Alunos do IFPR/Paranaguá são premiados por Projeto

Projeto mostra como converter energia de ondas em energia elétrica

3.1- aluno e tanqueAlunos do Instituto Federal do Paraná, campus Paranaguá foram premiados pela Marinha do Brasil conquistando o terceiro lugar em Mérito Marítimo.
O projeto Wave, apresentado, foi o protótipo de conversão de energia das ondas do mar em energia elétrica.
O trabalho dos alunos Leandro Ferres Cassel, Nicolas Cardoso achado e Luan Lukas Pinheiro Ricardo foi orientado pelo Prof. Dr. Mateus das Neves Gomes e pelo orientador Aluizio José Salvador.
O projeto contou com a construção de um tanque de ondas
No site do IFPR, há informações de que o processo de transformação da energia das ondas do mar, nesse principio de conversão, em energia elétrica segue duas fases: quando uma onda incide na estrutura o ar que se encontrava dentro dela é forçado a passar por uma turbina, como consequência direta do aumento de pressão na “câmara de ar”. Quando a onda regressa ao mar o ar passa novamente na turbina, desta vez no sentido inverso, dada a pressão inferior no interior da “câmara de ar”.
Para aproveitar esses movimentos opostos, normalmente, utiliza-se uma turbina que possui a propriedade de manter o sentido de rotação independentemente do sentido do escoamento. A turbina é conectada a um gerador elétrico, que converte o movimento de rotação da turbina em corrente elétrica nos terminais do gerador.
“A construção deste protótipo permite demonstrar um principio de conversão de energia, abordando aspectos relacionados às mais diferentes áreas do conhecimento, contribuindo assim para o processo de ensino aprendizagem e possibilitando a divulgação do tema energia das ondas do mar para um grande grupo”, destacam os estudantes.

Coelhinhos em tempos de crise

kátia-muniz2Por: Katia Muniz                                                                   katiacronicas@gmail.com

No ano passado, escrevi um texto em que comentava da dificuldade de não se render aos apelos das crianças quando pedem, antecipadamente, ovos de Páscoa. Elas não têm muita calma para aguardar o grande dia e os pais não têm tanta paciência para negociações. Resultado: chocolates e mais chocolates são devorados com muita antecedência.

Neste ano, a crise nos oferece grandes lições. Uma delas é que as crianças, com ou sem birra, vão ter que esperar para, quem sabe, ganhar um. Somente um, nada de exageros. E quem tem mais filhos? Um só. Hora de colocar em prática a solidariedade. Dividam o ovo ao meio e tirem par ou ímpar para ver quem vai ficar com o brinquedo.

Por enquanto, o parreiral de ovos de Páscoa, dispostos estrategicamente perto dos balcões refrigerados, ainda está bem fechado, promovendo aquele escurinho que impossibilita a entrada da luz direta. Seria até romântico, se não fosse um assalto ao bolso.

Uma caixa de bombom chegando bem próximo a R$ 10,00 e ovos de Páscoa com preços nas alturas golpeiam o estômago, antes mesmo de serem devorados.

As moças contratadas para fazerem as propagandas e as demonstrações dos famigerados brinquedos, que ocupam o recheio dos ovos, ainda são pouco solicitadas pelos compradores. Elas esperam, ansiosas, que, nesta semana, o quadro mude. Que possam, enfim, recolher o bocejo, proveniente do cansaço de horas em pé e que, no lugar desse esgotamento, apareça um belo sorriso.

Famílias passeiam, por baixo do parreiral, com os pescoços esticados e os olhos arregalados comparando preços, enquanto os baixinhos disparam as solicitações: “Eu quero do Homem Aranha.” “Eu quero da Cinderela.” “Eu quero do Bob Esponja, da Barbie, do Batman, dos Smurfs, da Galinha Pintadinha, da Peppa, do Thor”.

Opções aos montes. Dinheiro à míngua.

Papais e mamães soltam a fala num tom de desesperança: “Ah crianças, vão ter que esperar!”

Aqui é o país “do jeitinho”. As crianças vão ganhar nem que seja um brigadeiro de colher. Mas é fato que o consumidor se comporta de maneira diferente e vem driblando, como pode, a atual situação econômica.

É criançada, bem-vindos, talvez, à primeira aula de economia. A crise é geral e não poupa nem os coelhinhos.

 

Crônica do Dia

kátia-muniz2Para você que eu tanto amo.

Por: Kátia Muniz                                                                            katiacronicas@gmail.com

Na infância, nunca levei muito jeito com bonecas, não tinha paciência para ficar dando comidinhas feitas com areia, nem para empurrar os carrinhos de plástico, usados para levar a boneca para passear.

Em compensação, gastava horas batendo numa folha de papel para que produzisse um som que lembrasse o de uma máquina de escrever, enquanto atendia, efusivamente, às chamadas imaginárias do meu telefone de brinquedo.

Eu era secretária executiva de uma grande empresa, tinha carro próprio e morava, sozinha, em um apartamento. Tudo isso aos 8 anos de idade. Minhas amigas, da mesma idade, estavam todas casadas com seus maridos de mentirinha e com duas ou três bonecas como filhas.

Muitos anos se passaram e, quando boa parte dessas amigas de infância tornaram-se avós, eu me tornei mãe.

Naquela sexta-feira, do mês de março, eu nasci para a maternidade dando à luz a você, meu filho.

Quando a enfermeira trouxe você, de banho tomado, com o cabelinho todo lambido para um lado, eu estiquei os meus braços e segurei você com aquele jeito que só as mães sabem.

E o botão da natureza humana foi ligado. De repente, eu sabia segurar, trocar fralda, amamentar. Não fez a menor falta a ausência do estágio com as bonecas.

Esses dias entrei no seu quarto, cuidadosamente, afastei os cabelos que caíam sobre a sua testa e depositei um beijinho carinhoso. Aquele beijinho que só as mães sabem dar.

Você abriu os olhos, resmungou um pouco e se levantou.

Eu fiquei olhando você se movimentar. Primeiro, até banheiro e, depois colocar o uniforme escolar e me perguntar o que eu serviria no café.

Café? Sim. Café. Não há mais as mamadeiras e, no lugar do berço, há uma cama, na qual daqui a um tempo, você, provavelmente, mal caberá. Aconteceu o que eu temia: você está crescendo.

Despediu-se de mim com um beijo. Aquele beijo que só os filhos sabem dar.

Fiquei sozinha, na inquietude dos meus pensamentos e remoendo todas as inseguranças de mãe, as mesmas que nos acompanham sempre, somente mudando as formas e as fases.

O cenário já se modificou. Não passo mais meus dias catando aviões, carrinhos da Hot Wheels, soldadinhos, que viviam espalhados pela casa. Minha sala retoma o seu posto, as almofadas permanecem no lugar, perdeu os ares de jardim de infância.

Nossos olhos, mais um pouco, já se nivelarão na mesma altura. E, mais para frente, será sua vez de abaixar seus olhos para que eles encontrem os meus.

Você vai adotando suas preferências, vai impondo seus gostos, vai ganhando autonomia. Tudo certo. Tudo normal. Estranharia se não fosse assim.

É preciso que você saiba: nunca perca a direção dos meus braços, eles sempre vão envolver você, como se fosse a primeira vez, daquele jeito que só as mães sabem.

Paranaguá, Santos e Rio Grande são candidatos a concessões em dragagem

images-cms-image-000401766A próxima fase do programa de concessões em infraestrutura, que o governo prepara no que está sendo chamado de segunda etapa do programa econômico do governo federal, poderá contemplar um novo tipo de concessão: o de dragagem nos portos. Nele, empresas assinarão contratos de longo prazo para manter a profundidade dos portos.

“Estamos levando em conta dois fatores”, disse o ministro dos Portos, Edinho Araújo. “Onde há maior incidência de assoreamento e onde há grande movimentação de carga.” Essas são, segundo o ministro, condições necessárias para atrair o interesse das empresas em arrematar as concessões.

Nessa descrição do ministro se enquadra o Porto de Santos, que precisa de um trabalho contínuo de dragagem. Mas também são candidatos os portos de Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS).

Os três têm, atualmente, processos de licitação abertos para contratar serviços de dragagem. Mas os prazos não são muito longos. Depois, se tudo correr como o programado, entrarão as concessões.

O governo quer, porém, testar a viabilidade desse instrumento e o interesse do setor privado. Por isso, a ideia é submeter proposta de concessões a uma audiência pública, segundo informou o ministro. Para, inclusive, receber sugestões.

Outra frente de parceria com a iniciativa privada são os arrendamentos de áreas em portos públicos cujos contratos já venceram ou estão por vencer. O governo tenta, há mais de um ano, obter o sinal verde do Tribunal de Contas da União (TCU) para licitar os lotes nos portos de Santos e Pará.

Sofreu nova frustração esta semana, porque o processo não foi votado devido ao pedido de vista do ministro Vital do Rego. No voo em que foram juntos nesta quinta-feira, 12, ao Rio, Dilma orientou Araújo a prosseguir no diálogo com o TCU e prestar todas as informações solicitadas.

As concessões em dragagem portuária fazem parte da nova etapa do Programa de Investimentos em Logística (PIL). Ainda está em curso uma reforma do marco regulatório da cabotagem.