“A parte estrutural do viaduto encontra-se concluída e estamos finalizando processo para terminar a obra”, disse o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes, em Curitiba, José Thiago da Silva ao vereador de Paranaguá, Arnaldo Maranhão Júnior. Ambos estiveram reunidos nesta semana.
O vereador acompanha a situação desde que, em 2001 apresentou a proposta de construção do viaduto naquela via, com o objetivo de minimizar a situação de moradores e romeiros por causa da demora na passagem dos vagões de trem.
O superintendente do Dnit informou que está sendo feito um aditamento no contrato, ou seja, que mais recurso está sendo liberado para conclusão da obra. De acordo com o superintendente faltam os serviços de limpeza, pintura, sinalização horizontal e vertical e a iluminação. São mais R$ 200 mil de recursos já liberados em Brasília. “Falta proceder ao termo aditivo para que a empresa faça este trabalho final”, reforçou José Thiago. Segundo ele, o preço deve ser aprovado na próxima semana. Com isso, será feito um termo seguido da publicação para início dos serviços e término da obra.
“Fomos direto na fonte para confirmar que a obra pode estar concluída em outubro deste ano e assim, a comemoração dos 200 anos da Festa do Rocio terá um gosto especial para todos os cristãos católicos e devotos de Nossa Senhora do Rocio”, disse o vereador Maranhão.
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Candidatos em 2014, reunião promete ter muita discussão na próxima semana. Estas e mais na coluna
Matéria mostra talentos de Paranaguá
Capa do DC desta sexta-feira
Paranaguá aguarda autorização do Ibama para dragagem
Representantes das sedes nacional, estadual e municipal do Ibama – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – estiveram no Porto de Paranaguá nesta terça-feira (2) para realizar uma vistoria técnica. Esta é mais uma etapa do processo de obtenção da Licença de Operação, documento exigido para a realização de diversas obras dentro do porto. Desde 2009, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) trabalha para conseguir a licença. Com a visita dos representantes do Instituto, a expectativa é que o processo ganhe agilidade e a licença seja emitida.
Diversas exigências têm sido feitas pelo Ibama. Algumas delas são inéditas no país, como a necessidade de haver uma empresa que possa atender eventuais emergências de fauna. Como não existe nada semelhante no Brasil, a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) firmou um convênio com a Universidade Estadual do Paraná (Unespar) para atender essa demanda.
“Seremos o primeiro porto do Brasil a atender esta demanda. Apesar das grandes dificuldades impostas, estamos trabalhando ao máximo para cumprir as exigências do governo federal”, explica o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino.
No entanto, ele diz que a falta de licença continua impondo prejuízos aos portos paranaenses e seus usuários, além de prejudicar diretamente o próprio meio ambiente, uma vez que a Appa só saberá quais exigências finais deverá seguir quando a licença for finalmente emitida.
Um exemplo dos problemas causados pela demora na emissão da licença é a impossibilidade de iniciar a obra de aprofundamento dos berços de atracação. A obra já tem projeto executivo pronto e não pode ser realizada porque o porto não possui a Licença de Operação aguardada, com ansiedade pela comunidade portuária.
Manchetes do DC desta sexta-feira
Crônica do Dia por Kátia Muniz
Vidas ceifadas
Por: Kátia Muniz
Dias atrás, a revista Veja, edição 2320, trouxe como título de capa “Os órfãos da impunidade”.
Há dias eu andava querendo escrever sobre esse tema e ainda não tinha encontrado o jeito. A leitura da matéria me ajudou.
O texto aponta que: Na Argentina, Chile, Dinamarca, França, Reino Unido não há auxílio financeiro para a família do preso. Nos Estados Unidos, somente alguns estados como Washington e Virgínia ajudam as famílias mais carentes. No Brasil, as famílias de baixa renda, que dependem exclusivamente do preso que contribuía para a Previdência Social, recebem um auxílio de R$ 730,00 reais em média.
Trocando em miúdos: a família de alguém que cometeu um crime recebe mais que muita gente que passa o mês na labuta, para ganhar o salário mínimo de R$ 678,00.
Tem alguma coisa errada ou é só impressão minha?
Você acorda cedo, pega ônibus, metrô, enfrenta engarrafamentos, trabalha o dia todo, sacrifica momentos preciosos de lazer com sua família, paga impostos em tudo que adquirir ou consumir e, se tiver a infelicidade de ser vítima da criminalidade que assola este país, sua família vai ter que se virar de alguma forma para recompor a sua renda. No Brasil, os dependentes de quem contribuía para a Previdência podem receber o auxílio previdenciário da pensão por morte, mas não há um benefício exclusivo para quem perdeu parentes vítimas de crime.
Há varias citações, na matéria, sobre mulheres que ficaram viúvas precocemente, crianças que carregam traumas por terem presenciado a morte do pai ou da mãe, outras convivem com sequelas físicas causadas pela violência, filhos que tiveram a convivência paterna ou materna interrompida bruscamente, e em outros casos a perda dos dois de uma só vez, tudo isso porque algum criminoso resolveu tirar-lhes a vida.
As famílias que perderam algum ente querido, continuam produzindo, trabalhando e de alguma forma ajudando a beneficiar justamente os parentes daqueles que sem nenhuma piedade destruíram para sempre estes lares, materialmente e psicologicamente. Em minha opinião, além de vítimas da impunidade, essas famílias tornaram-se vítimas também da incoerência.






