Polícia retira caminhão que tombou e atingiu edifício em Morretes

Foto: Polícia Militar

Foto: Polícia Militar

A Polícia Militar (PM) retira, durante a manhã de terça-feira (12), o caminhão que tombou e atingiu um edifício no Centro de Morretes. O acidente ocorreu na tarde de segunda-feira (11). O prédio abrigava uma clínica médica, que estava vazia no momento.

De acordo com a PM, a tarefa foi realizada em duas etapas. Primeiro foi feita a transferência do farelo que ficou espalhado na pista para outro caminhão; depois, a retirada do caminhão tombado e demolição da parte da estrutura da edificação que ficou comprometida. Não houve feridos.

caminhão morretesMotorista alcoolizado
Logo após o acidente, o motoristas, de 33 anos, foi preso em flagrante e levado para a Delegacia de Morretes. De acordo com a PM, ele fez o teste do bafômetro que apontou 0,87 miligramas de álcool por litro de ar expelido, nível considerado alto.

No teste do bafômetro, o limite para que o condutor não seja multado é de 0,05 miligramas de álcool por litro de ar.

Além disso, uma garrafa de conhaque foi encontrada no caminhão, com 70% do conteúdo consumido. A PM ainda informou que o tacógrafo acusou 60 km/h no momento do acidente.  Segundo a PM, essa velocidade é considerada muito alta para o trânsito urbano no local.

Como um poste também foi atingido, uma equipe da Companhia Paranaense de Energia (Copel) também foi até o local para fazer os ajustes nas fiações danificadas.

Momento exato em que caminhão tomba em Morretes

O acidente que ocorreu em Morretes colocou em discussão a mistura perigosa de bebida com direção, além da velocidade na entrada da cidade onde há Hospital e escolas.

No vídeo postado na rede social facebook, dá pra acompanhar o exato momento em que o caminhão tombou. Não houve vítimas fatais e o caminhão só foi retirado ontem, no final da tarde.

Morretes fica sem energia elétrica depois de acidente

Carreta de fertilizantes tombou quando se dirigia para Antonina

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Foto: PM

De acordo com o Capitão César Kamakawa, da Polícia Militar, apenas danos materiais foram registrados, mas parte da cidade está sem energia elétrica. O caminhão será retirado do local e após este procedimento poderá ser confirmada se não houve nenhuma vítima.

O motorista apresentou sinais de embriaguez e a Copel foi chamada para restaurar o fornecimento de energia elétrica.

Alunos soldados da Polícia Militar doam sangue em prol da comunidade no Litoral do Paraná e para auxiliar vítimas de acidente

Imagem1Os alunos soldados do Curso de Formação de Soldados (CFSd) do 9º Batalhão de Polícia Militar (9º BPM), pertencente ao 6º Comando Regional de Polícia Militar (6º CRPM), tiveram uma atividade diferente na manhã desta quarta-feira (06/07) em Paranaguá (PR), Litoral do estado. Eles fizeram uma doação de sangue ao Hemepar da cidade. Todas as ações fazem parte do policiamento comunitário instituído pela Polícia Militar do Paraná e também visa ajudar as vítimas do acidente que aconteceu no último domingo (03/07), na BR-277.

“O 9º BPM, através dos seus alunos soldados, veio colaborar com o Hemepar com essa doação e também mostrar para a comunidade que toda a ajuda é importante, não somente para o policial, mas para qualquer cidadão. A Polícia Militar também tem esse dever, essa responsabilidade e essa cidadania com o próximo, que é tão importante na instituição”, afirmou o aspirante a Oficial, Alexandre Henrique Silva de Lima.

Ao todo, foram 15 alunos do curso que fizeram o ato solidário. Para o aluno soldado Marcelo de Lima, a ação comunitária vem de encontro com a profissão de policial militar. “Com apenas uma bolsa de sangue, podemos ajudar não só uma vida, mas várias. É gratificante ser policial militar e muito importante fazer essas ações dentro da corporação, pois nossa vida agora é ajudar as pessoas e salvar vidas”, disse o aluno.

O aluno soldado José da Silva Neto também destacou as ações solidárias dentro do curso e da Polícia Militar. “Eu sou doador de sangue e também de médula. Para mim é algo gratificante, tanto pelo cargo que eu exerço de policial militar e também como pessoa. É importante saber que estamos ajudando vidas. É algo que realmente nos deixa melhor, nos deixa para cima”, ressaltou.

Um dos objetivos da doação também é auxiliar as vítimas do acidente que aconteceu no último domingo (03/07), na BR-277. Para o aluno soldado Jonatas Fagundes, estas ações enobrecem o trabalho da Polícia Militar. “Foi muito gratificante participar dessa ação. Nós alunos da turma de 2016, nos solidarizamos pelo grave acidente que aconteceu. Para nós foi um ato de solidariedade muito forte, não somente pela ajuda das vítimas, mas também por ser uma reposição de sangue do banco do Hemepar. Isso enobrece muito a nossa profissão. Eu e todos os outros alunos pretendemos continuar com esta atividade, e não somente na doação de sangue, mas como em outras atividades também”, declarou.

Em sua primeira doação de sangue, a aluna soldado Viviane Loução Beltrame Dino também destacou a atividade social e ficou emocionada ao perceber o que sua doação irá beneficiar em outros cidadãos que necessitam. “Foi realmente um ato de solidariedade de todo o grupo, principalmente depois que tivemos esse acidente no domingo. A princípio nós não temos a noção de que sentimento é esse, no momento em que se está fazendo o a doação, mas pra mim foi muito gratificante, por saber que eu posso estar salvando algumas vidas naquele momento”, finalizou a aluna.

Foto: 9º BPM

Por Marcia Santos
Jornalista PMPR

Após seis mortes em acidente, Ecovia anuncia projeto de área de escape no trecho Litoral

Área de escape é recurso para que os veículos de grande porte possam usar como refúgio caso o sistema de frenagem pare de funcionar

ER7_RE_JR_RECUO_ESTRADAS_570kbps_2014-12-189d12694d-6c68-43e8-bacd-e98564609e0d-thumbA concessionária Ecovia anunciou na última terça-feira (5) que deve concluir até o mês de agosto o projeto que prevê a implantação de uma área de escape na Serra do Mar. O projeto executivo foi solicitado pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR), mas ainda não há previsão para início das obras ou pontos em que seriam fixadas as áreas de escape.

Segundo a Ecovia, assim que concluído, o projeto será encaminhado ao órgão, que analisará viabilidade técnico-financeira e deliberará sobre a execução. “A concessionária ratifica a informação de que esta obra não está prevista em contrato”, informou ao site da Rádio Banda B.

Os questionamentos sobre uma área de escape surgiram, especialmente, após o acidente de domingo, quando um caminhão-tanque com problemas nos freios, provocou um acidente que resultou na morte de seis pessoas, sendo três homens adultos, duas mulheres e uma criança.

Muitas pessoas questionaram se a existência de uma área de escape poderia ter diminuído os danos da batida, uma vez que o recurso é uma alternativa para que os veículos de grande porte possam usar como refúgio caso o sistema de frenagem pare de funcionar. Sua estrutura é semelhante à utilizada em circuitos de Fórmula 1, com sinalização e uma “caixa de brita”. Normalmente, a caixa é preenchida com bolinhas de argila expandida, material leve em que o veículo afunda e para. Assim, a velocidade diminui num curto espaço de tempo.

Em 2011, Autopista Litoral Sul instalou uma área de escape entre os quilômetros 671 e 672 da BR-376, na região de Guaratuba. Só nos primeiros três anos, por exemplo, 112 caminhões e dois ônibus utilizaram o recurso, o que evitou que os veículos se envolvessem em acidentes no trecho considerado crítico. Além de ajudar a reduzir acidentes, o uso do recurso permitiu que a rodovia pudesse identificar os tipos e modelos de caminhões que mais apresentavam problemas e passou a repassar esses dados para a Polícia Rodoviária Federal que intensificou a fiscalização na manutenção destes veículos.

É lamentável que áreas como essa não estejam nos projetos de contrato e que sejam viabilizadas, somente, após um acidente com vítimas fatais.

Fiança de 10 salários mínimos foi paga e motorista do acidente na BR 277 saiu da cadeia

Tragédia na BR 277 teve seis vítimas fatais

WhatsApp-Image-20160703 (15)Pedro Hidalgo, de 55 anos, foi transferido do Hospital Regional para o Hospital Evangélico no domingo. Ele tinha 90% do corpo queimado e seu estado era considerado gravíssimo. Ele não resistiu aos ferimentos e faleceu na tarde de ontem, em Curitiba.

Ontem, também, a menina de 18 dias de vida recebeu alta do hospital. Ela foi salva pelo pai que a deixou com populares, perto da rodovia antes de acabar morrendo queimado às margens da BR 277, no município de Morretes.

Quanto ao motorista do caminhão, foi estabelecida fiança de 10 salários mínimos e suspensão da carteira de motorista. A fiança já foi paga e o motorista deve responder processo em liberdade.

De acordo com informações divulgadas pela RPC, o motorista havia detectado problema nos freios na semana passada.  Ele foi enquadrado no crime de homicídio culposo.

O caminhão foi retirado numa operação realizada no início da tarde de ontem.

Motorista do caminhão tanque foi enquadrado em homicídio culposo

Ele está preso na delegacia de Morretes, sem direito a fiança

WhatsApp-Image-20160703 (13)Os carros queimados no acidente na BR 277 podem ser vistos ao lado do posto da Polícia Rodoviária Federal, em Alexandra. Estão ali para que a parte burocrática dos seguros seja concluída.

Em princípio, a seguradora do caminhão que provocou o acidente, deve arcar com a indenização das vítimas e danos materiais.

O motorista do caminhão tanque está preso na delegacia de Morretes. Em depoimento, ele confirmou que o problema do freio-motor surgiu já no início da descida da serra,  uns dois quilômetros antes da batida perdeu o freio. Apareceu falha no painel e por isso seguiu desviando de vários automóveis e caminhões, mas não conseguiu segurar o caminhão e tombou.

“Na semana passada desceu com o mesmo caminhão que apresentou algumas falhas, mas ficou normal”, consta no depoimento.

De acordo com o delegado metropolitano da PRF, Antonio Figueiredo, “a princípio o sistema do caminhão avisou que o sistema de freio estaria com problemas e ele (o motorista do caminhão) teria, em tese, assumido o risco e continuado com a viagem”,

O motorista foi enquadrado em homicídio culposo, por dolo eventual, preso sem direito a fiança.

O acidente provocou seis mortes. Cinco ocorreram na noite de domingo, e uma pessoa que estava no Hospital Evangélico, em caso grave, faleceu nesta segunda-feira.

Outro testemunho impactante da tragédia da BR 277

Rafael conseguiu escapar enquanto o carro dele pegava fogo. (Foto: Reprodução/Facebook

Rafael conseguiu escapar enquanto o carro dele pegava fogo. (Foto: Reprodução/Facebook

O representante comercial Rafael Bocks, de 33 anos, é um dos sobreviventes da tragédia da BR 277. Ele voltava de Paranaguá para São José dos Pinhais, quando tudo aconteceu.

Ele viu um clarão. “Parecia um sol. Logo em seguida, o caminhão apareceu, muito rápido e o tanque já queimava inteirinho. A carreta saiu da pista e todo mundo começou a jogar o carro para a direita, para não ser atingido. O problema é que não tinha mais para onde ir e eu fiquei preso”, completou Rafael em entrevista ao radialista Geovane Barreiro para o Jornal da Banda B.

O tanque bateu de frente e pela lateral do automóvel onde Rafael estava. O veículo que vinha atrás colidiu junto. “Começou a cair combustível dentro e em cima do carro. Ele estava cheio de mercadorias e caixas, eu não tinha por onde sair. Olhei para trás e vi que um dos vidros da lateral estava quebrado. Tive dificuldades para tirar o cinto e o veículo já estava queimando, tinha fogo para tudo quanto é lado. Não sei como consegui puxar o corpo para fora, pela janela”.

Quando Rafael saiu, se deparou com um ‘rio de combustível’. Ele se apoiou na porta do carro e caiu com o pé sobre a poça que pegava fogo. As chamas atingiram a perna dele. “Eu saí correndo e me joguei no mato. Tirei o casaco e a calça para tentar apagar o fogo, foi desesperador”.

Por Marina Sequinel para site da Rádio Banda B

 

Pai e filho morreram na tragédia da BR 277

Anderson e o filho Gabriel morreram no acidente da BR-277 – Foto: Reprodução Facebook

Anderson e o filho Gabriel morreram no acidente da BR-277 – Foto: Reprodução Facebook

A matéria de Denise Mello, da Rádio Banda B, conta detalhes de uma parte da tragédia que ocorreu na BR-277 na noite deste domingo (3). Entre as vítimas fatais estão pai e filho. Anderson Luiz Cunha e o filho Gabriel Cunha, de 13 anos, estavam num dos veículos atingidos e morreram carbonizados com o fogo provocado pelo acidente. A namorada de Anderson, ainda sem a identificação oficial, também morreu no veículo. Os três tinham saído de Curitiba pela manhã para passar o dia em Morretes e voltavam para a capital, por volta das 18h30.

Na página de Anderson, no facebook, o irmão dele, Alexandre Cunha, comunicou as mortes em um post: “É com muita tristeza que comunico o falecimento do meu irmão Anderson Luiz Cunha e do meu sobrinho Gabriel Cunha vítimas do acidente da 277 ontem… A princípio ainda não podemos informar detalhes sobre o sepultamento.”.

Anderson era operador de som e trabalhava na Associação Evangelizar, em Curitiba.

“As pessoas saindo pegando fogo, com as roupas em chamas”, disse inspetor da PRF

Quatro mortes foram registradas em acidente na BR 277

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WhatsApp-Image-20160703 (14)O número de pessoas mortas no acidente na BR-277, que envolveu 12 veículos, na noite domingo (3), no Litoral do Paraná, subiu para quatro. O Corpo de Bombeiros encontrou nesta manhã de segunda-feira (4) o corpo de um homem carbonizado em uma galeria próximo ao local da batida.

Segundo o Corpo de Bombeiros, testemunhas do acidente disseram que este homem deixou uma criança à margem da rodovia. A menina, de dois meses, foi levada para o hospital e passa bem. De acordo com o Hospital Evangélico, uma mulher, que diz ser tia da criança, entrou em contato.
A batida
O acidente ocorreu em um trecho de Serra. O motorista de um caminhão-tanque perdeu controle da direção, e o caminhão bateu em uma mureta de concreto. O tanque, carregado com álcool anidro, se soltou e foi parar na pista contrária, incendiando os carros que passavam pela pista.

O acidente foi comparado à cena de guerra pela PRF. “Cena de guerra. Quem esteve no local, passou este relatório para a gente. As pessoas saindo pegando fogo, com as roupas em chamas. Uma cena de horror devido a uma falha mecânica: falta de freio em um caminhão”, disse o inspetor da PRF Wilson Martines.

Os outros mortos são um homem de 43 anos, uma mulher de 35 anos e um garoto de 12 anos. O acidente deixou mais de dez pessoas machucadas. De acordo com a PRF, o motorista do caminhão realizou dois testes de bafômetro que não indicaram consumo de bebida alcoólica. Ele não se feriu e deve prestar esclarecimentos.