiado com remuneração de até R$ 30 mil mensais.

São cifras que superam em muito valores pagos a profissionais valorizados, como os operadores de guindaste ou de empilhadeira, cuja renda é de R$ 5.000 por mês.

Os privilégios acontecem porque há “fraude no rodízio dos trabalhadores”, segundo Maurício Coentro, coordenador nacional de trabalho portuário e aquaviário do MPT. Alguns poucos são escalados sempre para funções mais bem remuneradas, enquanto a maioria fica com funções menos valorizadas.

Em 2012, o MPT tentou impor um sistema eletrônico de rodízio, com jornada de 6 horas e descanso de 11 horas. O sistema garantiria isonomia: todos trabalhariam nos terminais de contêineres (onde a remuneração é melhor) e nos de sacarias de açúcar (onde ela é pior). Uma reação dos sindicatos, no entanto, impediu a adoção do sistema.

Porto de Paranaguá pode ser concedido à iniciativa privada

IMG_0799A Secretaria de Portos da Presidência da República divulgou, nesta semana, a lista de 159 terminais em Portos Marítimos Organizados que poderão ser licitados dentro das condições previstas na Medida Provisória 595.

A MP dos Portos, em tramitação no Congresso, trata, entre outros itens, da concessão dos portos à iniciativa privada.

A relação traz terminais como Belém-Miramar, na Região Norte; Aratu, Cabedelo e Suape, no Nordeste; Santos, no Sudeste; e Itajaí e Paranaguá, no Sul.

Segundo o ministro-chefe da Secretaria Especial de Portos, Leônidas Cristino, as licitações serão feitas em blocos e a primeira incluirá pelo menos dez áreas de arrendamento já vencidas nos portos de Santos (SP) e do complexo de Belém (PA). “A ideia é fazer essa licitação no primeiro semestre”, disse Cristino, após reunião com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.

Entre os 159 terminais que o governo quer licitar, 42 são novos e o restante são áreas existentes cujos contratos de arrendamento já venceram ou vencem até 2017. As licitações serão obtidas por quem oferecer o menor preço para transportar a maior quantidade de carga.

Os empreendimentos foram agrupados em quatro blocos –Norte, Nordeste, Sudeste e Sul– e incluem, por exemplo, a “Área do Meio”, terreno de 245 mil metros quadrados em Itaguaí (RJ), alvo do interesse de empresas como as siderúrgicas Usiminas e ArcelorMittal para escoar produção de minério de ferro. Segundo o ministro, esse terminal deve ser leiloado até o fim deste ano.

Pelo plano de investimento de 54,2 bilhões de reais em portos anunciado pelo governo no fim do ano passado, os contratos de concessão de portos organizados e arrendamentos de instalação portuária terão prazo de até 25 anos, prorrogáveis por uma única vez por igual período.

A lista de empreendimentos pode ser acessada em: http://www.portosdobrasil.gov.br/evteas