Clientes dos bancos encontram atendimento normal nas agências

Greve acabou, mas retorno deve deixar agências lotadas nos primeiros dias

bancos em greveOs bancos do Paraná voltaram a funcionar normalmente nesta terça-feira (7), depois que os sindicatos dos bancários de várias cidades paranaenses votaram em assembléia pelo fim da paralisação no final da tarde de segunda-feira (6). Após nove rodadas de negociações com os bancos, foram consideradas suficientes todas as propostas apresentadas na última sexta-feira (3) pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

Como ontem era feriado em Paranaguá (devido ao dia da Padroeira do município, Nossa Senhora do Rosário), nesta quarta-feira (08) todos os bancos do município estarão atendendo em horário normal.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários, Samuel Ribeiro da Fonseca, os bancários alcançaram a reivindicação.

Bancários conseguiram, parcialmente, o que pediram. Os bancários pediram 12% de reajuste e conseguiram 8,5% de reajuste salarial e 9% no piso salarial. “Foi uma vitória boa. A população colaborou e a imprensa também”, destacou Samuel em entrevista ao repórter Elisio Júnior, na Rádio Difusora, hoje pela manhã.

Na região do Litoral, apenas em Pontal do Paraná, as agências não foram fechadas por conta do número de bancários. Os demais municípios aderiram à greve.

A greve demorou cinco dias, o que causou pouco transtorno, em comparação com o que ocorreu na última paralisação da categoria.

Greve dos professores pode terminar sábado

jokaMadruga fotografo_greveA decisão que pode levar ou não ao fim da greve dos professores da rede estadual ficou marcada para uma reunião do comando de greve no próximo sábado (26), às 9 horas, onde os trabalhadores irão avaliar a proposta do estado. De acordo com a presidente da APP-Sindicato, Marlei Fernandes, a proposta é “aceitável”, mas um entrave no piso salarial pode manter a paralisação que chega ao seu terceiro dia nesta sexta-feira (25). As informações são da Rádio Banda B.

“A proposta do governo é aceitável, mas é a categoria que irá decidir se continuamos ou não em greve. O nosso impasse ficou em relação ao piso salarial, já que ofereceram apenas 6,5% de reajuste, enquanto buscamos os 8,32%”, disse.

De acordo com balanço divulgado nesta quinta pelo sindicato, 80% da categoria estava de braços cruzados no segundo dia de greve. O balanço da Secretaria da Educação dizia que 60,1% das 2.149 escolas estaduais tiveram atendimento parcial, 15,92% das unidades da rede paralisaram totalmente as atividades, enquanto 24% dos colégios funcionaram normalmente.

Greve vai deixar alunos sem aula

Pai, se o seu filho ficar sem aula, questione o diretor da escola, quando haverá reposição

Professores se reúnem desde o início da manhã no Palácio Iguaçu (Foto: Thiago Techy / Arquivo pessoal )

Professores se reúnem desde o início da manhã no Palácio Iguaçu (Foto: Thiago Techy / Arquivo pessoal )

Os professores da rede pública estadual de ensino começam hoje uma greve no Paraná. A orientação da Secretaria Estadual de Educação (Seed) é de que as escolas devem ficar abertas para receber os alunos.

No caso de não haver aulas, a orientação da Seed aos pais é para que procurem os diretores das escolas para saber quando serão repostas as aulas.

A presidente do Sindicato dos Professores do Paraná (APP Sindicato), Marlei Fernandes de Carvalho, cita que um dos descontentamentos é a não implementação da hora-atividade de 33% (tempo para professor preparar aulas e se dedicar a outras atividades ligadas à docência) e a inexistência de plano de saúde para a categoria.

Em nota, a Seed divulgou uma lista de quatro grandes pautas de negociação, envolvendo hora-atividade, salário, pagamento de promoções e concurso público.

Estado pontua avanços concedidos ao magistério

1-      HORA-ATIVIDADE

O que o sindicato pede: mais 33%, equivalente a meia aula (ou 25 minutos);

Quanto os professores têm hoje de hora-atividade: 30% do tempo na escola (6 aulas por semana sem interação com aluno);

O que o governo já fez nos últimos 3 anos: Aumentou 50% a hora-atividade (de 4 aulas para 6 aulas por semana);

2- SALÁRIO

O que o sindicato pede hoje: Reajuste de 10%;

O que o governo oferece hoje: Aumento de 6,06% na data-base;

O que o governo já fez nos últimos 3 anos: Equiparação salarial de 26%, principal reivindicação da categoria, foi cumprida um ano antes do prazo. Em três anos, os reajustes e das datas-base totalizam 50,16% de aumento salarial acumulado para os professores;

Salário inicial em 2010: Para 40 horas por semana, já com auxílio transporte – R$ 2.001,78;

Salário inicial em 2013/2014: Para 40 horas por semana, já com auxílio transporte – R$ 3.005,94;

Piso Nacional da Educação atual: R$ 1.697,00 para 40 horas.

O Paraná paga hoje 70% a mais que o piso

O material do governo traz outros detalhes, mas estamos resumindo a estes dois itens. Outros detalhes podem ser lidos no site www.aen.pr.gov.br

Inédito: greve no Rio Branco

Por causa da falta de pagamento para seis jogadores, teve greve, ontem no time do Rio Branco. Algo inédito na história do time.

De acordo com o presidente do clube, Thiago Campos, a situação deve ser resolvida hoje pela manhã. A greve resultou na falta de treino ontem, justamente quando o time tem um jogo importante neste sábado contra o Coritiba.

E, justamente, quando o time fez e tem feito um bom campeonato, principalmente se compararmos com anos anteriores.

Portuários em estado de greve em Paranaguá

8476O presidente do Sindicato dos Portuários de Paranaguá, Orlei Miranda, (foto) confirmou que a categoria está em estado de greve. A decisão foi tomada na Assembleia realizada na noite desta terça-feira.

Segundo informações obtidas, a assembleia reuniu cerca de 250 trabalhadores e representantes do sindicato da categoria, o Sintraport .O que está sendo pedido:

1. a não -privatização do silão e do corredor de exportação do Porto de Paranaguá
2. a não extinção das vagas dos portuários na amarração e operação shiploader
3. pagamento da reposição salarial de 01/06
4. pagamento do Plano Unificado de Cargos e Salários
5. abertura do diálogo com o superintendente do Porto
6. revisão das dezoito áreas previstas para arrendamento, entre outros itens.

Com estado de greve aprovado em assembleia, os portuários podem parar a qualquer momento. Com certeza, o próximo passo, deve ser dado na mesa de negociações.

Trabalhadores portuários aprovam indicativo de greve para o dia 25

A020Representantes dos trabalhadores portuários aprovaram na noite da última quarta-feira (13) indicativo de greve da categoria para o dia 25. Inicialmente cogitada para o dia 19, a ameaça de paralisação foi adiada e pode atingir 37 mil trabalhadores, segundo o presidente da Federação Nacional dos Portuários (FNP), Eduardo Guterra. “Transferimos para o dia 25 em função do processo de negociação e da demonstração da comissão mista de continuar o diálogo com os trabalhadores, bem como a prorrogação da MP [Medida Provisória] dos Portos, já que o diálogo com o governo e o Congresso Nacional indica que alguns aspectos [da MP] serão mudados”, disse Guterra à Agência Brasil. Para que a paralisação não ocorresse no dia 19, os trabalhadores haviam definido a data de amanhã (15) como prazo para que as negociações com o governo avançassem. “Embora nada tenha sido concretizado, estamos vendo esse diálogo de forma positiva e esperamos avançar”, acrescentou o presidente da FNP, entidade ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT). Entre os avanços esperados pelos portuários, Guterra destaca a não privatização dos portos, possibilidade que, segundo ele, a MP abre; a obrigatoriedade de contratação, pelos novos portos, de trabalhadores avulsos por meio do Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo); e a manutenção da atual guarda portuária, o que não está previsto na atual MP. Vinculado à Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), o presidente da Federação Nacional dos Avulsos (Fenccovib), Mário Teixeira, confirmou a decisão de adiar a greve. Ele, no entanto, esclareceu que a decisão de ontem (13) precisa ser referendada pelos sindicatos, que, nos próximos dias, devem realizar assembleias para consultar os trabalhadores e adotar as providências necessárias, como comunicar as autoridades portuárias locais e organizar a escala de trabalho para manter as atividades essenciais. “Ainda não houve nenhuma resposta objetiva a nossas reivindicações. Mesmo assim, suspendemos a greve [anunciada para o próximo dia 19]. Agora, se não houver avanços, o indicativo de greve já está aprovado e os sindicatos estão sendo orientados a convocar assembleias e cumprir todas as exigências da lei de greve”, comentou Teixeira, apontando, entre as principais reivindicações dos avulsos, a manutenção dos direitos conquistados pelos trabalhadores e assegurados pela Lei 8.630, conhecida como Lei de Modernização dos Portos, de 1993. A Fenccovib também cobra que a MP 595 vete a terceirização das atividades portuárias, que os trabalhadores possam ser contratados para exercer suas funções por qualquer terminal, independentemente de ele estar fora do porto organizado, e que seja garantida a multifuncionalidade, pela qual um trabalhador pode receber capacitação para exercer outra função. A Agência Brasil também tentou ouvir a Federação Nacional dos Estivadores, filiada a Força Sindical, mas não conseguiu falar com nenhum de seus diretores. No último dia 22 de abril, trabalhadores portuários cruzaram os braços e interromperam suas atividades em várias localidades por algumas horas. A paralisação, contudo, foi suspensa após representantes do governo e da categoria assinarem um acordo estabelecendo uma rodada de negociações, cujo prazo terminaria amanhã, e durante a qual a categoria apresentaria sugestões à medida provisória e suspenderiam qualquer manifestação. O governo, por sua vez, não cobraria a execução da multa diária de R$ 200 mil imposta por decisão liminar da então vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Maria Cristina Peduzzi, caso a categoria não voltasse ao trabalho.

5 mil trabalhadores cruzaram os braços em Paranaguá

Estivadores e trabalhadores de outros sindicatos paralisaram serviços hoje

Estivadores e trabalhadores de outros sindicatos paralisaram serviços hoje

Acordo entre os sindicatos e o governo federal, feito agora a pouco, determina o fim da greve. Os trabalhadores portuários concordaram contanto que não haja nenhum lançamento de edital de licitação até o dia 15 de março.

A paralisação foi feita em protesto à Medida Provisória 595 que envolve a licitação de terminais privados em portos brasileiros. “Vão acabar com a nossa mão-de-obra. Se nascer portos novos, nós não vamos entrar pra ser a mão-de-obra”,  disse o secretário do Sindicato dos Estivadores, Oziel de Souza.

Sete sindicatos devem aderir à greve no porto

Em Paranaguá, todas as sete categorias sindicais, além da Cooperativa de Transportes e da Coopadubo, devem aderir ao movimento.

_MG_6172Em atendimento à definição da plenária nacional – realizada pelas três federações que congregam os trabalhadores do setorportuário brasileiro – os trabalhadores portuários de todo o país decidiram por realizar uma greve geral nos portos do país. A paralisação será realizada por seis horas nesta sexta-feira (22) e novamente uma nova paralisação, de também seis horas, deverá ocorrer na próxima terça-feira (26).A greve será realizada para demonstrar a insatisfação dos trabalhadores com relação à medida provisória n. 595/12, editada pelo Governo Federal em dezembro do ano passado.

A decisão de paralisação ocorreu antes da instalação da Comissão do Congresso Nacional que irá avaliar as mais de 600 emendas apresentadas por parlamentares de quase todos os partidos, sendo pelo menos 1/3 delas apresentadas por representantes dos trabalhadores.

Em Paranaguá, todas as sete categorias sindicais, além da Cooperativa de Transportes e da Coopadubo, devem aderir ao movimento, decisão esta que certamente irá prejudicar as operações nos Portos do Paraná.

A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) está apreensiva com o movimento uma vez que existe uma programação de navios a serem atracados para carregar ou descarregar produtos e, com uma mobilização desta natureza, atrasos e prejuízos serão gerados.

“Num período em que a movimentação de granéis é grande por conta do período de safra, paralisações desta natureza podem gerar diversos problemas e prejuízos. Estamos preocupados com as consequências deste movimento, pois o produtor agrícola esta no momento da colheita da safra e muito precisa da operação portuária. Por outro lado, estamos confiantes que as partes chegarão a um consenso benéfico para o país”, afirmou o superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino.

Por outro lado, o superintendente pondera que o movimento grevista pode ser um tanto precipitado, uma vez que nem se começou a discutir as emendas apresentadas. “Os procedimentos para inicio dos trabalhos da comissão começaram na quarta-feira (20) e seria razoável primeiramente analisar a condução dos trabalhos da comissão e, em caso de fortes divergências, se justificaria uma manifestação que não necessariamente precisaria ser a paralisação de um sistema logístico tão importante para o país”, afirma.

A organização do movimento está sendo coordenada pela Federação Nacional dos Portuários, a Federação Nacional dos Conferentes e Descarga, Vigias Portuários, Trabalhadores de Bloco, Arrumadores e Amarradores de Navios e pela Federação Nacional dos Estivadores.

Sindicatos ameaçam realizar greve contra MP dos portos

Porto-de-ParanaguáTrabalhadores portuários marcaram paralisações em portos de todo o Brasil na sexta-feira e na terça-feira da próxima semana para protestar contra mudanças que o governo quer implementar nos portos por meio da Medida Provisória 595.

Nove categorias de trabalhadores portuários devem alterar hoje mesmo os trabalhos no porto de Santos.

A oposição dos trabalhadores à medida provisória ocorre porque ela permite que terminais instalados fora dos portos públicos tenham um modelo diferente de contratação e gestão de mão de obra.

Pela MP, editada em 5 de dezembro, eles poderão contratar todos os funcionários a partir da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas).

Para os terminais que operam dentro dos portos públicos (como os de Santos, Paranaguá e Rio de Janeiro), a regra é outra: eles são obrigados a contratar mão de obra avulsa para movimentar cargas dentro dos navios. Funcionários efetivos só podem trabalhar em terra.

O temor dos manifestantes é que a diferença nas regras torne os portos privados mais vantajosos que os públicos. Com isso, os trabalhadores avulsos perderiam serviço.

MODELO

Essa “reserva de mercado” tem origem há várias décadas e provocou distorções.

Até 1993, os sindicatos exerciam o poder de definir quem, quando, quantas vezes e onde um trabalhador avulso seria escalado.

Nesse ano, foi promulgada a lei nº 8.630, que tentou eliminar essa influência exigindo que a mão de obra avulsa fosse contratada apenas por meio de um órgão específico, o Ogmo (Órgão Gestor de Mão de Obra). Segundo o Ministério Público do Trabalho, o efeito foi nulo: os sindicatos continuaram exercendo influência sobre o Ogmo.

O MPT afirma que grande parte dos atuais 23 mil trabalhadores avulsos (eram 40 mil em 1993) recebe um salário mínimo por mês, enquanto um pequeno grupo é beneficiado com remuneração de até R$ 30 mil mensais.

São cifras que superam em muito valores pagos a profissionais valorizados, como os operadores de guindaste ou de empilhadeira, cuja renda é de R$ 5.000 por mês.

Os privilégios acontecem porque há “fraude no rodízio dos trabalhadores”, segundo Maurício Coentro, coordenador nacional de trabalho portuário e aquaviário do MPT. Alguns poucos são escalados sempre para funções mais bem remuneradas, enquanto a maioria fica com funções menos valorizadas.

Em 2012, o MPT tentou impor um sistema eletrônico de rodízio, com jornada de 6 horas e descanso de 11 horas. O sistema garantiria isonomia: todos trabalhariam nos terminais de contêineres (onde a remuneração é melhor) e nos de sacarias de açúcar (onde ela é pior). Uma reação dos sindicatos, no entanto, impediu a adoção do sistema.

SAMU Litoral ameaça fazer greve

307361_499712946752239_1610962744_nNa rede social Facebook o SAMU Litoral divulgou a seguinte nota:

“Aguardando por melhoras, tanto no pagamento de salários atrasados, quanto na melhoria geral operacional deste serviço extremamente necessário no Litoral do Paraná, depois de tempo hábil considerável, sem sucesso. Chegamos à conclusão por unanimidade em reunião da equipe, ontem (14), ser esta medida, um recurso de direitos já insustentável!!”

Realmente, o que mais os funcionários fizeram foi esperar.

O secretário de Saúde de Antonina anunciou em rádio local que o pagamento seria feito na semana passada, mas ao que tudo indica, pouco se avançou para melhorar as condições de trabalho.