Prepare-se: conta da água vai aumentar em 18,6% no próximo mês

Este é o segundo ano consecutivo que a conta sobe o triplo da inflação

246__320x240_cabA conta de água e esgoto de cada residência de Paranaguá ficará mais cara a partir do dia 01 de dezembro. Através de comunicado publicado em jornal local, a concessionária CAB Águas de Paranaguá comunica que o aumento será de 18,6997% para todas as faixas e categorias de consumo.
A empresa alega que o aumento acontece em cumprimento à lei federal e que acontece para preservar os valores inicialmente previstos no contrato e corrigir eventuais desequilíbrios à equação econômico-financeiro.
Este é o segundo ano consecutivo que a empresa promove reajuste que é o triplo da inflação anual. No ano passado, houve um reajuste de 16,6% sob a mesma justificativa de desequilíbrio econômico-financeiro no contrato.
Os consumidores certamente não vão receber um aumento significativo com naturalidade, pois os seus ganhos salariais não acompanham, nem de perto, tamanha disparate. Basta pegar uma conta de R$ 50,00 em 2011, pela inflação oficial iria para cerca de R$58,00.
Na conta da CAB, este mesmo valor sobe para R$ 69,00, uma diferença de 19% o que, certamente, é um abuso. Resta saber se o Ministério Público, entre outras instituições, vai se manifestar em defesa da população.

Empresa fala sobre conta de água de 10 mil reais de idosa

NOTA DE ESCLARECIMENTO

  Ao detectar um consumo de água muito fora dos padrões, a CAB Águas de Paranaguá enviou, no dia 23 de setembro, um técnico para vistoria no imóvel localizado na Av. Belmiro Sebastião Marques, 989, em nome de Darli Borba Correia. Na oportunidade, foi constatado forte indício de vazamento, quando o técnico orientou a moradora a fazer uma vistoria interna detalhada. Dia 25, uma pessoa do atendimento da CAB contatou a proprietária do imóvel, que informou estar aguardando um encanador de sua confiança para fazer a manutenção de sua rede hidráulica interna. Dois dias depois, a cliente procurou o setor de atendimento para falar do alto valor da fatura e informou que o conserto ainda não havia sido providenciado.

Hoje, técnicos da CAB voltaram ao local e registraram, por meio de fotos, a substituição da rede hidráulica interna por uma nova e constataram não haver mais indício de vazamento.

Foi aberta negociação com a cliente para desconto na fatura e condições especiais de pagamento.

CAB ÁGUA DE PARANAGUÁ

Vereança em pauta

Sessão da última terça-feira, muitas informações foram repassadas pelos vereadores como início da investigação da CEI da CAB Águas de Paranaguá, contas de água absurdas e reclamações de moradores quanto a uma empresa da cidade que trabalha com produtos químicos. Confira:

márcio Costa– O vereador Márcio Costa falou sobre a situação do trapiche de São Miguel e pediu providências do poder público para que os moradores sejam atendidos com uma boa estrutura para atracação dos barcos. Sugeriu que o trapiche seja refeito através de um convênio com o Governo do Estado. Sabe-se que existe projeto e um programa do Estado onde a recuperação pode ser enquadrada para garantir os recursos necessários.

Comentou que recebeu reclamações dos moradores da Vila Rute, Serraria do Rocha e Jardim Santa Rosa quanto à Fospar. Um produto no ar foi percebido pelos moradores que começaram a sentir ardência nos olhos e irritação na garganta. Acredita-se que tem que rever algum filtro no equipamento.

adalberto– O vereador Adalberto Araújo comentou que recebeu do morador de Alexandra, Osvaldo Gonçalves informação sobre “mais um dos abusos da CAB Águas de Paranaguá”, como disse o próprio edil. Segundo ele, o morador teve que assumir uma conta absurda porque nem a subconcessionária, nem a secretaria de obras assumiu. Mas este é o tipo de assunto que só verificando o contrato da subconcessão é que poderá saber quem está errado. Dia 17 de outubro haverá reunião para tratar de questões relacionadas à empresa atendendo a requerimentos apresentados pelos vereadores para cobrança de explicações na Casa de Leis. O vereador lembrou de outra situação como uma senhora de 83 anos que está com uma conta de R$ 10 mil reais apresentada pela CAB Águas de Paranaguá.

Laryssa– Já a vereadora Laryssa Castilho informou que ontem, de manhã, seria iniciada, oficialmente os trabalhos da Comissão Especial de Inquérito (CEI) da CAB Águas de Paranaguá. O primeiro passo, segundo ela, foi rever alguns contratos que foram enviados nas gestões anteriores e serão analisadas e verificar o que mais precisa ser solicitado.

Sugeriu deixar a Câmara com iluminação rosa em registro ao Outubro Rosa que intensifica os exames de câncer de mama. Sandra do Dorinho lembrou que há uma demanda grande de mulheres que precisam fazer mamografia e só tem vagas para daqui nove meses. O esforço do poder público estende os horários de funcionamento até às 21h das unidades de saúde durante o mês para que as mulheres façam os exames necessários, tanto os de mama, quanto os exames de colo de útero através da coleta de preventivos.

Vereadores assumem conta de água da escola de surdos

Água foi religada depois de reunião com a empresa, sete vereadores e direção da escola

arnaldo

Vereador Arnaldo Maranhão

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA CAB Águas de Paranaguá cortou o abastecimento de água da escola de surdos Nydia Moreira Garcez no dia 09 de setembro. Desde então, professores e direção da escola têm levado água de casa para minimizar o problema.
O corte foi feito porque a escola, mantida pela Organização Não-Governamental (ONG) Aceda, tem uma dívida de mais de 24 mil reais referente a dois períodos: um de 2004 a 2008 e outro mais recente. A notícia foi divulgada no Diário do Comércio da última quarta-feira (18) e mobilizou o vereador Arnaldo Maranhão a promover uma reunião entre as partes, já que tanto a empresa quanto a escola haviam apresentado propostas consideradas “inviáveis” por ambas as partes. A reunião realizada na CAB Águas de Paranaguá contou com a presença do gerente geral, Sérgio Bovo, da diretora da escola, Fátima de Souza Gonçalves e sete vereadores que são: Arnaldo Maranhão, Márcio Costa, Ricardo, Laryssa Castilho, Adriano Ramos, Elto Arcega e o próprio presidente da Câmara, Marquinhos Roque.
Depois de muita conversa e entendimento total da situação, ficou definido que a dívida que passava dos R$ 24 mil teve um abatimento e ficou em R$ 18 mil que será dividido em 11 parcelas. “Vamos conclamar os demais vereadores para participar com uma cota de R$ 100,00 por mês e assim quem vai pagar a conta são os vereadores da cidade. A única escola de surdos de Paranaguá e de todo o Litoral não pode passar por uma situação dessas”, disse Maranhão.
Ficou definida também o retorno do fornecimento de água para a escola que tem 67 alunos estudando em período integral. Na sessão da Câmara de ontem, o vereador Maranhão, tratou do assunto e pediu a ajuda dos vereadores. A proposta apresentada é de que o valor de R$ 100,00 por vereador, caso todos aceitem, será descontado no contracheque de cada vereador e o cheque com valor total poderá ser retirado pela escola na própria Câmara para saldar cada parcela.
A empresa, inclusive, se pronunciou pela redução do valor deixando a diferença de R$ 6 mil como contribuição da CAB para a ONG Aceda, mantenedora da escola Nydia Moreira Garcez. Ficou determinado que haverá assinatura individual da autorização do débito.

CAB Águas de Paranaguá corta água de estudantes surdos

Há uma dívida alta que a atual direção se propõem a pagar, mas as condições de pagamento sugeridas pela empresa são inviáveis. Diretora e professores levam água de casa para continuar a dar aulas

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA diretora da Escola Nydia Moreira Garcês, mantida pela ACEDA (Associação de Colaboradores da Escola de Deficientes Auditivos), está levando água de casa, assim como outros funcionários, para atender aos 67 alunos surdos – entre 6 e 18 anos. É a única escola para surdos do Litoral, mantida por uma associação que é uma Organização Não-Governamental e que depende de recursos externos para pagar as contas. Segundo a diretora da escola, a maioria dos alunos é carente e tem atendimento integral, ou seja, nos períodos da manhã e tarde.

A escola está com o fornecimento de água cortado desde o dia 09 de setembro por causa de uma dívida que chega a pouco mais de 24 mil reais de dois períodos: um de 2004 a 2008 e outro de agosto de 2012 a abril de 2013.

A CAB Águas de Paranaguá apresentou uma proposta de pagamento desta dívida com uma entrada de quase 5 mil reais e 24 parcelas de R$ 807.

A Escola fez uma contra-proposta, justificando o plano de aplicação do único repasse que tem hoje e que é do governo estadual, via Secretaria de Estado da Educação. “Se a instituição deve, tem que pagar, mas queremos que entendam que existem outras contas mensalmente. A proposta apresentada é inviável para a instituição. Caso não haja a compreensão desta situação, seremos obrigados a paralisar as aulas”, informou Fátima do Rocio de Souza Gonçalves, diretora da escola.

Mais informações estão sendo coletadas. O assunto também será abordado com detalhes no jornal Diário do Comércio nesta quarta-feira, dia 18.

Falta água no seu bairro? Vereadores querem explicações

AGUA em Bombinhas SCFoi aprovada na Câmara de Vereadores de Paranaguá pedido de informações para a empresa CAB Águas de Paranaguá que é a responsável pelo abastecimento de água na cidade.

Acontece que o abastecimento está precário de acordo com a denúncia feita pelo vereador Adriano Ramos e com a confirmação de outros vereadores durante sessão ordinária.

O vereador chegou a explicar que tem recebido reclamações de moradores de diferentes bairros, mas reclamando da mesma coisa, ou seja, a falta de água na torneira de casa para lavar louça, fazer comida, tomar banho.

Um grupo de vereadores esteve na empresa e recebeu a notícia de que este tipo de situação não aconteceria mais. Isso aconteceu em março. Estamos em agosto e o problema persiste. “A gente quer saber quando vai acabar esse transtorno”, desabafou Adriano Ramos.

CAB Águas de Paranaguá investe em melhorias no abastecimento

Já estão em fase de teste o novo decantador e o equipamento que vai aperfeiçoar o controle de qualidade da água tratada na Estação de Tratamento de Água (ETA) Colônia. Esses equipamentos, mais a ampliação da captação do Ribeirão, fazem parte do conjunto de providências da CAB Águas de Paranaguá para readequar a Estação Colônia depois do desastre ambiental provocado pelas chuvas em março de 2011. A devastação dos mananciais que abastecem Paranaguá alterou completamente as características da água bruta captada na Serra do Mar, obrigando a CAB a investir R$ 6 milhões para adequar a ETA para tratar uma água mais barrenta. De acordo com Sérgio Bovo, gerente-geral da CAB Águas de Paranaguá, as ações transcendem a adequação da ETA.

Ricardo Mattos, engenheiro responsável pela obra, diz que os testes foram iniciados em janeiro. O novo decantador deve entrar em operação em março. A captação de água no Rio Ribeirão vem sendo ampliada para garantir o aumento da produção de água potável. As obras devem ser finalizadas em abril.